# Calcula Carro — TROCAR — conteúdo completo > Calculadoras de custo de carro: combustível, custo por km, IPVA, financiamento, manutenção e motorista de aplicativo — a conta do seu caso, com a fonte, a data e a validade de cada número. Todas as calculadoras rodam no navegador, sem cadastro e sem enviar dado nenhum. Cada valor usado no cálculo tem fonte, URL e data de consulta publicadas em /fontes/ (lei, órgão oficial, montadora ou literatura técnica); onde a álgebra resolve, não há constante. Preço de combustível, valor de tabela, alíquota e taxa NÃO ficam embutidos: são campos editáveis, com a procedência datada ao lado. Os resultados são estimativa de planejamento — não são orçamento de oficina, cotação de seguro nem apuração de imposto devido. # Consumo e combustível ## Calculadora de consumo real (km/L) URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/consumo-real-km-l/ Meça o consumo real do seu carro em km/L pelo método do tanque cheio a tanque cheio. O consumo que o carro faz de verdade, medido de tanque cheio a tanque cheio. É diferente do computador de bordo e da etiqueta. ### Como o cálculo é feito consumo = km rodados ÷ litros abastecidos . Não há coeficiente nenhum: é uma divisão. Com os valores preenchidos, 420 km e 35 litros dão 12 km/L , ou 8,33 litros a cada 100 km. O método que dá o número certo Encha o tanque até a bomba desarmar e zere o hodômetro parcial . Rode normalmente. Na próxima vez, encha até desarmar de novo, na mesma bomba e no mesmo posto , e anote quantos litros couberam. Os litros que couberam são exatamente os que você gastou no trajeto medido. Um tanque só já dá um número utilizável, mas três medições seguidas dão um número em que você pode confiar para decidir viagem, corrida de aplicativo ou troca de carro. Por que não usar o computador de bordo Ele estima, e a estimativa costuma ser otimista. A etiqueta do Inmetro, por sua vez, vem de ciclo de ensaio em laboratório , sem trânsito, sem ar-condicionado e sem serra — serve para comparar modelos entre si, não para prever o seu gasto. O tanque cheio a tanque cheio é o único que mede o seu carro, no seu trajeto, com o seu pé. ### Consumo medido de tanque a tanque, em alguns exemplos | Km rodados | Litros para encher | Consumo | Litros por 100 km | | --- | --- | --- | --- | | 300 | 30 | 10 km/L | 10 L | | 420 | 35 | 12 km/L | 8,33 L | | 500 | 38 | 13,16 km/L | 7,6 L | | 600 | 40 | 15 km/L | 6,67 L | ### Perguntas frequentes - **Quantos km preciso rodar para a medição valer?** Um tanque inteiro é o ideal, porque dilui o erro de encher. Medir com 50 km rodados amplifica qualquer diferença no ponto em que a bomba desarma. - **Por que meu consumo é menor que o da etiqueta?** Porque a etiqueta vem de ciclo de ensaio em laboratório. Trânsito parado, ar-condicionado, subida, bagagem e pneu murcho não entram no ensaio e entram na sua rua. - **Preciso encher no mesmo posto?** Na mesma bomba, de preferência. O que se mede é quanto coube no tanque, e o ponto em que a bomba desarma varia de uma para outra. Mesma bomba, mesmo critério. - **Km/L ou litros por 100 km?** É a mesma informação invertida. Km/L é o costume brasileiro; litros por 100 km facilita comparar carros muito diferentes, porque a escala é linear no consumo. ## Calculadora de custo por km de combustível URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-combustivel/ Calcule quanto você gasta de combustível por quilômetro rodado, com o consumo do seu carro e o preço do seu posto. Quanto custa cada quilômetro só de combustível. É a conta que quase todo mundo faz — e é a menor parte do custo real do carro. ### Como o cálculo é feito É uma divisão: custo por km = preço do litro ÷ consumo em km/L . Com os valores preenchidos — R$ 6,31 o litro e 12 km/L — dá R$ 0,526 por quilômetro , ou R$ 52,58 a cada 100 km. De onde vem o preço que já vem preenchido Da pesquisa semanal de preços da ANP , semana de 30/08 a 05/09/2026. A ANP pesquisa postos em municípios , então o valor que abre aqui é o preço médio na capital do estado selecionado — não uma média do estado inteiro. O preço do seu posto é outro, e é por isso que o campo é seu para editar. O que esta conta não faz Ela mede só o combustível . O custo real de rodar inclui manutenção, pneus, seguro, IPVA e depreciação, e costuma dar de três a quatro vezes este número. Quem decide se vale a pena pegar a estrada, aceitar uma corrida ou trocar de carro precisa do custo completo, não deste. ### Custo por quilômetro conforme o consumo do carro | Consumo (km/L) | Custo por km | Custo em 100 km | Km por R$ 1 | | --- | --- | --- | --- | | 6 | R$ 1,052 | R$ 105,17 | 0,95 km | | 8 | R$ 0,789 | R$ 78,88 | 1,27 km | | 10 | R$ 0,631 | R$ 63,1 | 1,58 km | | 12 | R$ 0,526 | R$ 52,58 | 1,9 km | | 14 | R$ 0,451 | R$ 45,07 | 2,22 km | | 16 | R$ 0,394 | R$ 39,44 | 2,54 km | ### Perguntas frequentes - **Como sei o consumo real do meu carro?** Encha o tanque, zere o hodômetro, rode normalmente e encha de novo. Divida os km rodados pelos litros que couberam. O consumo do computador de bordo costuma ser otimista, e o da etiqueta do Inmetro é de laboratório. - **Por que o preço que aparece aqui é diferente do meu posto?** Porque é uma média. A ANP pesquisou a capital do estado na semana de 30/08 a 05/09/2026, e dentro da mesma cidade a diferença entre postos passa de 10%. Digite o preço que você paga e o resultado passa a ser o seu. - **Esse é o custo total de rodar um quilômetro?** Não, é só o combustível. Somando manutenção, pneus, seguro, IPVA e principalmente a depreciação, o custo por km costuma ficar de três a quatro vezes maior. - **Vale mais a pena olhar km/L ou litros por 100 km?** São a mesma informação invertida. Km/L é o costume brasileiro; litros por 100 km é o europeu e facilita comparar carros muito diferentes, porque a escala é linear no consumo. ## Álcool ou gasolina: a conta exata URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/alcool-ou-gasolina/ Compare álcool e gasolina pela regra dos 70% e pelo cálculo exato, com o consumo medido do seu carro em cada combustível. A regra dos 70% é uma aproximação que supõe um carro que talvez não seja o seu. A segunda aba faz a conta certa, com o consumo que você mediu em cada combustível. ### Como o cálculo é feito Regra dos 70%: razão = preço do etanol ÷ preço da gasolina. Abaixo de 0,70, etanol; acima, gasolina. Cálculo exato: custo por km = preço do litro ÷ consumo naquele combustível. Compara-se um com o outro. Por que os 70% enganam O 0,70 supõe que o carro faz 70% do consumo com etanol. Essa é uma média de mercado — não tem fonte de fabricante , e por isso ela aparece aqui como isca de comparação, não como referência. Um carro que faz 11,6 km/L na gasolina e 8,4 km/L no etanol tem razão de equilíbrio de 0,724 , não 0,70. Nesse carro, etanol a 72% da gasolina ainda compensa — e a regra popular teria mandado abastecer errado. Como medir o seu Dois tanques cheios, um de cada combustível, rodando o mesmo tipo de trajeto. Divida os km pelos litros em cada caso. É meia hora de atenção que vale para todos os abastecimentos do resto do ano. ### Em que razão de preço o etanol passa a compensar | Razão etanol ÷ gasolina | Etanol equivalente | Compensa | | --- | --- | --- | | 0,6 | R$ 3,786 | Etanol | | 0,65 | R$ 4,102 | Etanol | | 0,7 | R$ 4,417 | Gasolina | | 0,75 | R$ 4,733 | Gasolina | | 0,8 | R$ 5,048 | Gasolina | ### Perguntas frequentes - **A regra dos 70% está errada?** Não está errada, está incompleta. Ela vale para um carro cuja razão de consumo entre etanol e gasolina seja de 0,70. Se o seu faz 8,4 km/L no etanol e 11,6 na gasolina, a razão dele é 0,724 — e o ponto de equilíbrio muda junto. - **Como descubro a razão do meu carro?** Meça o consumo com o tanque só de etanol e depois só de gasolina, no mesmo tipo de uso, e divida um pelo outro. É o que a segunda aba pede. - **O etanol suja o motor ou gasta mais peça?** Esta calculadora não responde isso: não temos fonte primária de fabricante para afirmar diferença de desgaste, e sem fonte o site não afirma. A conta aqui é só de custo por quilômetro. - **Vale a pena misturar os dois?** Para a conta de custo, o que vale é o preço por quilômetro de cada um no momento do abastecimento. Misturar não cria economia — o carro flex simplesmente queima a mistura que estiver no tanque. ## Calculadora de gasto mensal com combustível URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/gasto-mensal-combustivel/ Calcule seu gasto de combustível por mês e por ano a partir dos km que você roda, do consumo do carro e do preço do litro. Quanto o tanque tira do orçamento por mês — e quanto isso soma em doze meses, que costuma ser a parte que ninguém tinha somado. ### Como o cálculo é feito São duas contas em sequência: litros no mês = km por mês ÷ consumo em km/L e gasto no mês = litros × preço do litro . O ano é o mês multiplicado por 12. Com os valores preenchidos — 1.000 km por mês, 12 km/L e R$ 6,31 o litro — são 83,33 litros por mês, R$ 525,83 por mês e R$ 6.310 no ano . Por que o número anual é o que decide R$ 525,83 por mês parece administrável; R$ 6.310 no ano é uma decisão de orçamento. É o mesmo gasto visto em duas escalas, e a escala anual é a que se compara com seguro, IPVA e parcela. Um ganho de consumo de 1 km/L, que parece pouco, muda o total anual em dezenas de reais por mês. O que esta conta não faz Ela projeta doze meses iguais ao preço de hoje : não corrige inflação, não prevê reajuste na bomba e supõe quilometragem constante — o mês de férias e o de viagem fogem da média. E é só combustível : manutenção, pneus, seguro, IPVA e depreciação ficam de fora e, somados, costumam pesar mais que este número. ### Gasto de combustível por faixa de quilometragem mensal | Km por mês | Litros no mês | Gasto no mês | Gasto no ano | | --- | --- | --- | --- | | 500 | 41,7 L | R$ 262,92 | R$ 3.155 | | 750 | 62,5 L | R$ 394,38 | R$ 4.732,5 | | 1.000 | 83,3 L | R$ 525,83 | R$ 6.310 | | 1.500 | 125 L | R$ 788,75 | R$ 9.465 | | 2.000 | 166,7 L | R$ 1.051,67 | R$ 12.620 | | 3.000 | 250 L | R$ 1.577,5 | R$ 18.930 | ### Perguntas frequentes - **Quanto gasto de gasolina por mês rodando 1.000 km?** Com 12 km/L e o litro a R$ 6,31, são 83,33 litros e R$ 525,83 por mês. Troque o consumo pelo do seu carro e o preço pelo do seu posto e o número passa a ser o seu. - **Como saber quantos km eu rodo por mês?** Anote o hodômetro no primeiro dia do mês e no primeiro dia do mês seguinte. A diferença é o número exato, e ele costuma ser maior que a estimativa de cabeça. - **Melhorar o consumo em 1 km/L economiza quanto?** Nos valores do exemplo, subir de 12 para 13 km/L derruba o gasto mensal de R$ 525,83 para R$ 485,38, e o anual em R$ 485,38. - **Esse é o custo de ter o carro?** Não. É a parcela de combustível. Com manutenção, pneus, seguro, IPVA e depreciação, o custo de rodar costuma ficar de três a quatro vezes maior por quilômetro. - **Serve para etanol ou diesel?** Serve: troque o preço do litro e o consumo naquele combustível. Como o consumo com etanol é menor, os dois campos mudam juntos — não adianta baixar só o preço. ## Calculadora de custo de viagem de carro URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-de-viagem/ Calcule o custo de uma viagem de carro com combustível e pedágio, ida e volta, e veja quanto fica por pessoa. Combustível e pedágio da viagem inteira, e o que sobra para cada ocupante depois do rateio. Com o carro cheio, a mesma estrada custa um quarto por cabeça. ### Como o cálculo é feito Distância total = distância da ida, dobrada se você marcar ida e volta. Litros = distância total ÷ consumo. Combustível = litros × preço do litro. Custo da viagem = combustível + pedágio. Por pessoa = custo da viagem ÷ ocupantes. Com os valores preenchidos: 430 km de ida e volta são 860 km, que a 12 km/L pedem 71,67 litros . A R$ 6,31 o litro dá R$ 452,22 de combustível; com R$ 60 de pedágio, a viagem custa R$ 512,22 , ou R$ 128,05 por pessoa com 4 no carro — contra R$ 512,22 se você fosse sozinho. O pedágio não é dobrado sozinho A opção de ida e volta dobra só a distância , porque muita praça cobra em um sentido só e o valor da volta nem sempre é igual ao da ida. Some as praças do trajeto inteiro à mão e ponha o total no campo. Se você digitar só a ida numa rodovia que cobra nos dois sentidos, a viagem sai barata no papel. O que esta conta não faz Ela soma combustível e pedágio . Não entram estacionamento, balsa, alimentação, hospedagem nem o desgaste do carro — a viagem consome pneu, óleo e vida de revisão, e isso não aparece aqui. A conta também supõe um consumo único para todo o trajeto: serra, vento contra, bagageiro de teto e ar-condicionado gastam mais que a média informada, e o peso dos passageiros que baratearam o rateio também piora o consumo — efeito real que este cálculo não modela. ### A mesma viagem, dividida por quantas pessoas vão no carro | Pessoas no carro | Custo da viagem | Custo por pessoa | Economia por pessoa | | --- | --- | --- | --- | | 1 | R$ 512,22 | R$ 512,22 | R$ 0 | | 2 | R$ 512,22 | R$ 256,11 | R$ 256,11 | | 3 | R$ 512,22 | R$ 170,74 | R$ 341,48 | | 4 | R$ 512,22 | R$ 128,05 | R$ 384,16 | | 5 | R$ 512,22 | R$ 102,44 | R$ 409,77 | ### Perguntas frequentes - **Quanto custa uma viagem de 430 km de carro?** Ida e volta, com 12 km/L e o litro a R$ 6,31, são R$ 452,22 de combustível. Somando R$ 60 de pedágio, R$ 512,22 no total. - **Como dividir o custo da viagem entre os passageiros?** Dividindo o total pelo número de ocupantes: R$ 512,22 entre 4 pessoas dão R$ 128,05 cada. Se o motorista não entrar no rateio, a conta muda e está na calculadora de rateio de carona. - **Compensa ir de carro ou comprar passagem?** Compare a passagem com o custo por pessoa, R$ 128,05 no exemplo — e lembre que este número é só combustível e pedágio: o desgaste do carro na viagem não está nele. - **Levar mais gente aumenta o gasto de combustível?** Aumenta um pouco, pelo peso, e a conta não modela isso. Mas o efeito do rateio é maior: sozinho a viagem custa R$ 512,22 para você, e com 4 pessoas, R$ 128,05. - **Devo usar o consumo da cidade ou o da estrada?** O da estrada, se a viagem for quase toda em rodovia. Se tiver trecho urbano relevante, o número honesto é o consumo ponderado — que é uma média harmônica, não a média simples entre os dois. - **O custo por km da viagem serve para o dia a dia?