Calcula Carro — TROCAR

Financiamento e compra

Financiar ou pagar à vista: a conta com o dinheiro aplicado

Quem tem o dinheiro pode financiar e deixar o resto rendendo. A conta compara os juros pagos com o rendimento obtido — e resgata a aplicação mês a mês para pagar a parcela, que é onde a maioria das simulações erra.

Calculadora

Esta calculadora tem campo em revisão: o valor-padrão marcado abaixo ainda não foi confirmado em fonte primária. A geometria está testada; o percentual é ponto de partida. Confira a ficha técnica do seu equipamento e veja o estado da revisão em fontes.

O resto do dinheiro fica aplicado e vai pagando as parcelas. Copie da proposta. Se houver tarifa e seguro, use o CET no lugar da taxa anunciada. Rendimento líquido do que você tem aplicado. Ligado à Selic: muda a cada reunião do Copom, e o valor que abre aqui é ponto de partida.
Resultado
R$ -15.064,45 (rendimento menos juros)
Sai na frente: a-vista · Juros pagos ao banco: R$ 23.940,96 · Rendimento da aplicação: R$ 8.876,51 · Parcela: R$ 1.498,77 · Total pago financiando: R$ 71.940,96 · Saiu do bolso depois que a aplicação acabou: R$ 15.064,45

Financiar só empata quando a aplicação rende o mesmo que o financiamento cobra (1,79% ao mês)

Rendimento da aplicação (mês)Juros pagosRendimento obtidoDiferençaCompensa
0,5%R$ 23.940,96R$ 4.440,69R$ -19.500,27Pagar à vista
0,7%R$ 23.940,96R$ 6.540,86R$ -17.400,1Pagar à vista
0,9%R$ 23.940,96R$ 8.876,51R$ -15.064,45Pagar à vista
1,1%R$ 23.940,96R$ 11.502,19R$ -12.438,77Pagar à vista
1,3%R$ 23.940,96R$ 14.481,35R$ -9.459,61Pagar à vista
1,79%R$ 23.940,96R$ 23.941,23R$ 0,27Financiar

Como o cálculo é feito

São dois caminhos para o mesmo carro. Pagando à vista, sai todo o dinheiro e não sobra nada aplicado. Financiando, sai só a entrada, o resto fica aplicado, e a aplicação é resgatada mês a mês para pagar a parcela — o pote encolhe a cada mês e rende sobre o que sobrou. Quando o pote acaba antes do fim do contrato, as parcelas que faltam saem do bolso e não rendem nada.

Essa é a parte que quase toda simulação erra: deixar o montante inteiro rendendo o prazo todo e pagar as parcelas com o mesmo dinheiro. Não dá para usar o dinheiro duas vezes, e quem faz isso infla o rendimento e faz o financiamento parecer bom.

Com os valores preenchidos — carro de R$ 60.000, entrada de R$ 12.000, 1,79% ao mês em 48 meses, com o dinheiro rendendo 0,9% ao mês — os juros pagos são R$ 23.940,96 e o rendimento obtido é R$ 8.876,51. A diferença é R$ -15.064,45 — negativa, ou seja, pagar à vista sai na frente por R$ 15.064,45. A aplicação acabou antes do fim do contrato e R$ 15.064,45 tiveram de sair do bolso.

O ponto de empate é exato, e não é uma opinião

Financiar só empata quando a aplicação rende o mesmo que o financiamento cobra. Na última linha da tabela abaixo, com rendimento de 1,79% ao mês — igual à taxa do contrato — a diferença cai para R$ 0,27. Acima disso, financiar; abaixo, à vista. E como o juro do financiamento é sempre maior que o rendimento de uma aplicação de varejo, o resultado é quase sempre o mesmo. A conta serve justamente para mostrar de quanto é a distância.

O que esta conta não faz

Estes são os limites que a própria função declara, e eles pesam todos contra o lado "financiar":

  • Ela soma reais de meses diferentes sem trazer a valor presente.
  • Ignora o imposto de renda sobre o rendimento, que segue tabela regressiva de 22,5% a 15% conforme o prazo, e o IOF de resgate nos 30 primeiros dias. Os dois derrubam o rendimento real.
  • Ignora desconto no preço à vista, que é dinheiro real e só existe de um lado.
  • Ignora tarifas e seguro do financiamento: usa a taxa anunciada. Para incluí-los, rode antes o CET e use a taxa efetiva aqui — no cenário desta página isso trocaria 1,79% por 1,994% ao mês.
  • Supõe rendimento constante todos os meses, e trata rendimento negativo como zero.
  • Empate vai para pagar à vista: sem dívida, sem risco.

Perguntas frequentes

Vale a pena financiar o carro e deixar o dinheiro aplicado?
Só se a aplicação render mais que o financiamento cobra. Neste cenário, 1,79% ao mês de juros contra 0,9% de rendimento dão R$ 23.940,96 pagos contra R$ 8.876,51 ganhos — uma diferença de R$ 15.064,45 contra financiar.
Qual rendimento a aplicação precisa ter para compensar financiar?
Praticamente a mesma taxa do financiamento. Com rendimento de 1,79% ao mês, igual à taxa do contrato, a diferença cai para R$ 0,27. Com 1,3% ao mês ainda faltam R$ 9.459,61.
Por que a simulação do banco diz que financiar compensa?
Costuma ser porque ela deixa o valor inteiro rendendo o prazo todo, sem resgatar nada para pagar a parcela. Aqui a aplicação é consumida mês a mês e acaba antes do fim: R$ 15.064,45 das parcelas saíram do bolso, sem render.
O imposto de renda muda o resultado?
Muda contra o financiamento, e esta conta não o desconta. A tabela regressiva vai de 22,5% a 15% sobre o rendimento conforme o prazo, então os R$ 8.876,51 desta simulação são o valor bruto: o líquido é menor, e a distância de R$ 15.064,45 entre os dois caminhos fica maior ainda.
E o desconto à vista, entra na conta?
Não entra, e é dinheiro real de um lado só. Qualquer desconto obtido na compra à vista soma-se aos R$ 15.064,45 que hoje já separam os dois caminhos neste cenário.
Se eu tenho o dinheiro, por que financiar?
Pela reserva. A conta financeira dá R$ 15.064,45 contra financiar, mas ela não sabe que ficar sem caixa costuma levar a crédito mais caro depois. O número é o começo da decisão, não o fim.