** Não. Aqui ele sai em R$ 0,596 por km porque inclui o pedágio diluído na distância; no uso urbano não há pedágio e o consumo é pior. ## Calculadora de autonomia do tanque URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/autonomia-do-tanque/ Calcule a autonomia do tanque do seu carro em km, até a reserva e até secar, a partir do consumo medido. Quantos quilômetros o tanque cheio dá até a luz da reserva acender, e quantos ainda restam depois dela. São dois números diferentes, e confundir os dois é o que faz gente ficar na estrada. ### Como o cálculo é feito São três multiplicações sobre o mesmo consumo: até a reserva = (capacidade − reserva) × consumo , autonomia total = capacidade × consumo e dentro da reserva = litros da reserva × consumo . Com os valores preenchidos — tanque de 50 litros, 12 km/L e 7 litros de reserva — dá 516 km até a luz acender , 600 km de autonomia total e 84 km depois da luz. O número que serve para planejar é o primeiro Os 600 km da autonomia total supõem rodar até o tanque secar, o que ninguém faz de propósito. Quem planeja parada de abastecimento em viagem usa os 516 km e trata os 84 km da reserva como margem para chegar ao próximo posto, não como trecho previsto do trajeto. O que esta conta não faz Ela é aritmética sobre o consumo que você informar. Não sabe se o tanque foi realmente completado — a bomba desarma em pontos diferentes —, e a luz da reserva acende com folga que varia de modelo para modelo. O consumo real cai com ar-condicionado, carga, serra e trânsito, então a autonomia de verdade tende a ser menor que a calculada. Reserva maior que o tanque é limitada ao tanque, para a conta não devolver quilometragem negativa. ### Autonomia de um tanque conforme o consumo do carro | Consumo (km/L) | Até a luz da reserva | Autonomia total | Dentro da reserva | | --- | --- | --- | --- | | 6 | 258 km | 300 km | 42 km | | 8 | 344 km | 400 km | 56 km | | 10 | 430 km | 500 km | 70 km | | 12 | 516 km | 600 km | 84 km | | 14 | 602 km | 700 km | 98 km | | 16 | 688 km | 800 km | 112 km | ### Perguntas frequentes - **Quantos km faço com um tanque cheio?** Com 50 litros e 12 km/L, 600 km em teoria — mas só 516 km até a luz da reserva acender, que é o número que se usa para planejar. - **Quantos km dá para rodar depois que a reserva acende?** Nos valores do exemplo, 84 km — 7 litros a 12 km/L. Como a folga da luz varia por modelo e o consumo piora quando você acelera procurando posto, trate isso como margem, não como plano. - **A autonomia com etanol é menor?** É, e a diferença é grande. O mesmo tanque de 50 litros a 8,4 km/L rende 420 km, contra 600 km a 12 km/L. Em viagem isso significa mais paradas. - **Como descubro a capacidade real do tanque?** Pelo manual. Abastecer até a bomba desarmar não enche o volume nominal, e forçar o gargalo depois do desarme enche o tubo, não o tanque. - **Por que a autonomia do computador de bordo é diferente?** Porque ele projeta a partir do consumo dos últimos quilômetros, que muda a cada trecho. Esta conta usa o consumo que você informou e não muda sozinha. ## Quanto abastecer para rodar uma distância URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/quanto-abastecer-para-x-km/ Descubra quantos litros e quantos reais abastecer para rodar uma distância, com margem de segurança. Os litros e os reais para cobrir um percurso, com a margem de folga que você escolher. Para quem abastece por valor, e não de tanque cheio. ### Como o cálculo é feito Litros = distância ÷ consumo . A margem é um acréscimo percentual sobre esses litros: litros com margem = litros × (1 + margem) . O custo de cada um é o número de litros vezes o preço. Com os valores preenchidos — 300 km a 12 km/L — são 25 litros , que com 10% de folga viram 27,5 litros . A R$ 6,31 o litro, R$ 173,53 na bomba — contra R$ 157,75 se você abastecesse exatamente o necessário. Abastecer por valor A bomba entrega por reais, não por litros: o número que você fala no caixa é o R$ 173,53 . Se o preço do posto for outro, edite o campo — o valor em reais muda e o de litros não, porque a distância continua a mesma. O que esta conta não faz Ela não confere se esse volume cabe no tanque nem quanto de combustível já existe lá dentro: a conta é do percurso, não do nível atual. Compare os litros com a capacidade do seu tanque antes de pedir na bomba. A margem também é escolha sua e não é seguro: desvio longo, trânsito parado e ar-condicionado consomem mais que a média informada. ### Quanto abastecer para cada distância, com a margem do formulário | Distância | Litros sem margem | Litros com margem | Quanto pôr na bomba | | --- | --- | --- | --- | | 100 km | 8,33 L | 9,17 L | R$ 57,84 | | 200 km | 16,67 L | 18,33 L | R$ 115,68 | | 300 km | 25 L | 27,5 L | R$ 173,53 | | 500 km | 41,67 L | 45,83 L | R$ 289,21 | | 800 km | 66,67 L | 73,33 L | R$ 462,73 | ### Perguntas frequentes - **Quantos litros para rodar 300 km?** A 12 km/L, 25 litros exatos, ou 27,5 litros com 10% de folga. - **Quanto de gasolina em reais para 300 km?** Com o litro a R$ 6,31, R$ 157,75 sem margem e R$ 173,53 com a folga de 10%. - **Que margem de folga usar?** O exemplo abre em 10%, que cobre um desvio curto e trânsito. Em estrada desconhecida ou em trecho com posto raro, uma margem maior é mais barata que um guincho — e o campo é seu para editar. - **Dá para calcular quanto falta para chegar sem encher o tanque?** Dá: esta conta devolve os litros do percurso. Quanto já existe no tanque, ela não sabe — confira o nível e a capacidade antes. - **Serve para etanol ou diesel?** Serve, desde que você troque os dois campos juntos: o preço daquele combustível e o consumo do carro com ele. Trocar só o preço dá um número errado para baixo. ## Consumo cidade e estrada: a média que quase todo mundo erra URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/consumo-cidade-vs-estrada/ Combine o consumo de cidade e o de estrada pela ponderação correta e veja o tamanho do erro que a média simples produz. Um carro que faz 8 km/L na cidade e 12 km/L na estrada, metade e metade, não faz 10 km/L — faz 9,6. Média de consumo é harmônica, e somar os dois e dividir por dois superestima a economia todas as vezes. ### Como o cálculo é feito A ponderação não pode ser feita em km/L, porque km/L é uma taxa invertida : o que se soma é litro , não quilômetro por litro. Então a conta converte cada trecho em litros por quilômetro, soma na proporção de uso e volta: consumo ponderado = 1 ÷ (fração urbana ÷ consumo na cidade + fração de estrada ÷ consumo na estrada) É mais fácil de ver em 100 km com os valores preenchidos. 50 km na cidade a 8 km/L consomem 6,25 litros; os outros 50 km na estrada a 12 km/L consomem 4,1667 litros. Somando, 10,4167 litros para 100 km — ou seja, 9,6 km/L . O erro de quem soma e divide por dois A média simples entre 8 e 12 dá 10 km/L , e o resultado desta página mostra os dois números lado a lado de propósito. A média simples exagera o consumo em 4,17% — e o erro é sempre para mais, nunca para menos. O motivo: no trecho ruim você queima mais litros por quilômetro, então ele deveria pesar mais na conta; a média aritmética dá o mesmo peso aos dois e acaba premiando o trecho eficiente. Com 70% de uso urbano, por exemplo, o ponderado cai para 8,89 km/L enquanto a média simples ainda diz 9,2 km/L. Quem planeja abastecimento, viagem ou orçamento mensal pela média simples subestima o gasto todas as vezes. Em 50% de uso urbano a diferença é de 0,4 km/L, o que parece pouco e vira litro a mais em todo mês do ano. O que esta conta não faz Os dois consumos precisam ser do mesmo carro e do mesmo combustível — misturar o número do etanol com o da gasolina não produz média nenhuma. Os valores de "cidade" e "estrada" das tabelas de fabricante vêm de ciclo de ensaio em laboratório e costumam ser melhores que o uso real; prefira o consumo que você mediu. E a ponderação é por distância , não por tempo: uma hora parada no congestionamento queima combustível sem rodar quilômetro e não aparece nesta conta — ela aparece, sim, no consumo urbano que você medir na rua. ### O erro da média simples cresce e some conforme a mistura de uso | Uso urbano | Consumo ponderado (certo) | Média simples (errada) | Quanto a média exagera | | --- | --- | --- | --- | | 0% | 12 km/L | 12 km/L | 0% | | 25% | 10,67 km/L | 11 km/L | 3,13% | | 50% | 9,6 km/L | 10 km/L | 4,17% | | 75% | 8,73 km/L | 9 km/L | 3,12% | | 100% | 8 km/L | 8 km/L | 0% | ### Perguntas frequentes - **Como calcular o consumo médio entre cidade e estrada?** Convertendo cada trecho em litros e somando, não fazendo média de km/L. Com 8 na cidade, 12 na estrada e 50% de uso urbano, o resultado é 9,6 km/L. - **Por que a média de 8 e 12 km/L não é 10?** Porque quilômetro por litro é taxa invertida. Em 100 km você gasta 10,4167 litros, e 100 dividido por esses litros dá 9,6 km/L. A média simples devolve 10 km/L, 4,17% acima do real. - **O erro da média simples é sempre para mais?** É sempre para mais, e some só quando os dois consumos são iguais ou quando todo o uso está de um lado só. Com 70% de uso urbano nos mesmos consumos, a média simples diz 9,2 km/L e o correto é 8,89 km/L. - **Posso usar o consumo da etiqueta do Inmetro?** Pode como ponto de partida, sabendo que vem de ciclo de ensaio em laboratório: sem trânsito, sem ar-condicionado e sem serra. Serve para comparar modelos entre si, não para prever o seu gasto. - **Como sei qual porcentagem dos meus km é urbana?** Pelo hodômetro parcial: zere no início de um mês típico e anote quanto foi rodovia. A estimativa de cabeça costuma subestimar o trecho urbano, que é justamente o que puxa a média para baixo. - **E o tempo parado no trânsito, entra?** Não entra nesta ponderação, que é por distância. Ele entra por outro caminho: o consumo urbano medido por você na rua já traz o motor ligado parado dentro do número. ## Calculadora de rateio de combustível na carona URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/rateio-de-combustivel-carona/ Divida o custo de combustível de uma carona entre os ocupantes, com ou sem o motorista no rateio. Quanto cada um paga quando o custo é dividido — e quanto a conta muda se o motorista entrar ou ficar de fora do rateio. São dois números bem diferentes para o mesmo valor. ### Como o cálculo é feito Tudo depende de por quantos o valor é dividido. Se o motorista entra no rateio, os divisores são todos os ocupantes; se não entra, só os passageiros. Daí cada um paga = custo ÷ divisores , e o motorista arrecada = valor por pessoa × número de passageiros . Com os valores preenchidos — R$ 250 e 4 pessoas no carro, motorista incluído no rateio — cada um paga R$ 62,5 , e o motorista recebe R$ 187,5 dos 3 passageiros, arcando com a própria cota de R$ 62,5. Com o motorista fora do rateio, a conta muda de tamanho Trocando o seletor, o mesmo R$ 250 é dividido por 3 passageiros: R$ 83,33 cada , e o motorista arrecada os R$ 250 inteiros. A diferença por passageiro é de R$ 20,83 — é grande o bastante para ser combinada antes da viagem, e não no posto. Rateio de despesa não é transporte remunerado Carona é divisão de um custo que já existiria: o motorista sai no zero ou paga a parte dele, e ninguém lucra. Cobrar acima do custo muda a natureza do que está sendo feito. Esta calculadora divide despesa; ela não calcula preço de corrida. O que esta conta não faz Ela divide exatamente o valor que você informar . Se você entrar só com o combustível, todo o desgaste — pneu, óleo, revisão, depreciação — continua com o dono do carro, e ele é quem está bancando a diferença. A divisão também é igual para todos: passageiro que desceu no meio do caminho, aqui, paga o mesmo que quem foi até o fim. Nesse caso, calcule cada trecho separadamente. ### O mesmo custo dividido com e sem o motorista no rateio | Pessoas no carro | Cada um paga (motorista rateia) | Cada passageiro paga (motorista fora) | O motorista arrecada (motorista fora) | | --- | --- | --- | --- | | 2 | R$ 125 | R$ 250 | R$ 250 | | 3 | R$ 83,33 | R$ 125 | R$ 250 | | 4 | R$ 62,5 | R$ 83,33 | R$ 250 | | 5 | R$ 50 | R$ 62,5 | R$ 250 | ### Perguntas frequentes - **Como dividir a gasolina na carona?** Divida o custo pelo número de pessoas que vão pagar. R$ 250 entre 4 ocupantes dão R$ 62,5 cada; se o motorista não entrar, os 3 passageiros pagam R$ 83,33 cada. - **O motorista deve pagar a parte dele?** É o combinado mais comum, e é o que o formulário abre marcado. A diferença para o passageiro é de R$ 20,83 no exemplo — quem decide isso é o grupo, antes de sair. - **Quanto cobrar dos caronas?** No máximo a parte deles do custo real. Nos valores do exemplo, R$ 62,5 por pessoa com o motorista rateando. Acima do custo já não é rateio de despesa. - **Devo incluir o pedágio no valor dividido?** Se o grupo combinou assim, sim: some combustível e pedágio antes e ponha o total no campo. A calculadora de custo de viagem já devolve esse número somado. - **E o desgaste do carro, entra no rateio?** Só se você somá-lo ao valor a dividir. Combustível é a parte visível; pneu, óleo e revisão são a invisível, e o custo por km real costuma ser de três a quatro vezes o do combustível. ## Calculadora de custo por km de carro elétrico URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-eletrico/ Compare o custo por km de um carro elétrico carregado em casa com o de um carro a combustão, com tarifa, consumo e perda de carga editáveis. Quanto custa cada quilômetro carregando na tomada de casa, já contando a energia que se perde na carga, e o mesmo quilômetro num carro a combustão. Dois dos valores de partida aqui não têm fonte fechada — e a página diz quais. ### Como o cálculo é feito A energia que você paga é maior que a que entra na bateria, porque parte se perde como calor no carregador e na própria bateria. Então: kWh cobrados por 100 km = consumo da bateria ÷ (1 − perda) , custo por 100 km = kWh cobrados × tarifa e o custo por km é isso dividido por 100. Do outro lado, custo por km a combustão = preço do litro ÷ consumo em km/L . Com os valores preenchidos: 15 kWh por 100 km com 10% de perda viram 16,6667 kWh cobrados; a R$ 0,95 o kWh dão R$ 15,83 a cada 100 km, ou R$ 0,158 por quilômetro . O carro a combustão do exemplo, a 12 km/L com o litro a R$ 6,31, custa R$ 0,526 por quilômetro — diferença de R$ 0,367 por km, ou 69,89%. Dois valores de partida aqui não têm fonte fechada A tarifa de energia e o consumo em kWh por 100 km aparecem marcados como em revisão , e a perda de carga também. Eles são ponto de partida editável, não referência : Tarifa: muda no reajuste anual de cada distribuidora, tem bandeira tarifária por cima e ainda varia com impostos estaduais. Não existe uma tarifa nacional a publicar. O número que vale é o da sua conta de luz: divida o valor total pelos kWh consumidos no mês e digite aqui. Consumo do elétrico: o número de catálogo vem de ciclo de ensaio , medido em condições controladas, e é otimista como toda etiqueta. Frio, velocidade alta na estrada e ar-condicionado pioram o consumo real. Perda na carga: depende do carregador, do cabo, da temperatura e da potência usada. Carga lenta em casa e carga rápida pública não perdem o mesmo tanto. Só o preço da gasolina, do outro lado da comparação, tem procedência publicada — é a pesquisa da ANP, semana de 30/08 a 05/09/2026, e o campo diz de onde veio. O que esta conta não faz Ela usa uma tarifa única por kWh. A conta de luz real tem bandeira tarifária e, em muitas distribuidoras, tarifa branca com horário de ponta — carregar às 19h pode custar bem mais que de madrugada. Carga rápida pública tem preço próprio, quase sempre maior, e perda diferente. E a comparação é só de energia contra combustível : não entram instalação do carregador, manutenção, seguro, IPVA, depreciação da bateria nem a diferença de preço de compra entre os dois carros — que é onde a decisão de fato se decide. ### Custo por km do elétrico conforme a tarifa de energia (valores de partida em revisão) | Tarifa (R$/kWh) | Custo por km elétrico | Custo por km a combustão | Diferença por km | | --- | --- | --- | --- | | R$ 0,65 | R$ 0,108 | R$ 0,526 | R$ 0,417 | | R$ 0,8 | R$ 0,133 | R$ 0,526 | R$ 0,392 | | R$ 0,95 | R$ 0,158 | R$ 0,526 | R$ 0,367 | | R$ 1,1 | R$ 0,183 | R$ 0,526 | R$ 0,342 | | R$ 1,25 | R$ 0,208 | R$ 0,526 | R$ 0,317 | ### Perguntas frequentes - **Quanto custa carregar um carro elétrico em casa?** Com os valores de partida desta página — 15 kWh por 100 km, 10% de perda e tarifa de R$ 0,95 — dá R$ 15,83 a cada 100 km, ou R$ 0,158 por km. Ponha a tarifa da sua conta de luz para o número virar o seu. - **O elétrico é mais barato por quilômetro que a gasolina?** Nos valores do exemplo, R$ 0,158 contra R$ 0,526 por km: 69,89% menos. Isso é energia contra combustível — seguro, IPVA, depreciação e o preço de compra ficam fora desta conta. - **O que é a perda na carga e por que ela aumenta o custo?** É a energia que sai da tomada e não chega a entrar na bateria, virando calor. Com 10% de perda, você paga 16,6667 kWh para colocar 15 kWh de uso na bateria. - **Por que a tarifa desta página está marcada como em revisão?** Porque não há uma tarifa nacional com fonte primária a publicar: cada distribuidora reajusta a sua, a bandeira tarifária muda de mês e os impostos variam por estado. O campo abre com um valor de partida plausível e existe para ser trocado pelo da sua conta. - **Carregar em eletroposto custa o mesmo que em casa?** Não: a carga rápida pública tem preço próprio, quase sempre bem acima da tarifa residencial, e perda diferente. Para simular, troque a tarifa pelo preço cobrado pelo eletroposto. - **Vale a pena trocar por um elétrico?** Esta conta responde só a parte da energia, e nela a diferença é de R$ 0,367 por km. A decisão inteira depende de preço de compra, seguro, depreciação e instalação do carregador, que esta página não calcula. # Custo de propriedade ## Calculadora de custo por km real URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-real/ Calcule o custo real por quilômetro do seu carro somando combustível, pneus, manutenção, seguro, IPVA, licenciamento e depreciação. Quanto custa de verdade cada quilômetro rodado, com pneu, manutenção, seguro, IPVA e depreciação dentro da conta. No carro de referência desta página dá 3,52 vezes o custo do combustível. ### Como o cálculo é feito A conta soma tudo o que o carro consome em um ano e divide pelos quilômetros do ano: custo por km = (variável + fixo) ÷ km rodados . O que muda é como as parcelas se comportam. Variável — anda com o km: combustível (km ÷ consumo × preço do litro), pneus (km ÷ vida do jogo × preço do jogo) e manutenção. Fixo — não muda se o carro ficar na garagem: depreciação (valor × percentual ao ano), seguro, IPVA e licenciamento. Com os valores que abrem o formulário — 12.000 km por ano, 11 km/L, gasolina a R$ 6,31 e um carro de R$ 60.000 — o ano fecha em R$ 24.257,72 , ou R$ 2,021 por quilômetro . O número que assusta Só o combustível dá R$ 0,574 por km — R$ 6.883,64 no ano. O custo completo é 3,52 vezes isso. A maior parcela isolada não é a bomba: é a depreciação , R$ 9.000 no ano, ou 37,1% do total. Ela é a única que ninguém vê sair da conta bancária, e por isso é a que fica de fora quando a pessoa faz a conta de cabeça. Somando a parte que não anda com o quilômetro — depreciação, seguro, IPVA e licenciamento —, são R$ 14.374,08 por ano, contra R$ 9.883,64 da parte que anda. De onde vem cada valor de partida O preço do litro é da pesquisa semanal da ANP , semana de 30/08 a 05/09/2026, na capital do estado selecionado. A taxa de licenciamento é da tabela do Detran do estado. O IPVA que abre aqui é aritmética declarada: 4% — a alíquota de SP conferida em lei — sobre o valor do carro do exemplo. Já a depreciação, a vida do jogo de pneus e o custo de manutenção aparecem marcados em revisão , e é de propósito: não achamos fonte pública para nenhum dos três . A FIPE publica preço observado, não uma curva; a regra de bolso dos 20% no primeiro ano circula sem origem citável; e fabricante de pneu publica profundidade mínima de sulco, não quilometragem. São pontos de partida para você editar, não referências para você citar — a busca inteira está publicada em fontes . O que esta conta não faz É o retrato de um ano , com o carro no valor de hoje. Para vários anos a depreciação tem de ser composta, e é o que faz a calculadora de TCO . Não entram juros de financiamento, estacionamento, pedágio, lavagem, multas nem imprevistos. Manutenção e pneus entram como média anual, e a vida real vem em degraus: a revisão dos 40 mil e a troca de embreagem caem num ano só. E a manutenção é um valor anual informado — ela não reage sozinha quando você muda o campo de quilometragem, então reestime-a ao simular outro uso. ### De que é feito o custo por quilômetro do carro de referência | Parcela | No ano | Por km | Fatia do custo | | --- | --- | --- | --- | | Combustível | R$ 6.883,64 | R$ 0,574 | 28,4% | | Pneus | R$ 600 | R$ 0,05 | 2,5% | | Manutenção | R$ 2.400 | R$ 0,2 | 9,9% | | Depreciação | R$ 9.000 | R$ 0,75 | 37,1% | | Seguro, IPVA e licenciamento | R$ 5.374,08 | R$ 0,448 | 22,2% | ### Perguntas frequentes - **Quanto custa por km rodar um carro no Brasil?** Depende do carro e de quanto ele roda, mas a ordem de grandeza surpreende: o carro de referência desta página, de R$ 60.000 rodando 12.000 km por ano, custa R$ 2,021 por quilômetro — R$ 24.257,72 no ano. Só o combustível seria R$ 0,574. - **Por que o custo real é tão maior que o do combustível?** Porque combustível é só uma parcela. No exemplo desta página ele responde por 28,4% do custo do ano, enquanto a depreciação sozinha responde por 37,1%. O total dá 3,52 vezes a conta da bomba. - **A depreciação conta mesmo, se eu não vou vender o carro?** Conta. Ela é a diferença entre o que o carro vale hoje e o que vai valer no ano que vem, e você a paga quando vender, quando trocar ou quando ele parar de rodar. São R$ 9.000 por ano no exemplo, R$ 750 por mês. - **Que percentual de depreciação eu devo usar?** O campo abre em 15% ao ano e vem marcado em revisão porque não existe fonte pública brasileira para essa curva. O jeito de acertar é olhar a FIPE do seu modelo hoje e a de um ano atrás e usar a variação que você mesmo mediu. - **Por que rodar mais barateia o quilômetro?** Porque R$ 14.374,08 do custo anual não mudam com a quilometragem. Dobrando o uso, esse bloco se divide por duas vezes mais quilômetros. A tabela da calculadora de quilometragem anual mostra a queda inteira. - **Esse número serve para cobrar reembolso de quilometragem?** Serve como base, mas cheque a regra de quem paga: muita empresa usa uma tabela própria. O que esta página dá é o custo real do seu carro, R$ 2,021 por km no exemplo, com a decomposição para você defender o valor. ## Calculadora de custo total de propriedade (TCO) URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-total-propriedade-tco/ Projete o custo total de propriedade do seu carro em 1, 3 e 5 anos, com depreciação composta e valor residual. Quanto o carro vai ter custado em 1, 3 e 5 anos, com a depreciação composta e o IPVA caindo junto com o valor. É o número que decide compra, não o preço da etiqueta. ### Como o cálculo é feito O TCO soma, ano a ano, tudo o que o carro consome, e a depreciação entra composta : no ano k ela incide sobre o valor do início daquele ano, valor × (1 − taxa) k−1 . O IPVA e o seguro acompanham: os dois são cobrados sobre o valor do carro, então caem pelo mesmo fator a cada ano. Licenciamento é taxa fixa do Detran e não cai. Com os valores que abrem o formulário, o primeiro ano custa R$ 24.257,72 , três anos somam R$ 66.702,65 e cinco anos, R$ 102.951,15 — média de R$ 1.715,85 por mês. Desses cinco anos, R$ 33.377,68 são só perda de valor, e o carro de R$ 60.000 termina valendo R$ 26.622,32. Por que cinco anos não é cinco vezes o primeiro Cinco vezes o primeiro ano daria R$ 121.288,6, e a conta correta dá R$ 102.951,15 — R$ 18.337,45 a menos. A diferença é a composição: no quinto ano o carro já vale bem menos, então perde menos valor em reais, e paga menos IPVA e menos seguro. Quem multiplica o primeiro ano por cinco superestima o custo de segurar o carro por mais tempo — e é justamente o argumento a favor de segurar. O que esta conta não faz Combustível, pneus e manutenção ficam constantes ao longo dos anos: não há inflação, nem reajuste do litro, nem o encarecimento real da manutenção de um carro que envelhece. É a simplificação mais grosseira aqui, e ela puxa o TCO longo para baixo. Os valores são nominais , sem trazer a valor presente, e não entram juros de financiamento nem o custo de oportunidade do dinheiro parado no carro. E o percentual de depreciação é o que você informou: ele vem marcado em revisão porque não existe curva pública brasileira, como está explicado em fontes . ### Quanto o mesmo carro acumula de custo ano a ano | Anos com o carro | Custo acumulado | Custo médio por ano | Custo por km no período | Carro ainda vale | | --- | --- | --- | --- | --- | | 1 | R$ 24.257,72 | R$ 24.257,72 | R$ 2,021 | R$ 51.000 | | 2 | R$ 46.385,43 | R$ 23.192,72 | R$ 1,933 | R$ 43.350 | | 3 | R$ 66.702,65 | R$ 22.234,22 | R$ 1,853 | R$ 36.847,5 | | 4 | R$ 85.480,94 | R$ 21.370,24 | R$ 1,781 | R$ 31.320,37 | | 5 | R$ 102.951,15 | R$ 20.590,23 | R$ 1,716 | R$ 26.622,32 | ### Perguntas frequentes - **O que é TCO de um carro?** É o custo total de propriedade: tudo o que o carro consome no período, incluindo a perda de valor. No exemplo desta página, cinco anos de um carro de R$ 60.000 custam R$ 102.951,15, dos quais R$ 33.377,68 são depreciação. - **Vale mais a pena trocar de carro a cada 3 anos ou segurar 5?** Segurar sai mais barato por ano: três anos dão R$ 22.234,22 por ano, e cinco anos, R$ 20.590,23. A depreciação pesa mais no começo, então cada ano a mais dilui melhor a maior parcela do custo. - **Quanto vale o carro depois de 5 anos?** Com 15% ao ano de depreciação composta, um carro de R$ 60.000 termina cinco anos valendo R$ 26.622,32. Esse percentual é ponto de partida sem fonte, não previsão. - **Por que o custo por km cai quando o período aumenta?** Porque a depreciação anual encolhe junto com o valor do carro. No primeiro ano o custo por km é R$ 2,021; em cinco anos, a média cai para R$ 1,716. - **O TCO inclui as parcelas do financiamento?** Não. Esta conta é nominal e sem juros: ela mede o que o carro consome, não como você o pagou. Somar as parcelas por cima da depreciação contaria o carro duas vezes. ## Calculadora de depreciação do veículo URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/depreciacao-do-veiculo/ Estime quanto seu carro vale depois de N anos com depreciação composta e veja a perda acumulada. Quanto o carro perde de valor por ano, com curva composta em vez da conta linear que leva um carro velho a valer menos que zero. O percentual é seu para editar — e o site explica por que ele não tem fonte. ### Como o cálculo é feito A curva é composta : valor estimado = valor de novo × (1 − taxa) idade . Cada ano tira uma fatia do que sobrou, não do valor original. Com os valores do formulário — R$ 60.000 de novo, 3 anos de idade e 15% ao ano —, o carro fica em R$ 36.847,5 : perdeu R$ 23.152,5, ou 38,6% do valor, uma média de R$ 7.717,5 por ano. Por que composta e não linear A conta linear — valor menos taxa vezes idade — chega a valor negativo . Com 15% ao ano ela zeraria o carro em 6,7 anos e o deixaria negativo depois disso, o que nenhum carro faz. A composta nunca cruza o zero: com 10 anos, o mesmo carro ainda aparece em R$ 11.812,46. O campo que não tem fonte, e por que isso está escrito aqui O percentual de depreciação é o número mais importante do custo de ter um carro e é o único desta página . Procuramos por uma curva pública brasileira na FIPE, em estudos acadêmicos, na Fenabrave, no Sindipeças e na Anfavea. A FIPE publica o preço observado do mês, não uma série histórica aberta; a regra de bolso de que "o carro perde 20% no primeiro ano" circula em toda parte sem origem citável . Então o campo abre em 15%, marcado em revisão , como ponto de partida editável — não como referência. A busca frustrada inteira está publicada em fontes . Como achar o seu número: consulte a FIPE do seu modelo hoje e a do mesmo modelo um ano mais velho. A diferença percentual entre as duas é a taxa que vale para o seu carro, medida por você, e é melhor que qualquer média. O que esta conta não faz Aplica uma taxa única para todos os anos. Na prática o primeiro ano é o mais duro, porque o carro deixa de ser zero-quilômetro, e a curva achata depois. Também não olha modelo, marca, versão, câmbio, cor, histórico de sinistro nem procura de mercado: dois carros do mesmo preço com liquidez muito diferente recebem aqui a mesma curva. ### Quanto sobra do valor de um carro de R$ 60.000 a 15% ao ano | Idade | Valor estimado | Perda acumulada | Perda média por ano | Valor retido | | --- | --- | --- | --- | --- | | 1 ano | R$ 51.000 | R$ 9.000 | R$ 9.000 | 85% | | 2 anos | R$ 43.350 | R$ 16.650 | R$ 8.325 | 72,2% | | 3 anos | R$ 36.847,5 | R$ 23.152,5 | R$ 7.717,5 | 61,4% | | 4 anos | R$ 31.320,37 | R$ 28.679,63 | R$ 7.169,91 | 52,2% | | 5 anos | R$ 26.622,32 | R$ 33.377,68 | R$ 6.675,54 | 44,4% | | 8 anos | R$ 16.349,43 | R$ 43.650,57 | R$ 5.456,32 | 27,2% | | 10 anos | R$ 11.812,46 | R$ 48.187,54 | R$ 4.818,75 | 19,7% | ### Perguntas frequentes - **Quanto um carro desvaloriza por ano?** Não há resposta com fonte pública no Brasil, e é por isso que aqui o percentual é campo. Como ordem de grandeza, a 15% ao ano um carro de R$ 60.000 vale R$ 36.847,5 depois de 3 anos. - **É verdade que o carro perde 20% no primeiro ano?** A frase circula em toda parte e não achamos a origem dela em fonte primária. Procuramos na FIPE, na Fenabrave, no Sindipeças, na Anfavea e em estudos acadêmicos. O site prefere dizer que não sabe a repetir um número sem procedência. - **Como calcular a depreciação do meu carro na prática?** Pegue a FIPE do seu modelo hoje e a do mesmo modelo com um ano a mais de idade e divida uma pela outra. A diferença percentual é a sua taxa. Depois é só aplicar a fórmula valor × (1 − taxa) elevado à idade. - **Depreciação é despesa mesmo sem vender o carro?** É, e costuma ser a maior. No carro de referência do site ela dá R$ 9.000 por ano — mais que o combustível, que dá R$ 6.883,64. Você paga essa conta na hora de vender ou trocar. - **Carro parado deprecia?** Deprecia, porque a maior parte da curva é tempo, não quilometragem. É o que mostra a calculadora de carro parado: mesmo sem rodar, o exemplo perde R$ 9.000 por ano de valor. ## Calculadora de custo mensal do carro URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-mensal-do-carro/ Calcule quanto seu carro custa por mês, separando custo fixo de custo variável, com depreciação incluída. O que o carro tira do orçamento todo mês, separando o que sai mesmo quando ele fica na garagem do que só sai quando ele anda. ### Como o cálculo é feito É o custo anual completo dividido por doze: custo mensal = custo do ano ÷ 12 . A divisão que importa é a outra, entre o que é fixo e o que é variável. Fixo por mês — depreciação, seguro, IPVA e licenciamento diluídos em doze. Sai do bolso mesmo no mês em que o carro não sai da garagem. Variável por mês — combustível, pneus e manutenção, na proporção do que você roda. Com os valores que abrem o formulário, o carro custa R$ 2.021,48 por mês : R$ 1.197,84 de fixo e R$ 823,64 de variável, para 1.000 km rodados no mês. Dentro do fixo, R$ 750 são apenas perda de valor do veículo. Por que o fixo é a parte que dói No exemplo, 59,3% do custo mensal não depende de você usar o carro. Cortar viagens reduz o variável, que é a metade menor da conta; a metade maior continua correndo. É por isso que a pergunta "vale a pena ter carro" quase nunca se resolve dirigindo menos. O que esta conta não faz O mês aqui é um doze avos do ano , não o extrato de um mês específico. Não existe sazonalidade: o IPVA cai em janeiro, o seguro na renovação e o jogo de pneus de uma vez só. O número é a média mensal, e é ela que serve para orçamento — não para prever o extrato de março. Também não entram parcela de financiamento, estacionamento mensal, pedágio, lavagem e multas. E a depreciação usa um percentual sem fonte pública, marcado em revisão e explicado em fontes . ### O que muda no orçamento mensal quando o carro roda mais | Km por ano | Fixo por mês | Variável por mês | Total por mês | Custo por km | | --- | --- | --- | --- | --- | | 6.000 | R$ 1.197,84 | R$ 511,82 | R$ 1.709,66 | R$ 3,419 | | 12.000 | R$ 1.197,84 | R$ 823,64 | R$ 2.021,48 | R$ 2,021 | | 20.000 | R$ 1.197,84 | R$ 1.239,39 | R$ 2.437,23 | R$ 1,462 | | 30.000 | R$ 1.197,84 | R$ 1.759,09 | R$ 2.956,93 | R$ 1,183 | ### Perguntas frequentes - **Quanto custa manter um carro por mês?** No carro de referência desta página — R$ 60.000, 12.000 km por ano —, R$ 2.021,48 por mês, dos quais R$ 1.197,84 são fixos. Troque os campos pelos seus e o número passa a ser o seu. - **Quanto do custo mensal é despesa que não some quando eu deixo o carro parado?** No exemplo, R$ 1.197,84 de R$ 2.021,48, ou 59,3% do total. Depreciação, seguro, IPVA e licenciamento correm independentemente do uso. - **Devo incluir a parcela do financiamento nesta conta?** Não nesta. A parcela paga a compra do carro, e a depreciação já mede a perda de valor desse mesmo carro. Somar as duas conta o veículo duas vezes. Para orçamento de caixa, some a parcela por fora e desconte a depreciação. - **Quanto sobe o custo mensal se eu rodar o dobro?** Menos do que o dobro. Passando de 12.000 para 24.000 km por ano no exemplo, o custo mensal vai de R$ 2.021,48 para R$ 2.645,11, porque só a parte variável acompanha. - **Esse valor serve para comparar com um aluguel por assinatura?** Serve, desde que você compare o mesmo escopo: a assinatura costuma embutir seguro, IPVA, licenciamento e manutenção, que aqui somam R$ 697,84 por mês fora combustível e depreciação. ## Comparar o custo de dois carros URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/comparar-dois-carros/ Compare o custo anual e o custo em 5 anos de dois carros, com depreciação composta em cada um. Qual dos dois custa menos para ter, somando combustível, manutenção, seguro, IPVA e depreciação. A diferença de cinco anos não é a diferença anual multiplicada por cinco. ### Como o cálculo é feito Cada carro recebe a mesma conta de um ano: combustível (km ÷ consumo × preço do litro) + manutenção + seguro + IPVA + depreciação (valor × percentual) . Depois os dois anos são comparados, e os cinco anos são somados separadamente para cada carro, com depreciação composta. Com os valores do formulário — 15.000 km por ano, gasolina a R$ 6,31 —, o carro A custa R$ 25.204,55 por ano e o carro B, R$ 35.931,25 . O mais barato é o A , por R$ 10.726,7 ao ano — R$ 893,89 por mês. Cinco anos não é cinco vezes um ano A diferença anual de R$ 10.726,7 multiplicada por cinco daria R$ 53.633,5. A conta correta dá R$ 45.497,9 , porque a depreciação de cada carro encolhe ano a ano — e encolhe mais rápido no carro mais caro, que é o que perde mais em reais no começo. Multiplicar por cinco exagera a vantagem do carro barato. O que esta conta não faz Não entram pneus nem licenciamento : se os dois carros calçam pneus de custo muito diferente — e é comum, entre um aro 15 e um aro 18 —, rode os dois na calculadora de TCO , que tem esses campos. O preço do litro é o mesmo para os dois : comparar um carro a gasolina com outro rodando etanol exige rodar as duas contas separadas. O percentual de depreciação também é único para os dois, e vem marcado em revisão porque não tem fonte pública. E não há juros, financiamento nem valor presente. ### A distância entre os dois carros cresce com a quilometragem | Km por ano | Custo/ano do carro A | Custo/ano do carro B | Diferença no ano | Diferença em 5 anos | | --- | --- | --- | --- | --- | | 5.000 | R$ 19.468,18 | R$ 28.043,75 | R$ 8.575,57 | R$ 34.742,22 | | 10.000 | R$ 22.336,36 | R$ 31.987,5 | R$ 9.651,14 | R$ 40.120,06 | | 15.000 | R$ 25.204,55 | R$ 35.931,25 | R$ 10.726,7 | R$ 45.497,9 | | 20.000 | R$ 28.072,73 | R$ 39.875 | R$ 11.802,27 | R$ 50.875,74 | | 30.000 | R$ 33.809,09 | R$ 47.762,5 | R$ 13.953,41 | R$ 61.631,42 | | 40.000 | R$ 39.545,45 | R$ 55.650 | R$ 16.104,55 | R$ 72.387,1 | ### Perguntas frequentes - **Como comparar o custo de dois carros de verdade?** Somando o ano inteiro de cada um, não só o consumo. No exemplo desta página o carro A fecha em R$ 25.204,55 e o B em R$ 35.931,25: uma diferença de R$ 10.726,7 por ano que a comparação de km/L sozinha não mostraria. - **Um carro mais econômico compensa custar mais caro?** Depende de quanto você roda, e a tabela desta página mostra o ponto. A 5.000 km por ano a diferença entre os dois carros do exemplo é de R$ 8.575,57; a 40.000 km, sobe para R$ 16.104,55. - **Por que a diferença em 5 anos é menor que cinco vezes a diferença anual?** Porque a depreciação é composta. Cinco vezes a diferença anual do exemplo daria R$ 53.633,5, e a conta correta dá R$ 45.497,9: o carro mais caro perde valor rápido no começo e passa a depreciar menos em reais. - **A comparação inclui o preço de compra dos carros?** Inclui pelo que ele custa de fato: a depreciação incide sobre o valor de cada carro. No exemplo, isso significa R$ 4.500 por ano só pela diferença de valor entre os dois. - **E se um dos carros for financiado?** Esta conta é sobre o custo de ter, não sobre a forma de pagar. Os juros são uma decisão separada, e misturá-los aqui esconderia qual dos dois carros é mais caro de manter. ## Quilometragem anual e custo fixo por km URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/quilometragem-anual-e-custo-fixo/ Veja como o custo por quilômetro cai quando a quilometragem anual sobe, porque o custo fixo se dilui. Quem roda pouco paga muito caro por quilômetro, e não é impressão. Os mesmos R$ 14.374,08 de custo fixo divididos por 5 mil ou por 40 mil km dão dois carros diferentes. ### Como o cálculo é feito A fórmula tem duas parcelas de naturezas opostas: custo por km = custo fixo ÷ km rodados + custo variável por km . A primeira é uma hipérbole : despenca no começo e achata depois. A segunda é uma reta horizontal — cada quilômetro custa o mesmo, rode você muito ou pouco. Com os valores que abrem o formulário — R$ 14.374,08 de fixo no ano, R$ 0,824 por km de variável e 12.000 km rodados —, o custo sai em R$ 2,022 por km : R$ 1,198 de fixo diluído mais R$ 0,824 de variável. A tabela é o ponto desta página Rodando 5.000 km por ano, o mesmo carro custa R$ 3,699 por km . Rodando 40.000 km, cai para R$ 1,183 — menos da metade. É o mesmo carro, o mesmo seguro e o mesmo IPVA: o que mudou foi por quantos quilômetros esse bloco foi dividido. Daí sai a resposta para uma pergunta comum: quem roda muito pouco não tem o carro barato, tem o carro mais caro por quilômetro que existe. E é justamente quem mais costuma achar que carro sai barato, porque só olha o quanto gasta na bomba. O que esta conta não faz Rodar mais não é de graça : o custo por km cai, mas o custo anual sobe. No exemplo, ir de 5.000 para 40.000 km por ano leva o custo do ano de R$ 18.494,08 para R$ 47.334,08. Além disso, o carro que roda mais deprecia mais rápido — quilometragem alta derruba o valor de revenda —, e esta conta não captura esse efeito: o custo fixo aqui é o que você informou, e ele não reage ao campo de quilometragem. O custo variável por km também é tratado como constante, quando na prática ele piora com uso severo, trânsito e trajeto curto com motor frio. ### O custo por km despenca com o uso porque o fixo se dilui | Km por ano | Fixo por km | Variável por km | Custo por km | Custo no ano | | --- | --- | --- | --- | --- | | 5.000 | R$ 2,875 | R$ 0,824 | R$ 3,699 | R$ 18.494,08 | | 10.000 | R$ 1,437 | R$ 0,824 | R$ 2,261 | R$ 22.614,08 | | 15.000 | R$ 0,958 | R$ 0,824 | R$ 1,782 | R$ 26.734,08 | | 20.000 | R$ 0,719 | R$ 0,824 | R$ 1,543 | R$ 30.854,08 | | 30.000 | R$ 0,479 | R$ 0,824 | R$ 1,303 | R$ 39.094,08 | | 40.000 | R$ 0,359 | R$ 0,824 | R$ 1,183 | R$ 47.334,08 | ### Perguntas frequentes - **Por que quem roda pouco paga mais caro por quilômetro?** Porque o custo fixo é o mesmo. No exemplo, R$ 14.374,08 por ano divididos por 5.000 km dão R$ 2,875 por km só de fixo; divididos por 40.000 km, R$ 0,359. - **Quantos km por ano fazem o carro valer a pena?** Não há um limiar universal, mas a curva ajuda: entre 5.000 e 15.000 km por ano o custo por km do exemplo cai de R$ 3,699 para R$ 1,782, e depois disso a queda fica lenta. Compare o resultado com o preço por km do transporte que você usaria no lugar. - **Rodar mais deixa o carro mais barato?** Mais barato por quilômetro, mais caro no ano. No exemplo, 40.000 km custam R$ 47.334,08 no ano contra R$ 18.494,08 de 5.000 km. O que cai é a média, não a despesa. - **O que entra no custo fixo do carro?** Depreciação, seguro, IPVA e licenciamento. No carro de referência do site isso soma R$ 14.374,08 por ano, sendo R$ 9.000 só de perda de valor. - **Onde eu acho o meu custo variável por km?** Na calculadora de custo por km real: ela devolve a parte variável separada. No carro de referência ela dá R$ 0,824 por km, contra R$ 0,574 só de combustível. ## Quanto custa um carro parado na garagem URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/carro-parado-quanto-custa/ Calcule quanto custa por mês manter um carro parado, com IPVA, seguro, licenciamento e depreciação. Carro parado não gasta combustível e continua caro, porque deprecia igual. No exemplo desta página são R$ 1.247,84 por mês sem sair do lugar. ### Como o cálculo é feito Só o bloco fixo entra: custo do ano = depreciação (valor × percentual) + IPVA + seguro + licenciamento + manutenção mínima . Nenhuma parcela depende de quilometragem, e é por isso que o carro parado custa quase o mesmo que o carro rodando pouco. Com os valores do formulário — carro de R$ 60.000 a 15% ao ano —, são R$ 14.974,08 no ano , ou R$ 1.247,84 por mês . A parte que você não vê sair da conta Desse total, R$ 5.974,08 saem do bolso em dinheiro — carnê, apólice, taxa. Os outros R$ 9.000 são depreciação , 60,1% do custo, e ninguém vê. O carro na garagem envelhece de ano-modelo igual ao carro na rua: o que tira valor dele, na maior parte da curva, é tempo , não quilometragem. São R$ 750 por mês de valor evaporando com o carro coberto por uma capa. O que esta conta não faz Não desconta nada por quilometragem baixa. Rodar pouco de fato ajuda um pouco na revenda, e a conta aplica a taxa cheia sobre o valor cheio — então ela é, nesse ponto, pessimista. Carro parado tem avarias próprias que só entram se você as estimar no campo de manutenção mínima: bateria que morre, pneu que quadra e envelhece por tempo, fluido que oxida, borracha que resseca. Também não existe no Brasil baixa temporária de registro para uso particular, então IPVA e licenciamento continuam correndo. E o percentual de depreciação segue sem fonte pública, marcado em revisão e detalhado em fontes . ### Quanto custa por mês um carro que não sai da garagem | Valor do carro | Custo por mês | Depreciação no ano | Sai do bolso em dinheiro | Fatia que é depreciação | | --- | --- | --- | --- | --- | | R$ 20.000 | R$ 747,84 | R$ 3.000 | R$ 5.974,08 | 33,4% | | R$ 40.000 | R$ 997,84 | R$ 6.000 | R$ 5.974,08 | 50,1% | | R$ 60.000 | R$ 1.247,84 | R$ 9.000 | R$ 5.974,08 | 60,1% | | R$ 100.000 | R$ 1.747,84 | R$ 15.000 | R$ 5.974,08 | 71,5% | ### Perguntas frequentes - **Quanto custa deixar um carro parado por mês?** No exemplo desta página, um carro de R$ 60.000 custa R$ 1.247,84 por mês parado, sendo R$ 750 de depreciação e R$ 497,84 de despesa em dinheiro. - **Carro parado deprecia?** Deprecia. No exemplo são R$ 9.000 por ano, 60,1% de todo o custo de mantê-lo. O ano-modelo avança na garagem exatamente como avança na rua. - **Vale a pena vender o carro que eu quase não uso?** Compare o custo de tê-lo parado com o que você gastaria de transporte. R$ 1.247,84 por mês, do exemplo, é um orçamento razoável de aplicativo — e essa é a conta que a decisão pede, não a do combustível. - **Posso cancelar o seguro do carro parado?** Pode, e o custo do exemplo cairia para R$ 1.014,51 por mês. Só que furto, incêndio e queda de galho não dependem de o carro andar, e é isso que você estaria descobrindo sem cobertura. - **Dá para suspender o IPVA de um carro que não roda?** Não existe baixa temporária de registro para uso particular no Brasil: o IPVA e o licenciamento são devidos pela propriedade, não pelo uso. As isenções que existem são por tipo de veículo, idade ou condição do proprietário, e variam por estado. ## Trocar de carro vale a pena? URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/trocar-de-carro-vale-a-pena/ Calcule em quantos meses o aporte de uma troca de carro se paga com a economia mensal de manutenção. Trocar por um carro mais barato de manter custa dinheiro na entrada e devolve em economia mensal. A pergunta é em quantos meses — e às vezes a resposta é que nunca se paga. ### Como o cálculo é feito São três linhas: aporte = valor do carro novo − valor do seu carro hoje (o que você põe do bolso; negativo é troco); economia anual = custo de manter o atual − custo de manter o novo; ponto de equilíbrio = aporte ÷ economia mensal, em meses. Com os valores do formulário — trocar um carro de R$ 35.000 que custa R$ 21.000 por ano por um de R$ 60.000 que custa R$ 17.000 —, o aporte é de R$ 25.000 e a economia, R$ 333,33 por mês. A troca se paga em 75 meses , ou 6,3 anos. Quando o prazo simplesmente não existe Se o carro novo não for mais barato de manter, não há prazo nenhum. Nesse caso o resultado grande sai como um travessão , e não como um número de meses, e o veredito passa a ser não : a página se recusa a prometer um prazo que não existe. Isso não é um detalhe técnico — é o resultado mais comum quando alguém troca um carro velho e quitado por um seminovo mais caro, porque a depreciação do carro mais valioso costuma engolir a economia de combustível e de oficina. Nesse caso a troca pode continuar valendo a pena por confiabilidade, segurança ou conforto; o que ela não faz é se pagar. A tabela desta página mostra as duas situações lado a lado. Quando o carro pretendido é mais barato de comprar e de manter, o veredito é sim e o prazo é zero: não há aporte para recuperar. O que esta conta não faz É nominal, sem juros . O dinheiro do aporte poderia estar rendendo, e o carro novo continua depreciando durante todo o período de recuperação. Os dois efeitos pioram a troca, então o prazo real é maior que o calculado — trate o resultado como o piso, não como a previsão. Também ficam de fora os custos da troca em si: transferência, vistoria, despachante, ágio da loja, diferença de seguro no primeiro ano e o financiamento do aporte, se houver. E não há como esta conta pesar o motivo real de muita troca, que é o risco de quebra do carro atual. ### Em quanto tempo um aporte de R$ 25.000 se paga, conforme a economia | Custo de manter o carro novo | Economia por mês | Prazo para se pagar | Veredito | | --- | --- | --- | --- | | R$ 15.000/ano | R$ 500 | 50 meses (4,2 anos) | Depende do prazo | | R$ 17.000/ano | R$ 333,33 | 75 meses (6,3 anos) | Depende do prazo | | R$ 19.000/ano | R$ 166,67 | 150 meses (12,5 anos) | Depende do prazo | | R$ 21.000/ano | R$ 0 | nunca se paga | Não se paga | | R$ 23.000/ano | R$ -166,67 | nunca se paga | Não se paga | ### Perguntas frequentes - **Vale a pena trocar de carro para economizar?** Só se a economia recuperar o aporte dentro do tempo em que você vai ficar com o carro. No exemplo, R$ 25.000 de aporte com R$ 333,33 de economia mensal levam 75 meses — 6,3 anos. - **E se o carro novo não for mais barato de manter?** Aí não existe prazo, e a calculadora diz isso em vez de inventar um número. A troca pode fazer sentido por confiabilidade ou segurança, mas ela não se paga sozinha — e prometer um prazo nesse caso seria mentira aritmética. - **Em quantos meses uma troca de carro se paga?** Depende inteiramente da economia mensal. Com o mesmo aporte de R$ 25.000 do exemplo, uma economia de R$ 500 por mês reduz o prazo para 50 meses; uma de R$ 166,67 o estica para 150 meses. - **O prazo calculado é otimista ou pessimista?** Otimista. Ele ignora os juros que o dinheiro do aporte renderia e a depreciação que o carro novo sofre durante os 75 meses do exemplo. O prazo real é maior. - **Onde eu acho o custo anual de manter cada carro?** Na calculadora de custo por km real: ela devolve o custo anual completo. O carro de referência do site, por exemplo, fecha em R$ 24.257,72 por ano. ## Calculadora de valor de revenda estimado URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/valor-de-revenda-estimado/ Estime o valor de revenda do seu carro a partir de um valor de referência, ajustado por idade, conservação e quilometragem. Um ponto de partida para o preço de anúncio, ajustado por conservação e por quilometragem. Os dois ajustes são suposição declarada do site, não medida de mercado. ### Como o cálculo é feito São três passos: valor sem ajuste = valor de referência × (1 − taxa) idade ; ajuste por conservação = valor sem ajuste × (conservação − 100) ÷ 100, com 100 sendo o estado médio; ajuste por quilometragem = − valor sem ajuste × km acima da média ÷ 100. Com os valores do formulário — R$ 60.000 de referência, 3 anos, 15% ao ano, conservação na média e 15% de km acima da média —, o carro sai de R$ 36.847,5 para R$ 31.320,37 , com R$ -5.527,12 de desconto pela quilometragem. Cuidado com a dupla contagem Se o valor de referência que você digitou já é a FIPE do ano-modelo do seu carro , ele já traz a idade embutida — e então o campo de idade tem de ficar em zero , senão o carro deprecia duas vezes. No exemplo, a diferença é grande: com idade zero o valor estimado seria R$ 51.000, contra R$ 31.320,37 com os 3 anos aplicados. A idade só entra quando a referência é o preço de quando o carro era novo. O que esta conta não faz — e é o limite mais importante do site O desconto por quilometragem é 1 para 1 : 15% de km acima da média tiram 15% do valor. Isso é suposição declarada do site , não coeficiente com fonte. Não existe estudo público brasileiro que fixe o impacto da quilometragem no preço de revenda, e o efeito real é quase certamente menor que 1 para 1. Trate o campo como "de quanto você acha que é o desconto", e não como medida. O mesmo vale para a conservação: a escala é a sua percepção, não um laudo. A conta também não conhece o seu modelo. Carro que segura preço e carro que despenca recebem a mesma curva; sinistro, leilão, cor, versão, câmbio e procura de mercado não entram. O que sai daqui é um ponto de partida para o anúncio , a ser confrontado com os anúncios reais do seu modelo e ano na sua região. ### Como o desconto por quilometragem mexe no valor pedido | Km em relação à média | Valor sem ajuste | Ajuste por km | Valor estimado | | --- | --- | --- | --- | | -20% | R$ 36.847,5 | R$ 7.369,5 | R$ 44.217 | | -10% | R$ 36.847,5 | R$ 3.684,75 | R$ 40.532,25 | | 0% | R$ 36.847,5 | R$ 0 | R$ 36.847,5 | | +10% | R$ 36.847,5 | R$ -3.684,75 | R$ 33.162,75 | | +20% | R$ 36.847,5 | R$ -7.369,5 | R$ 29.478 | | +30% | R$ 36.847,5 | R$ -11.054,25 | R$ 25.793,25 | ### Perguntas frequentes - **Como saber por quanto vender meu carro?** Comece pela FIPE do ano-modelo, ponha zero no campo de idade e ajuste por conservação e quilometragem. No exemplo desta página, R$ 60.000 de novo com 3 anos e 15% de km a mais dão R$ 31.320,37. Depois compare com anúncios reais do seu modelo. - **Quanto a quilometragem alta desvaloriza o carro?** Ninguém publica esse número no Brasil com metodologia aberta. Esta página aplica 1 para 1 e diz que é suposição: 15% acima da média tiram R$ 5.527,12 do exemplo. Se você acha o desconto menor, baixe o campo. - **A FIPE é o preço que eu vou conseguir?** A FIPE é uma referência de preço médio anunciado, não uma garantia de venda. Loja compra abaixo dela e vende acima; venda direta tende a ficar mais perto. Use-a como referência e o ajuste desta página como margem de negociação. - **Meu carro é bem conservado, quanto isso vale a mais?** Depende do que o comprador enxerga. Se você puser conservação em 110 no exemplo, o valor sobe de R$ 31.320,37 para R$ 35.005,12. O campo é a sua percepção, e o mercado pode discordar dela. - **Por que meu carro perdeu tanto valor?** Porque a perda é composta e cobra o tempo todo. Um carro de R$ 60.000 a 15% ao ano perde R$ 23.152,5 em 3 anos, 38,6% do valor, mesmo bem cuidado. ## Calculadora de custo por km de moto URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-moto/ Calcule o custo real por quilômetro da sua moto, com pneus, manutenção, seguro, IPVA e depreciação. A moto é bem mais barata por quilômetro que o carro, e mesmo assim o custo completo dela dá 3,5 vezes o da gasolina. O jogo de pneus aqui são dois, não quatro. ### Como o cálculo é feito A estrutura é a mesma do carro: custo por km = (variável + fixo) ÷ km rodados , com o variável sendo combustível, pneus e manutenção, e o fixo sendo depreciação, seguro, IPVA e licenciamento. Com os valores do formulário — 10.000 km por ano, 30 km/L, gasolina a R$ 6,31 e uma moto de R$ 18.000 —, o ano fecha em R$ 7.357,41 , ou R$ 0,736 por quilômetro . Só a gasolina daria R$ 0,21 por km: o custo completo é 3,5 vezes isso. O jogo de pneus da moto são dois O campo pede o preço do jogo completo — dianteiro mais traseiro —, e a vida em quilômetros também é a do jogo. A conta é simplesmente quantos jogos o ano consome: R$ 600 no exemplo. Quem digitar o preço de um pneu subestima essa parcela pela metade. E os dois não duram o mesmo: o traseiro sai bem antes, então o campo é a vida média do jogo, não a do dianteiro. Moto contra carro O carro de referência do site custa R$ 2,021 por km, contra R$ 0,736 da moto: a moto sai por 36% do custo por quilômetro. A proporção entre custo completo e combustível, porém, é quase a mesma nos dois — 3,5 vezes na moto, 3,52 no carro. A moto é mais barata; ela não é barata pelo motivo que a pessoa imagina. O que esta conta não faz Não entra equipamento : capacete, viseira, jaqueta, luva e bota são custo recorrente de quem anda de moto, e nenhum deles cabe nos campos acima. Some-os por fora, ou embuta a reposição anual no campo de manutenção. Não entram estacionamento, pedágio e multas. E os três campos marcados em revisão — depreciação, vida do jogo de pneus e manutenção anual — continuam sem fonte pública, pelos motivos publicados em fontes . ### Custo por km da moto de referência conforme o uso no ano | Km por ano | Custo por km | Só o combustível | Quantas vezes o combustível | Custo no ano | | --- | --- | --- | --- | --- | | 3.000 | R$ 1,822 | R$ 0,21 | 8,66× | R$ 5.465,08 | | 6.000 | R$ 1,046 | R$ 0,21 | 4,97× | R$ 6.276,08 | | 10.000 | R$ 0,736 | R$ 0,21 | 3,5× | R$ 7.357,41 | | 15.000 | R$ 0,581 | R$ 0,21 | 2,76× | R$ 8.709,08 | | 20.000 | R$ 0,503 | R$ 0,21 | 2,39× | R$ 10.060,75 | ### Perguntas frequentes - **Quanto custa por km andar de moto?** No exemplo desta página, R$ 0,736 por quilômetro para uma moto de R$ 18.000 rodando 10.000 km por ano — R$ 7.357,41 no ano, ou R$ 613,12 por mês. - **Moto é mais barata que carro?** Por quilômetro, bastante: R$ 0,736 contra R$ 2,021 do carro de referência do site, cerca de 36% do custo. A diferença vem principalmente da depreciação menor em reais e do consumo. - **Quanto gasto de pneu de moto por ano?** Depende do quanto você roda. Com um jogo de R$ 900 durando 15.000 km, rodar 10.000 km por ano dá R$ 600 — mais que o seguro do exemplo, que é R$ 700. - **O custo por km da moto também cai se eu rodar mais?** Cai, pelo mesmo motivo do carro. A 3.000 km por ano o exemplo dá R$ 1,822 por km; a 20.000 km, R$ 0,503. - **O IPVA de moto é o mesmo do carro?** Não necessariamente: a alíquota de moto é definida por cada estado e em várias UFs é menor que a de automóvel, além de haver isenção por cilindrada em alguns lugares. O valor que abre aqui parte de 4%, a alíquota geral de SP, sobre R$ 18.000. Confira o seu carnê. # Impostos e documentação ## Quando a CNH suspende por pontos URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/quando-a-cnh-suspende/ Descubra o seu limite de pontos para suspensão da CNH conforme a regra vigente do CTB, que mudou com a Lei 14.071/2020. O limite de 20 pontos que todo mundo repete deixou de valer para a maioria dos motoristas em 2021. Hoje ele depende de quantas infrações gravíssimas você tem no período. ### Como o cálculo é feito Até 2021 havia um limite único: 20 pontos em 12 meses . A Lei 14.071/2020 mudou o art. 261 do CTB e o limite passou a depender de quantas infrações gravíssimas constam no período: 20 pontos — com 2 ou mais gravíssimas (art. 261, §1º, I) 30 pontos — com exatamente 1 gravíssima (art. 261, §1º, II) 40 pontos — sem nenhuma gravíssima (art. 261, §1º, III) 40 pontos — motorista de atividade remunerada, qualquer que seja o número de gravíssimas (art. 261, §5º) Os pontos por infração continuam os do art. 259: gravíssima 7, grave 5, média 4, leve 3. Por que isso importa tanto Um motorista com 25 pontos e nenhuma gravíssima não está suspenso: o limite dele é 40, e ainda faltam 15 pontos. O mesmo motorista com duas gravíssimas já passou do limite de 20. São os mesmos 25 pontos com dois desfechos opostos, e é por isso que a pergunta sobre gravíssimas vem antes da resposta. O que esta conta não faz Ela trata da suspensão por acúmulo de pontos . Existem infrações autossuspensivas , em que a suspensão vem da própria infração e não do total — dirigir sob influência de álcool, por exemplo. Nessas, o processo corre independentemente da sua pontuação. ### O limite de pontos muda conforme as infrações gravíssimas do período | Situação do condutor | Limite (12 meses) | Com os pontos do exemplo | Suspende? | | --- | --- | --- | --- | | Sem gravíssima | 40 pontos | 15 pontos | Não — faltam 25 | | Sem gravíssima | 40 pontos | 25 pontos | Não — faltam 15 | | 1 gravíssima | 30 pontos | 25 pontos | Não — faltam 5 | | 2 ou mais gravíssimas | 20 pontos | 25 pontos | Sim | | Motorista profissional | 40 pontos | 35 pontos | Não — faltam 5 | ### Perguntas frequentes - **O limite não era 20 pontos?** Era, até a Lei 14.071/2020 entrar em vigor. Hoje 20 pontos só suspende quem tem duas ou mais infrações gravíssimas nos últimos 12 meses. Sem nenhuma gravíssima, o limite é 40. - **Quantos pontos vale cada infração?** Gravíssima 7 pontos, grave 5, média 4 e leve 3, pelo art. 259 do CTB. - **O limite do motorista profissional é diferente?** É: 40 pontos, independentemente de quantas gravíssimas ele tenha, pelo art. 261, §5º. Por isso a calculadora pergunta antes de responder. - **Os pontos caem depois de quanto tempo?** A contagem é dos últimos 12 meses, e é móvel: não zera no dia 1º de janeiro, vai deixando de contar cada infração conforme ela completa um ano. - **Posso ser suspenso mesmo com poucos pontos?** Pode, por infração autossuspensiva — aquelas em que a própria infração prevê a suspensão, como dirigir sob influência de álcool. Nesse caso o total de pontos não é o que decide. ## Calculadora de IPVA por estado URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/ipva-por-estado/ Calcule o IPVA a partir do valor venal do veículo e da alíquota do seu estado, com a alíquota conferida na lei estadual e a cobertura declarada. O IPVA é o valor venal do carro vezes a alíquota da lei do seu estado. A parte difícil não é a multiplicação — é saber qual alíquota é a sua, e nós só publicamos as 18 das 27 que conseguimos ler na lei estadual. ### Como o cálculo é feito É uma multiplicação: IPVA = valor venal × alíquota , e depois se abate o desconto, se o seu estado oferecer. Com os valores preenchidos — R$ 45.000 de valor venal e alíquota de 4%, que é a de São Paulo (SP) — dá R$ 1.800 no ano, ou R$ 150 por mês se você provisionar. Quantos estados estão conferidos, e por que não são 27 São 18 das 27 alíquotas confirmadas em lei estadual, e o campo abre preenchido só nesses estados. Nos outros 9 ele abre em branco, por um de dois motivos: ou a lei define apenas faixas — por potência, cilindrada ou valor venal — sem que exista uma que cubra a maior parte da frota, ou o texto consolidado não foi localizado em fonte primária legível. Preencher os 9 restantes por estimativa seria fácil e daria uma tabela mais bonita. Seria também o pior tipo de erro: uma alíquota de sub-faixa está certa na lei e errada para a maioria dos carros, passa em qualquer conferência pontual e mente na média. A página fontes lista os estados um a um , com a lei citada nos conferidos e o motivo nos que faltam. Por que o valor venal é campo, e não vem preenchido Porque ele sai da tabela FIPE , que muda todo mês e depende de modelo, ano e versão. Um número de carro embutido aqui estaria errado na virada do mês seguinte, e ninguém voltaria para corrigir. Consulte a FIPE do seu carro e digite. Alguns estados usam como base de cálculo uma tabela própria em vez da FIPE — se a sua guia trouxer outro valor, é esse que vale. O que esta conta não faz Ela não aplica isenções nem reduções pessoais: veículo com mais de determinada idade em alguns estados, pessoa com deficiência, táxi, locadora, veículo furtado no exercício. São regras estaduais com requisitos próprios, e o site não tem as 27 conferidas. Também não calcula multa e juros de IPVA atrasado. ### IPVA sobre um carro de R$ 45.000 nos 18 estados com alíquota conferida em lei | Estado | Alíquota | IPVA sobre R$ 45.000 | Por mês | | --- | --- | --- | --- | | Acre (AC) | 2% | R$ 900 | R$ 75 | | Alagoas (AL) | 3% | R$ 1.350 | R$ 112,5 | | Amapá (AP) | 3% | R$ 1.350 | R$ 112,5 | | Bahia (BA) | 2,5% | R$ 1.125 | R$ 93,75 | | Ceará (CE) | 2,5% | R$ 1.125 | R$ 93,75 | | Distrito Federal (DF) | 3% | R$ 1.350 | R$ 112,5 | | Espírito Santo (ES) | 2% | R$ 900 | R$ 75 | | Minas Gerais (MG) | 4% | R$ 1.800 | R$ 150 | | Pernambuco (PE) | 2,4% | R$ 1.080 | R$ 90 | | Piauí (PI) | 2,5% | R$ 1.125 | R$ 93,75 | | Paraná (PR) | 1,9% | R$ 855 | R$ 71,25 | | Rio de Janeiro (RJ) | 4% | R$ 1.800 | R$ 150 | | Roraima (RR) | 3% | R$ 1.350 | R$ 112,5 | | Rio Grande do Sul (RS) | 3% | R$ 1.350 | R$ 112,5 | | Santa Catarina (SC) | 2% | R$ 900 | R$ 75 | | Sergipe (SE) | 2,5% | R$ 1.125 | R$ 93,75 | | São Paulo (SP) | 4% | R$ 1.800 | R$ 150 | | Tocantins (TO) | 3,5% | R$ 1.575 | R$ 131,25 | ### Perguntas frequentes - **Como calcular o IPVA do meu carro?** Multiplique o valor venal pela alíquota do seu estado. Um carro de R$ 45.000 num estado de alíquota 4% paga R$ 1.800 no ano. Se houver desconto de cota única, ele incide sobre esse valor. - **Por que a alíquota do meu estado não aparece?** Porque ela não foi confirmada em fonte primária. São 18 das 27 conferidas em lei estadual; nas outras 9 o campo abre em branco em vez de receber um número estimado. A página de fontes diz, estado por estado, o que foi lido e o que não foi. - **Onde encontro o valor venal do meu carro?** Na tabela FIPE, pelo modelo, ano e versão. O site não embute esse valor porque a FIPE é republicada todo mês — um número gravado aqui envelheceria em semanas. Em alguns estados a base de cálculo é uma tabela própria da secretaria de fazenda, e nesse caso vale a da guia. - **Quanto guardo por mês para o IPVA do ano que vem?** O IPVA dividido por 12. No exemplo preenchido, R$ 1.800 no ano dão R$ 150 por mês. - **A alíquota é a mesma para carro flex e a gasolina?** Depende do estado. Alguns cobram a mesma alíquota para qualquer combustível, outros separam por combustível, potência ou cilindrada. Quando a lei do estado tem faixas sem uma que cubra a maior parte da frota, este site deixa o campo vazio em vez de escolher uma por conta própria. ## IPVA parcelado ou à vista URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/ipva-parcelado-ou-a-vista/ Compare o desconto do IPVA em cota única com o rendimento do dinheiro que ficaria aplicado durante o parcelamento. A comparação que quase todo site faz é desconto contra sem desconto, e ela dá sempre o mesmo resultado. A comparação honesta é o desconto contra o que o seu dinheiro renderia enquanto você paga parcelado. ### Como o cálculo é feito Dos dois lados da comparação: À vista = valor do IPVA × (1 − desconto). Sai R$ 1.746 no exemplo preenchido. Parcelado = soma das parcelas trazidas a valor de hoje . A primeira você paga agora; as seguintes ficam rendendo até o vencimento, então valem menos que o número impresso na guia. São 3 parcelas de R$ 600, que somam R$ 1.800 no papel e equivalem a R$ 1.782,24 hoje. Com os valores que abrem no formulário — IPVA de R$ 1.800, 3% de desconto, 3 cotas e 1% ao mês de rendimento —, a diferença é de R$ 36,24 a favor de pagar à vista. Não é muito, e é esse o ponto: a decisão que a internet trata como óbvia costuma valer o preço de um almoço. Os dois campos que são ponto de partida, e não referência O rendimento mensal está marcado como em revisão porque acompanha a Selic e muda a cada reunião do Copom. O desconto de cota única também: ele varia por estado e por exercício, e este site não tem os 27 percentuais conferidos em fonte primária. Os dois abrem com um valor plausível para a conta não começar vazia, e os dois são seus para trocar. Enquanto não forem confirmados, aparecem em fontes , na lista de campos em revisão. O que decide de verdade O desconto é ganho imediato e certo ; o rendimento é ganho espalhado pelos meses e depende de onde o dinheiro está. Quanto mais cotas o estado oferece, mais tempo o dinheiro fica rendendo e mais o parcelamento se aproxima — a tabela ao lado mostra o prazo em que ele passa na frente. Com poucas cotas, um desconto de um ou dois por cento já basta para a cota única ganhar. O que esta conta não faz Ela supõe que o dinheiro do IPVA existe e está aplicado. Quem vai parcelar porque não tem o valor inteiro não está escolhendo entre desconto e rendimento — está escolhendo entre pagar e não pagar, e aí a conta é outra. Também não considera juros ou multa por atraso de parcela, nem o risco de esquecer uma cota. ### Com 3% de desconto à vista e 1% ao mês de rendimento, o número de cotas decide | Cotas | Cada parcela | Parcelado em valor de hoje | À vista com desconto | Compensa | | --- | --- | --- | --- | --- | | 1 | R$ 1.800 | R$ 1.800 | R$ 1.746 | À vista | | 2 | R$ 900 | R$ 1.791,09 | R$ 1.746 | À vista | | 3 | R$ 600 | R$ 1.782,24 | R$ 1.746 | À vista | | 5 | R$ 360 | R$ 1.764,71 | R$ 1.746 | À vista | | 10 | R$ 180 | R$ 1.721,88 | R$ 1.746 | Parcelado | ### Perguntas frequentes - **Vale a pena pagar o IPVA à vista?** Depende de dois números: o desconto que o seu estado dá e o quanto o seu dinheiro rende. No exemplo preenchido — 3% de desconto, 3 cotas e 1% ao mês — a diferença é de R$ 36,24. Troque os dois campos pelos seus e o resultado muda. - **O parcelamento do IPVA tem juros?** Na guia, não: as cotas somam o valor cheio do imposto. No exemplo, 3 parcelas de R$ 600 somam R$ 1.800, que é exatamente o IPVA. O que existe é o custo de oportunidade do lado oposto — o desconto que você deixa de pegar. - **Como calcular o valor presente das parcelas?** Cada parcela futura é dividida por (1 + rendimento) elevado ao número de meses até o vencimento. A primeira é paga hoje e entra pelo valor cheio. No exemplo, R$ 1.800 nominais equivalem a R$ 1.782,24 hoje. - **Quantas parcelas fazem o parcelamento compensar?** Com 3% de desconto e 1% ao mês, a tabela ao lado percorre de 1 a 10 cotas e mostra em qual delas a conta vira. Quanto mais longo o parcelamento, mais tempo o dinheiro rende. - **Por que o rendimento aparece como campo em revisão?** Porque está ligado à Selic, que muda a cada reunião do Copom. Um número gravado no site envelheceria em semanas sem ninguém notar. O campo abre com um ponto de partida editável, e a página de fontes lista todos os campos nessa condição. ## Licenciamento e taxas do ano URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/licenciamento-e-taxas-por-estado/ Some o licenciamento anual do seu estado com vistoria e outras taxas do Detran, com o valor conferido em tabela oficial. O licenciamento anual não é imposto: é taxa de serviço do Detran, e cada estado publica a sua. Aqui estão as 21 das 27 que conseguimos ler na tabela oficial. ### Como o cálculo é feito É uma soma: total = licenciamento + vistoria + outras taxas , e o mensalizado é esse total dividido por 12. Com o valor que abre para São Paulo (SP) — R$ 174,08 de licenciamento, sem vistoria e sem outras taxas —, dá R$ 174,08 no ano, ou R$ 14,51 por mês. Quantos estados estão conferidos São 21 das 27 taxas confirmadas na tabela oficial de taxas do Detran ou na lei estadual de taxas. Nos outros 6 o campo abre em branco porque a tabela vigente não foi localizada em fonte primária legível — e um valor aproximado ali seria pior que o campo vazio, já que a pessoa não teria como saber que é aproximado. A lista, estado por estado, com a fonte de cada um, está em fontes . Licenciamento não é IPVA, e a confusão custa caro São cobranças diferentes, de entes diferentes: o IPVA é imposto estadual proporcional ao valor do carro, e o licenciamento é taxa de serviço do Detran, de valor fixo — o mesmo para um carro popular e para um importado — em São Paulo (SP), R$ 174,08 tanto para um carro de R$ 20.000 quanto para um de R$ 90.000. Por isso o licenciamento pesa proporcionalmente muito mais em carro barato. Nas guias eles costumam vir juntos, e é comum alguém somar tudo e chamar de "IPVA". O que esta conta não faz Não calcula multa e juros por licenciamento atrasado, e não cobre as taxas de transferência de propriedade — essas estão na calculadora de custo de transferência. Também não inclui o seguro obrigatório, que fica na calculadora de custo anual de documentação, com a explicação de por que ele abre em zero. ### Taxa de licenciamento anual nos 21 estados com tabela oficial conferida | Estado | Licenciamento anual | Mensalizado | | --- | --- | --- | | Acre (AC) | R$ 198,15 | R$ 16,51 | | Alagoas (AL) | R$ 223,38 | R$ 18,61 | | Amazonas (AM) | R$ 155,73 | R$ 12,98 | | Amapá (AP) | R$ 140,89 | R$ 11,74 | | Bahia (BA) | R$ 181,13 | R$ 15,09 | | Ceará (CE) | R$ 220,46 | R$ 18,37 | | Distrito Federal (DF) | R$ 106,26 | R$ 8,86 | | Goiás (GO) | R$ 274,6 | R$ 22,88 | | Maranhão (MA) | R$ 55,53 | R$ 4,63 | | Minas Gerais (MG) | R$ 35,62 | R$ 2,97 | | Mato Grosso do Sul (MS) | R$ 249,1 | R$ 20,76 | | Mato Grosso (MT) | R$ 197,79 | R$ 16,48 | | Pará (PA) | R$ 300,93 | R$ 25,08 | | Paraíba (PB) | R$ 147,03 | R$ 12,25 | | Rio de Janeiro (RJ) | R$ 281,29 | R$ 23,44 | | Rio Grande do Norte (RN) | R$ 90 | R$ 7,5 | | Roraima (RR) | R$ 172,3 | R$ 14,36 | | Rio Grande do Sul (RS) | R$ 114,09 | R$ 9,51 | | Santa Catarina (SC) | R$ 149,37 | R$ 12,45 | | São Paulo (SP) | R$ 174,08 | R$ 14,51 | | Tocantins (TO) | R$ 79,63 | R$ 6,64 | ### Perguntas frequentes - **Quanto custa o licenciamento anual?** Depende do estado, porque é taxa do Detran e não imposto. Em São Paulo (SP) é R$ 174,08. A tabela ao lado traz as 21 unidades federativas cuja tabela oficial foi conferida. - **Licenciamento e IPVA são a mesma coisa?** Não. O IPVA é imposto estadual e varia com o valor do carro; o licenciamento é taxa de serviço do Detran, de valor fixo. Em São Paulo (SP), o licenciamento é R$ 174,08 tanto para um carro de R$ 20.000 quanto para um de R$ 90.000. - **Por que o valor do meu estado não aparece?** Porque a tabela oficial vigente não foi localizada em fonte primária. São 21 das 27 conferidas; nas outras 6 o campo abre em branco, e a página de fontes diz quais são. - **Preciso pagar vistoria todo ano?** Na maior parte dos estados, não: a vistoria anual obrigatória para veículo particular não é exigida em todo o país, e onde é exigida costuma ser cobrada à parte. Por isso o campo abre em zero, para você digitar o que estiver na sua guia. - **Quanto guardo por mês para o licenciamento?** O total dividido por 12. Com R$ 174,08 no ano, são R$ 14,51 por mês. ## Custo de transferência do veículo URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-de-transferencia/ Some taxa do Detran, vistoria e despachante para saber quanto custa transferir um veículo usado para o seu nome. Comprar um carro usado tem um custo que não está no anúncio: passar o documento para o seu nome. A conta é simples, e o item que mais varia é o que você pode escolher não pagar. ### Como o cálculo é feito É uma soma: total = taxa do Detran + vistoria + despachante + outras taxas . O resultado também mostra quanto sairia sem o despachante, porque essa é a única linha da conta que você decide. Com os valores que abrem no formulário — R$ 200 de taxa do Detran e R$ 250 de despachante —, o total é R$ 450 , dos quais R$ 200 são inevitáveis. O despachante responde por 55,6% do que você paga. Por que dois campos abrem marcados como em revisão A taxa do Detran para transferência tem tabela oficial em cada estado, mas este site conferiu em fonte primária a taxa de licenciamento anual , não a de transferência — são linhas diferentes da mesma tabela. Publicar aqui um número com cara de conferido seria empurrar procedência que não temos. O despachante é pior: é preço de serviço privado, negociado caso a caso, e não existe tabela oficial de coisa alguma. Os dois abrem com um valor plausível para a conta não começar em branco, e os dois estão listados em fontes como campos em revisão. Troque pelos seus e o resultado passa a ser o seu. Quem paga o quê A transferência é obrigação do comprador, e o prazo corre a partir da data do documento de venda. Quem deixa passar paga multa e ainda responde por infração cometida com o carro no nome do antigo dono — que, do outro lado, tem interesse próprio em comunicar a venda ao Detran, e essa comunicação é gratuita e independe da transferência. O que esta conta não faz Não inclui o IPVA nem o licenciamento do exercício, que costumam ter de estar quitados antes da transferência — esses estão nas outras duas calculadoras desta categoria. Também não cobre o custo de laudo cautelar ou de vistoria de seguradora, que são serviços privados, nem ICMS de veículo comprado em outro estado. ### Quanto o despachante pesa no custo da transferência | Despachante | Total da transferência | Fazendo você mesmo | Peso do despachante | | --- | --- | --- | --- | | Sem despachante | R$ 200 | R$ 200 | 0% | | R$ 150 | R$ 350 | R$ 200 | 42,9% | | R$ 250 | R$ 450 | R$ 200 | 55,6% | | R$ 400 | R$ 600 | R$ 200 | 66,7% | ### Perguntas frequentes - **Quanto custa transferir um carro para o meu nome?** A soma da taxa do Detran, da vistoria e, se você contratar, do despachante. Com os valores de exemplo o total é R$ 450, sendo R$ 200 sem o despachante. Consulte a tabela do Detran do seu estado e digite o valor real. - **Vale a pena contratar despachante?** Ele responde por 55,6% do custo no exemplo preenchido. É a única linha que você escolhe: o que ele vende é tempo e fila, não uma exigência legal. Zere o campo para ver quanto sai fazendo você mesmo. - **Quem paga a transferência, comprador ou vendedor?** É obrigação do comprador, e o prazo corre da data do documento de venda. Ao vendedor cabe comunicar a venda ao Detran, o que é gratuito e não substitui a transferência. - **Preciso pagar vistoria na transferência?** A maioria dos estados exige vistoria para transferir. Em alguns ela já está embutida na taxa do Detran; se estiver, deixe o campo de vistoria em zero para não contar o mesmo custo duas vezes. - **Por que o site não traz a taxa de transferência do meu estado preenchida?** Porque conferimos em fonte primária a taxa de licenciamento anual de 21 estados, não a de transferência. Enquanto ela não for lida na tabela oficial, o campo fica marcado como em revisão em vez de aparecer como número conferido. ## Valor e pontos de uma multa de trânsito URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/multa-valor-e-pontos/ Calcule o valor e os pontos de uma multa de trânsito pela gravidade, pelo multiplicador do artigo e pelo desconto de pagamento. Cada gravidade tem um valor-base escrito no CTB, e muitas infrações trazem um multiplicador no próprio artigo. É o multiplicador, não a gravidade, que transforma uma multa de trezentos reais em uma de três mil. ### Como o cálculo é feito valor = valor-base da gravidade × multiplicador × percentual pago . Os três números saem da lei: o valor-base do art. 258, o multiplicador do artigo da própria infração e o percentual dos arts. 284 e 282-A. Com o formulário como ele abre — infração gravíssima, sem multiplicador, paga sem desconto — dá R$ 293,47 e 7 pontos na CNH. É o valor-base do art. 258, I. O multiplicador é o que muda a ordem de grandeza Uma gravíssima sem multiplicador custa R$ 293,47. A mesma gravíssima com o fator dez do art. 165 — dirigir sob influência de álcool — custa R$ 2.934,7 , e continua valendo 7 pontos, porque os pontos são da gravidade e não do multiplicador. Quem procura "quanto custa uma multa gravíssima" e encontra só o valor-base fica com um número dez vezes menor que o da sua notificação. Os dois descontos legais, e por que não somam Art. 284 — pagando até o vencimento, paga-se 80% do valor. Art. 282-A — com adesão ao Sistema de Notificação Eletrônica e pagamento até o vencimento, paga-se 60% do valor. Na gravíssima do exemplo, isso derruba R$ 293,47 para R$ 176,08 — uma economia de R$ 117,39. Eles não se acumulam: é um ou o outro. E o do SNE exige adesão antes da infração, não depois — quem adere quando a notificação chega já perdeu esse desconto para aquela multa. O que esta conta não faz Ela dá o valor e os pontos da infração isolada. Não diz se você será suspenso: isso depende do total acumulado em 12 meses e de quantas gravíssimas há no período, e é o que a calculadora de suspensão da CNH responde. Também não trata das infrações autossuspensivas , em que a suspensão vem da própria infração, nem de recurso, defesa prévia ou indicação de condutor. ### Pontos e valor-base de cada gravidade (CTB, arts. 258 e 259) | Gravidade | Pontos | Valor-base da multa | Com desconto do SNE | | --- | --- | --- | --- | | Leve | 3 | R$ 88,38 | R$ 53,03 | | Média | 4 | R$ 130,16 | R$ 78,1 | | Grave | 5 | R$ 195,23 | R$ 117,14 | | Gravíssima | 7 | R$ 293,47 | R$ 176,08 | ### Perguntas frequentes - **Quanto custa uma multa gravíssima?** O valor-base é R$ 293,47, pelo art. 258, I do CTB. Mas muitas infrações gravíssimas trazem multiplicador no próprio artigo: com o fator dez do art. 165, a mesma multa vai a R$ 2.934,7. - **Quantos pontos vale cada gravidade?** Gravíssima 7, grave 5, média 4 e leve 3, pelo art. 259. Os pontos não mudam com o multiplicador: uma gravíssima multiplicada por dez custa dez vezes mais e continua valendo 7 pontos. - **Como conseguir 40% de desconto na multa?** Com adesão ao Sistema de Notificação Eletrônica e pagamento até o vencimento, paga-se 60% do valor (art. 282-A). Numa gravíssima sem multiplicador, R$ 293,47 caem para R$ 176,08. A adesão tem de ser anterior à infração. - **Os descontos de 20% e de 40% podem ser somados?** Não. O do art. 284 faz pagar 80% do valor e o do art. 282-A faz pagar 60%; aplica-se um dos dois, o que for cabível, nunca os dois em sequência. - **Pagar a multa tira os pontos da CNH?** Não. Pagar encerra a cobrança do valor; os 7 pontos de uma gravíssima continuam no prontuário pelos 12 meses da contagem. Quem quer saber a que distância está da suspensão precisa somar os pontos do período, e o limite depende de quantas gravíssimas há nele. ## Custo anual de documentação do carro URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-anual-de-documentacao/ Some IPVA, licenciamento, seguro obrigatório e taxas do ano para saber quanto a documentação do carro custa por mês. IPVA, licenciamento e taxas somados, e divididos por doze. É a conta que transforma três boletos de janeiro numa linha do seu orçamento mensal. ### Como o cálculo é feito É uma soma seguida de uma divisão: total = IPVA + licenciamento + seguro obrigatório + outras taxas , e o custo mensal é esse total dividido por 12. Com os valores que abrem para São Paulo (SP) — R$ 1.800 de IPVA e R$ 174,08 de licenciamento —, dá R$ 1.974,08 no ano, ou R$ 164,51 por mês. O maior item é IPVA, que sozinho responde por 91,2% do total. Por que o seguro obrigatório abre em zero Porque não sabemos o número, e este site não crava número que não leu. A cobrança do antigo DPVAT foi extinta, e a situação do SPVAT , criado pela Lei Complementar 207/2024, não foi confirmada em fonte oficial nesta rodada de pesquisa — não localizamos, em fonte primária legível, a confirmação de vigência e de valor para o exercício. Havia duas saídas ruins e uma boa. Repetir um valor visto por aí colocaria na sua conta um número sem procedência, que é exatamente o que este site existe para não fazer. Esconder o campo faria a página fingir que a cobrança não existe. A saída é a terceira: o campo aparece, abre em zero , e diz por quê. Se a sua guia trouxer a cobrança, digite o valor dela e o total se ajusta. Enquanto a pesquisa não fechar, este campo está listado em fontes , tanto entre os campos em revisão quanto na lista do que procuramos e não encontramos. O que a conta revela sobre carro barato O IPVA é proporcional ao valor do carro; o licenciamento é taxa fixa. Num carro de R$ 90.000 o licenciamento some dentro do IPVA; num de R$ 20.000 ele é uma fatia grande do que se paga. A tabela ao lado percorre cinco valores venais na mesma alíquota e mostra a proporção mudando — é a razão de "carro barato tem documentação barata" ser verdade só até certo ponto. O que esta conta não faz Ela cobre documentação, e só. Não entram seguro facultativo, manutenção, pneus, combustível nem depreciação, que é a maior parcela do custo de ter um carro. Não calcula multa e juros de guia atrasada, e não aplica isenções estaduais de IPVA. ### Documentação de um ano em São Paulo, conforme o valor venal do carro | Valor venal (FIPE) | IPVA | Licenciamento | Total no ano | Por mês | | --- | --- | --- | --- | --- | | R$ 20.000 | R$ 800 | R$ 174,08 | R$ 974,08 | R$ 81,17 | | R$ 30.000 | R$ 1.200 | R$ 174,08 | R$ 1.374,08 | R$ 114,51 | | R$ 45.000 | R$ 1.800 | R$ 174,08 | R$ 1.974,08 | R$ 164,51 | | R$ 60.000 | R$ 2.400 | R$ 174,08 | R$ 2.574,08 | R$ 214,51 | | R$ 90.000 | R$ 3.600 | R$ 174,08 | R$ 3.774,08 | R$ 314,51 | ### Perguntas frequentes - **Quanto custa a documentação de um carro por ano?** Depende do valor do carro e do estado. Com os valores de exemplo — IPVA de R$ 1.800 e licenciamento de R$ 174,08 em São Paulo (SP) —, dá R$ 1.974,08 no ano, ou R$ 164,51 por mês. - **Por que o campo de seguro obrigatório está zerado?** Porque a cobrança do antigo DPVAT foi extinta e a situação do SPVAT, da Lei Complementar 207/2024, não foi confirmada em fonte oficial nesta rodada de pesquisa. Em vez de repetir um valor sem procedência, o campo abre em zero e você digita o que vier na sua guia. - **Quanto guardar por mês para pagar o IPVA e o licenciamento?** O total do ano dividido por 12. No exemplo, R$ 1.974,08 viram R$ 164,51 por mês guardados desde janeiro. - **O que pesa mais, o IPVA ou o licenciamento?** Nos valores de exemplo, o IPVA: ele responde por 91,2% do total. Como o licenciamento é taxa fixa e o IPVA é proporcional ao valor do carro, quanto mais barato o carro, maior o peso do licenciamento. - **Isso é o custo total de ter um carro?** Não, é só a documentação. Falta combustível, manutenção, pneus, seguro facultativo e, principalmente, a depreciação, que costuma ser a maior parcela e não vem em boleto nenhum. ## Imposto de renda na venda do carro URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/imposto-de-renda-na-venda-do-carro/ Calcule o imposto de renda sobre o ganho de capital na venda de um veículo, com a isenção de bem de pequeno valor e as alíquotas da lei. Duas coisas quase todo mundo erra: a isenção de R$ 35.000 é pelo preço de venda e não pelo lucro, e o custo do carro não é corrigido pela inflação. Juntas, elas fazem aparecer imposto sobre venda que foi prejuízo. ### Como o cálculo é feito ganho = preço de venda − (preço de compra + benfeitorias comprovadas) . Sobre o ganho incide a alíquota do art. 21 da Lei 8.981/1995 — 15% até R$ 5 milhões de ganho, que é onde cabe qualquer venda de carro. Antes disso, porém, entra a isenção. No exemplo que abre no formulário: carro comprado por R$ 35.000 e vendido por R$ 42.000. O ganho é R$ 7.000, o total alienado no mês é R$ 42.000 — acima do limite de isenção —, e o imposto é R$ 1.050 , deixando R$ 40.950 líquidos. Armadilha 1: a isenção é pelo PREÇO DE VENDA, não pelo lucro O art. 22, II da Lei 9.250/1995 isenta o ganho na alienação de bem de pequeno valor, e o texto fala em preço unitário de alienação de até R$ 35.000 . Não é o lucro que precisa caber no limite: é o preço. Quem vende um carro por R$ 30.000 fica isento por essa regra, qualquer que seja o lucro. Quem vende por R$ 36.000 não fica, ainda que o lucro seja menor. E o degrau é abrupto: vendendo por R$ 35.000 um carro comprado por R$ 30.000, o imposto é R$ 0 ; vendendo o mesmo carro por R$ 36.000, passa a ser R$ 900 . Mil reais a mais no preço custaram R$ 900 de imposto. E há a parte que pega mais gente: o limite é do MÊS, não da venda . A regra olha o conjunto alienado no mês. Um carro comprado por R$ 25.000 e vendido por R$ 30.000 gera ganho de R$ 5.000 e imposto de R$ 0 , porque cabe no limite. Se no mesmo mês você tiver alienado mais R$ 10.000 em outro bem, o total do mês sobe para R$ 40.000, a isenção de pequeno valor deixa de valer e a mesma venda de carro passa a custar R$ 750 . É para isso que serve o campo "outros bens que você alienou no mesmo mês": separar as vendas em meses diferentes é uma decisão de calendário que muda o imposto. Armadilha 2: não há correção pela inflação O art. 136, §1º do RIR/2018 (Decreto 9.580/2018) diz que não se atribui qualquer atualização monetária ao custo de bens adquiridos depois de 31 de dezembro de 1995. O carro comprado há dez anos entra na conta pelo valor nominal de dez anos atrás, sem qualquer correção. A consequência é desconfortável e é lei: é possível apurar "ganho" numa venda que, em poder de compra, foi prejuízo . Volte ao mesmo carro do exemplo acima: comprado por R$ 30.000 e vendido muitos anos depois por R$ 36.000, ele gera para o fisco um ganho de R$ 6.000 e R$ 900 de imposto — mesmo que, depois de todos esses anos, R$ 36.000 comprem bem menos do que R$ 30.000 compravam na data da compra. A conta desta página é a da lei, não a da economia — e é por isso que ela diz isso em vez de deixar você descobrir sozinho. O que esta conta não faz Ela cobre a venda de veículo por pessoa física, com custo de aquisição conhecido, e aplica a escada de alíquotas do art. 21 da Lei 8.981/1995 (15% na faixa em que cai qualquer carro). Não trata de venda por pessoa jurídica, de veículo recebido em herança ou doação, de permuta, de venda parcelada com apuração ao longo do tempo, nem do caso do art. 140, VI do RIR/2018, em que o custo de aquisição não pode ser determinado e é considerado igual a zero. Também não emite DARF nem preenche o GCAP. Esta página é informativa e não substitui orientação de contador. É matéria tributária: os artigos estão citados um a um em fontes , com o link para o texto no Planalto, justamente para que você — ou o seu contador — confira a regra na origem antes de decidir. ### O degrau da isenção: carro comprado por R$ 30.000, vendido por preços diferentes no mesmo mês | Preço de venda | Ganho apurado | Isento? | Imposto | | --- | --- | --- | --- | | R$ 25.000 | R$ 0 | Sim | R$ 0 | | R$ 34.000 | R$ 4.000 | Sim | R$ 0 | | R$ 35.000 | R$ 5.000 | Sim | R$ 0 | | R$ 36.000 | R$ 6.000 | Não | R$ 900 | | R$ 42.000 | R$ 12.000 | Não | R$ 1.800 | | R$ 60.000 | R$ 30.000 | Não | R$ 4.500 | ### Perguntas frequentes - **Preciso pagar imposto de renda ao vender meu carro?** Só se houver ganho e a venda não estiver isenta. A isenção de bem de pequeno valor vale quando o total alienado no mês não passa de R$ 35.000 (Lei 9.250/1995, art. 22, II). Havendo ganho tributável, a alíquota é de 15%. - **A isenção de R$ 35.000 é sobre o lucro ou sobre o valor da venda?** Sobre o valor da venda. A lei fala em preço de alienação, não em ganho. Vender por R$ 30.000 com lucro alto é isento; vender por R$ 36.000 com lucro pequeno, não — nesse caso o imposto seria de R$ 900 sobre um carro comprado por R$ 30.000. - **Vendi dois bens no mesmo mês, perco a isenção?** Pode perder: o limite olha o total alienado no mês, não cada venda isolada. Uma venda de carro por R$ 30.000 sozinha é isenta; somada a mais R$ 10.000 alienados no mesmo mês, o total vai a R$ 40.000, passa do limite de R$ 35.000 e o imposto sobre a mesma venda passa a ser R$ 750. - **Posso corrigir pela inflação o valor que paguei no carro?** Não. O art. 136, §1º do RIR/2018 proíbe atualização monetária do custo de bens adquiridos depois de 31 de dezembro de 1995. Por isso pode aparecer ganho numa venda que, em poder de compra, foi prejuízo — um carro comprado por R$ 30.000 e vendido anos depois por R$ 36.000 gera ganho de R$ 6.000 e R$ 900 de imposto. - **O que posso somar ao custo de aquisição do carro?** Benfeitorias comprovadas por nota fiscal em seu nome. Manutenção de rotina, combustível, seguro e IPVA não entram: são despesas de uso, não aumento do custo do bem. No formulário elas vão no campo de benfeitorias, que soma ao valor de compra antes de apurar o ganho. - **Qual é a alíquota do imposto sobre a venda de um carro?** 15% sobre o ganho, pelo art. 21, I da Lei 8.981/1995. As alíquotas maiores da escada só começam acima de R$ 5 milhões de ganho, o que nenhuma venda de carro usado alcança. No exemplo preenchido, o ganho de R$ 7.000 gera R$ 1.050 de imposto. # Financiamento e compra ## Calculadora de prestação do financiamento URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/prestacao-do-financiamento/ Calcule a prestação do financiamento do carro pela Tabela Price e veja quanto do total pago é juro. A parcela pela Tabela Price, com o total pago e quanto do total é juro. É a taxa anunciada: o que o contrato cobra de verdade sai na calculadora de CET. ### Como o cálculo é feito Tabela Price é o sistema de parcelas iguais, e a parcela sai de uma fórmula só: parcela = valor financiado × i ÷ (1 − (1 + i) −n ) , em que i é a taxa mensal em fração e n é o número de parcelas. Com os valores preenchidos — carro de R$ 60.000, entrada de R$ 12.000, 1,79% ao mês e 48 meses — financiam-se R$ 48.000 e a parcela fica em R$ 1.498,77 . No fim do contrato terão saído R$ 71.940,96, dos quais R$ 23.940,96 são juros — quase metade do que foi financiado. Por que 1,79% ao mês não é 21,48% ao ano Juro compõe sobre juro. A taxa anual é (1 + i) 12 − 1 , não i × 12. Os mesmos 1,79% ao mês dão 23,726% ao ano , e não 21,48%. São mais de dois pontos percentuais de diferença que aparecem em toda comparação entre proposta mensal e proposta anual. Prazo mais longo, parcela menor, juro maior É o mesmo dinheiro emprestado por mais tempo. Na tabela abaixo, o mesmo carro em 24 meses tem parcela de R$ 2.477,84 e R$ 11.468,16 de juros; em 72 meses a parcela cai para R$ 1.191,28 e o juro sobe para R$ 37.772,16. A parcela que cabe no bolso e o contrato mais barato quase nunca são o mesmo. O que esta conta não faz Ela devolve a parcela do principal com juros, que é a taxa anunciada . Não inclui tarifa de cadastro, registro de contrato, IOF nem seguro prestamista — esses entram na parcela real e são o assunto da calculadora de CET, onde o mesmo contrato passa de 1,79% para 1,994% ao mês. Também supõe taxa fixa do começo ao fim, sem carência e sem parcela intermediária, e arredonda a parcela em centavos: o contrato real acerta alguns centavos na última. ### Prazo e parcela num financiamento de R$ 48.000 a 1,79% ao mês | Prazo | Parcela | Total pago | Juros pagos | | --- | --- | --- | --- | | 12 meses | R$ 4.480,53 | R$ 53.766,36 | R$ 5.766,36 | | 24 meses | R$ 2.477,84 | R$ 59.468,16 | R$ 11.468,16 | | 36 meses | R$ 1.820,25 | R$ 65.529 | R$ 17.529 | | 48 meses | R$ 1.498,77 | R$ 71.940,96 | R$ 23.940,96 | | 60 meses | R$ 1.311,56 | R$ 78.693,6 | R$ 30.693,6 | | 72 meses | R$ 1.191,28 | R$ 85.772,16 | R$ 37.772,16 | ### Perguntas frequentes - **Como calcular a prestação de um financiamento de carro?** Pela Tabela Price: parcela = valor financiado × i ÷ (1 − (1 + i) elevado a −n). Financiando R$ 48.000 a 1,79% ao mês em 48 meses, a parcela é R$ 1.498,77. - **Quanto de juros eu pago num financiamento de 48 meses?** No cenário desta página, R$ 23.940,96 — o total pago é R$ 71.940,96 sobre R$ 48.000 financiados. Em 72 meses o juro sobe para R$ 37.772,16. - **Vale a pena aumentar o prazo para a parcela caber?** A parcela cai e o custo sobe. De 48 para 72 meses a parcela vai de R$ 1.498,77 para R$ 1.191,28, e os juros vão de R$ 23.940,96 para R$ 37.772,16. - **A taxa ao mês vezes 12 dá a taxa ao ano?** Não. A taxa anual é (1 + i) elevado a 12, menos 1. 1,79% ao mês equivalem a 23,726% ao ano, e não a 21,48%. - **Esta parcela é a que vai aparecer no meu contrato?** Só se o contrato não cobrar mais nada além do juro. Com R$ 1.200 de tarifas na assinatura e R$ 25 de seguro por parcela, a parcela cheia passa para R$ 1.523,77 e o custo efetivo, para 1,994% ao mês. ## Calculadora de CET do financiamento URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/cet-do-financiamento/ Calcule o CET do financiamento do carro e compare com a taxa anunciada, incluindo tarifas e seguro embutido na parcela. A taxa do anúncio e o custo efetivo total lado a lado. A diferença entre as duas é tudo o que o contrato cobra sem chamar de juro. ### Como o cálculo é feito O CET é a taxa que iguala o que você recebeu de fato ao que você paga de fato . Do lado de cá, o valor financiado menos as tarifas descontadas na assinatura. Do lado de lá, a parcela com o seguro embutido, repetida por todo o prazo. Não existe fórmula fechada para essa taxa — ela é a raiz de um polinômio de grau igual ao número de parcelas — e o site a encontra por bisseção, testando taxas até as duas pontas fecharem. Com os valores preenchidos: financiaram-se R$ 48.000, mas R$ 1.200 de tarifas saíram na assinatura, então o dinheiro que efetivamente chegou foi R$ 46.800 . A parcela anunciada de R$ 1.498,77 vira R$ 1.523,77 com o seguro de R$ 25 embutido. Resultado: taxa anunciada: 1,79% ao mês (23,726% ao ano) custo efetivo total: 1,994% ao mês (26,728% ao ano) São 0,204 ponto percentual ao mês de diferença, e R$ 2.400 cobrados sem se chamarem juro. Por que o CET é sempre maior que a taxa do anúncio Porque a taxa anunciada mede só o preço do dinheiro, e o CET mede o preço do contrato. Tarifa de cadastro, registro do contrato, IOF e seguro prestamista não entram na taxa que o vendedor diz em voz alta — e todos saem do seu bolso. Tarifa cobrada na assinatura é pior do que parece: ela reduz o que você recebeu, sem reduzir nada do que você paga. O seguro embutido é o inverso: não muda o que você recebeu e aumenta toda parcela. Os dois empurram a taxa para cima, e é por isso que o CET só empata com a taxa anunciada quando não há cobrança nenhuma por fora — a primeira linha da tabela abaixo, com 1,79% dos dois lados. O que esta conta não faz Ela supõe parcelas iguais e mensais, a primeira 30 dias depois da liberação, tarifas pagas integralmente no ato e seguro embutido em todas as parcelas. Não separa IOF de tarifa, não trata carência, parcela balão, entrada financiada nem pagamento antecipado. O CET que o banco é obrigado a informar no contrato pode divergir alguns centésimos por causa da contagem de dias corridos; aqui o período é o mês cheio. Para escolher entre duas propostas isso não atrapalha: a diferença entre bancos aparece em pontos percentuais inteiros, muito antes da terceira casa decimal. ### A taxa anunciada não muda; o CET muda com tudo o que é cobrado por fora do juro | Tarifas na assinatura | Seguro por parcela | Taxa anunciada (mês) | CET (mês) | CET (ano) | | --- | --- | --- | --- | --- | | R$ 0 | R$ 0 | 1,79% | 1,79% | 23,726% | | R$ 600 | R$ 0 | 1,79% | 1,851% | 24,615% | | R$ 1.200 | R$ 25 | 1,79% | 1,994% | 26,728% | | R$ 2.000 | R$ 45 | 1,79% | 2,143% | 28,98% | | R$ 3.000 | R$ 60 | 1,79% | 2,302% | 31,409% | ### Perguntas frequentes - **O que é CET no financiamento de carro?** É o custo efetivo total: a taxa que inclui juros, tarifas e seguro. No cenário desta página a taxa anunciada é 1,79% ao mês e o CET é 1,994% ao mês, ou 26,728% ao ano. - **Por que o CET é maior que a taxa que o banco anunciou?** Porque a tarifa reduz o que você recebe e o seguro aumenta o que você paga. Aqui, R$ 1.200 de tarifas e R$ 25 por parcela somam R$ 2.400 e empurram a taxa em 0,204 ponto ao mês. - **Como comparar duas propostas de financiamento?** Pelo CET, nunca pela taxa anunciada. Duas propostas com a mesma taxa de 1,79% ao mês podem custar 1,79% ou 2,302% ao mês, dependendo do que cobram por fora. - **O seguro prestamista é obrigatório?** Venda casada é proibida, e o seguro pode ser recusado. Recusá-lo, no cenário desta página, tira R$ 25 de cada uma das 48 parcelas — R$ 1.200 no total — e derruba o custo efetivo de 1,994% para 1,913% ao mês. - **Quanto de dinheiro eu recebo de verdade num financiamento?** O valor financiado menos as tarifas descontadas na assinatura. Aqui, R$ 48.000 financiados viram R$ 46.800 liberados — e a dívida continua sendo sobre o valor cheio. ## Calculadora de saldo devedor e quitação antecipada URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/saldo-devedor-e-quitacao/ Calcule o saldo devedor do financiamento pela Tabela Price e quanto se economiza quitando antecipadamente. Quanto falta hoje não é a soma das parcelas que faltam. A diferença entre as duas é o juro futuro que a quitação apaga. ### Como o cálculo é feito Pela Tabela Price, o saldo devedor é o valor presente das parcelas que faltam : saldo = parcela × (1 − (1 + i) −k ) ÷ i, com k igual ao número de parcelas restantes. Não é a soma delas, porque cada parcela futura embute juro que ainda não correu — e juro que não correu não se deve. Com os valores preenchidos — R$ 48.000 financiados a 1,79% ao mês em 48 meses, com 18 parcelas pagas — faltam 30 parcelas de R$ 1.498,77, que somam R$ 44.963,1. Mas o saldo devedor hoje é R$ 34.556,96 . A diferença, R$ 10.406,14 , é o juro futuro que a quitação antecipada apaga. O desconto não é favor do banco O direito à redução proporcional dos juros na liquidação antecipada está no Código de Defesa do Consumidor, art. 52, §2º . Quem oferecer "quitação" pela soma das parcelas está cobrando R$ 10.406,14 de juro que ainda não aconteceu. O número a exigir é o valor presente, que é o que esta página calcula. Quitar cedo economiza muito mais Na tabela abaixo, quitar com 12 parcelas pagas devolve R$ 14.433,24 de juro futuro; com 36 pagas, só R$ 1.928,88. Na Price o juro é cobrado antes: as primeiras parcelas são quase só juro, e o principal só desce de verdade na segunda metade do contrato. O que esta conta não faz Ela desconta pela taxa do contrato, que é o método da Price e o que o CDC manda aplicar aos juros. O banco pode cobrar tarifa de liquidação antecipada, e não devolve tarifas nem seguro já pagos — então a economia real costuma ficar um pouco abaixo de R$ 10.406,14. Não trata atraso, multa, mora, carência nem parcela intermediária, e supõe todas as parcelas pagas em dia. ### Quanto falta e quanto a quitação economiza, ao longo de um contrato de 48 meses | Parcelas pagas | Saldo devedor hoje | Soma das parcelas que faltam | Economia ao quitar | | --- | --- | --- | --- | | 6 | R$ 43.986,57 | R$ 62.948,34 | R$ 18.961,77 | | 12 | R$ 39.522,48 | R$ 53.955,72 | R$ 14.433,24 | | 24 | R$ 29.033,71 | R$ 35.970,48 | R$ 6.936,77 | | 36 | R$ 16.056,36 | R$ 17.985,24 | R$ 1.928,88 | | 44 | R$ 5.736,11 | R$ 5.995,08 | R$ 258,97 | ### Perguntas frequentes - **Como calcular o saldo devedor do financiamento?** É o valor presente das parcelas que faltam, descontado pela taxa do contrato. Com 18 de 48 parcelas pagas, o saldo é R$ 34.556,96 — e não R$ 44.963,1, que é a soma das parcelas restantes. - **Quanto eu economizo quitando o financiamento antes?** O juro que ainda não correu. Neste cenário, R$ 10.406,14 sobre R$ 44.963,1 de parcelas restantes. - **O banco é obrigado a dar desconto na quitação antecipada?** Sim, pelo art. 52, §2º do Código de Defesa do Consumidor: a redução proporcional dos juros é direito do consumidor. Cobrar a soma das parcelas seria cobrar R$ 10.406,14 de juro que não aconteceu. - **Vale a pena quitar o financiamento no meio do contrato?** Depende de onde o dinheiro está. Quitar rende, com certeza, os 1,79% ao mês que o contrato cobra, e neste cenário apaga R$ 10.406,14 de juro futuro. Uma aplicação que renda menos que isso perde da quitação. - **Quitar uma parcela por vez ou quitar tudo?** Amortizar é sempre o mesmo mecanismo: cada real adiantado deixa de render juro para o banco. Aqui, quitar com 12 parcelas pagas apaga R$ 14.433,24, contra R$ 1.928,88 se esperar chegar a 36 parcelas. ## Calculadora de entrada maior: quanto economiza URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/entrada-maior-quanto-economiza/ Compare duas entradas no financiamento do carro e veja quanto cai a parcela e quanto se economiza de juros. Cada real a mais de entrada é um real que não vai render juro para o banco. A conta mostra quanto isso vale em parcela e em juro total. ### Como o cálculo é feito A conta roda a Tabela Price duas vezes, com a mesma taxa e o mesmo prazo, mudando só a entrada. O que ela compara é o juro total de cada cenário . Com os valores preenchidos — carro de R$ 60.000 a 1,79% ao mês em 48 meses — passar a entrada de R$ 12.000 para R$ 18.000 é adiantar R$ 6.000 . A parcela cai de R$ 1.498,77 para R$ 1.311,43, um alívio de R$ 187,34 por mês, e o juro total cai de R$ 23.940,96 para R$ 20.948,64: R$ 2.992,32 a menos . Por que a economia de juros é a economia de verdade O desembolso de quem financia é sempre o preço do bem mais os juros. A entrada extra não some — ela aparece inteira do outro lado, abatendo o financiado. Então a diferença de juros é a diferença de desembolso: R$ 6.000 adiantados devolvem R$ 2.992,32 ao longo do contrato, o que equivale a um retorno garantido de 49,872% sobre o dinheiro adiantado, no prazo de 48 meses. O que esta conta não faz Ela não considera o custo de oportunidade: esse dinheiro poderia estar rendendo, e quem quiser comparar as duas coisas precisa da calculadora de financiar contra pagar à vista. Também não trata desconto no preço à vista, nem o fato de que entrada maior frequentemente destrava uma taxa menor — se for o seu caso, a economia é maior do que a mostrada aqui, e o jeito de medir é rodar a conta duas vezes, uma com cada taxa. O prazo é mantido igual nos dois cenários de propósito: mudar entrada e prazo ao mesmo tempo esconde qual dos dois produziu o efeito. ### O que cada real a mais de entrada faz num carro de R$ 60.000 em 48 meses | Entrada | Valor financiado | Parcela | Juros do contrato | Economia de juros ante entrada de R$ 12.000 | | --- | --- | --- | --- | --- | | R$ 12.000 | R$ 48.000 | R$ 1.498,77 | R$ 23.940,96 | R$ 0 | | R$ 18.000 | R$ 42.000 | R$ 1.311,43 | R$ 20.948,64 | R$ 2.992,32 | | R$ 24.000 | R$ 36.000 | R$ 1.124,08 | R$ 17.955,84 | R$ 5.985,12 | | R$ 30.000 | R$ 30.000 | R$ 936,73 | R$ 14.963,04 | R$ 8.977,92 | | R$ 36.000 | R$ 24.000 | R$ 749,39 | R$ 11.970,72 | R$ 11.970,24 | ### Perguntas frequentes - **Quanto a entrada maior reduz a parcela do financiamento?** Proporcionalmente ao que deixa de ser financiado. Aqui, R$ 6.000 a mais de entrada reduzem a parcela de R$ 1.498,77 para R$ 1.311,43 — R$ 187,34 por mês. - **Vale a pena dar uma entrada maior no carro?** No dinheiro, sim: adiantar R$ 6.000 economiza R$ 2.992,32 de juros em 48 meses. A pergunta seguinte é se esse dinheiro renderia mais aplicado — e aí a taxa a bater é a do contrato, 1,79% ao mês. - **Qual é a entrada mínima para financiar um carro?** Cada banco define a sua, e a conta desta página aceita qualquer valor, inclusive zero. O que a tabela abaixo mostra é o efeito de cada faixa: a entrada não tem mínimo matemático, tem mínimo comercial. - **É melhor dar entrada maior ou prazo menor?** As duas reduzem juro, por caminhos diferentes. Aqui, R$ 6.000 de entrada extra economizam R$ 2.992,32; encurtar o prazo de 48 para 36 meses, sem mexer na entrada, economiza R$ 6.411,96 — com parcela de R$ 1.820,25. - **Devo usar toda a minha reserva na entrada?** A conta responde só a parte financeira: R$ 6.000 adiantados valem R$ 2.992,32. Ela não sabe do seguro, do IPVA e da manutenção que vencem depois, e quem fica sem reserva costuma voltar a tomar crédito mais caro para pagá-los. ## Financiar ou pagar à vista: a conta com o dinheiro aplicado URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/financiamento-vs-a-vista/ Compare financiar o carro deixando o dinheiro aplicado com pagar à vista, considerando juros pagos e rendimento obtido. Quem tem o dinheiro pode financiar e deixar o resto rendendo. A conta compara os juros pagos com o rendimento obtido — e resgata a aplicação mês a mês para pagar a parcela, que é onde a maioria das simulações erra. ### Como o cálculo é feito São dois caminhos para o mesmo carro. Pagando à vista, sai todo o dinheiro e não sobra nada aplicado. Financiando, sai só a entrada, o resto fica aplicado, e a aplicação é resgatada mês a mês para pagar a parcela — o pote encolhe a cada mês e rende sobre o que sobrou. Quando o pote acaba antes do fim do contrato, as parcelas que faltam saem do bolso e não rendem nada. Essa é a parte que quase toda simulação erra: deixar o montante inteiro rendendo o prazo todo e pagar as parcelas com o mesmo dinheiro. Não dá para usar o dinheiro duas vezes, e quem faz isso infla o rendimento e faz o financiamento parecer bom. Com os valores preenchidos — carro de R$ 60.000, entrada de R$ 12.000, 1,79% ao mês em 48 meses, com o dinheiro rendendo 0,9% ao mês — os juros pagos são R$ 23.940,96 e o rendimento obtido é R$ 8.876,51 . A diferença é R$ -15.064,45 — negativa, ou seja, pagar à vista sai na frente por R$ 15.064,45. A aplicação acabou antes do fim do contrato e R$ 15.064,45 tiveram de sair do bolso. O ponto de empate é exato, e não é uma opinião Financiar só empata quando a aplicação rende o mesmo que o financiamento cobra . Na última linha da tabela abaixo, com rendimento de 1,79% ao mês — igual à taxa do contrato — a diferença cai para R$ 0,27. Acima disso, financiar; abaixo, à vista. E como o juro do financiamento é sempre maior que o rendimento de uma aplicação de varejo, o resultado é quase sempre o mesmo. A conta serve justamente para mostrar de quanto é a distância. O que esta conta não faz Estes são os limites que a própria função declara, e eles pesam todos contra o lado "financiar": Ela soma reais de meses diferentes sem trazer a valor presente. Ignora o imposto de renda sobre o rendimento , que segue tabela regressiva de 22,5% a 15% conforme o prazo, e o IOF de resgate nos 30 primeiros dias. Os dois derrubam o rendimento real. Ignora desconto no preço à vista , que é dinheiro real e só existe de um lado. Ignora tarifas e seguro do financiamento : usa a taxa anunciada. Para incluí-los, rode antes o CET e use a taxa efetiva aqui — no cenário desta página isso trocaria 1,79% por 1,994% ao mês. Supõe rendimento constante todos os meses, e trata rendimento negativo como zero. Empate vai para pagar à vista: sem dívida, sem risco. ### Financiar só empata quando a aplicação rende o mesmo que o financiamento cobra (1,79% ao mês) | Rendimento da aplicação (mês) | Juros pagos | Rendimento obtido | Diferença | Compensa | | --- | --- | --- | --- | --- | | 0,5% | R$ 23.940,96 | R$ 4.440,69 | R$ -19.500,27 | Pagar à vista | | 0,7% | R$ 23.940,96 | R$ 6.540,86 | R$ -17.400,1 | Pagar à vista | | 0,9% | R$ 23.940,96 | R$ 8.876,51 | R$ -15.064,45 | Pagar à vista | | 1,1% | R$ 23.940,96 | R$ 11.502,19 | R$ -12.438,77 | Pagar à vista | | 1,3% | R$ 23.940,96 | R$ 14.481,35 | R$ -9.459,61 | Pagar à vista | | 1,79% | R$ 23.940,96 | R$ 23.941,23 | R$ 0,27 | Financiar | ### Perguntas frequentes - **Vale a pena financiar o carro e deixar o dinheiro aplicado?** Só se a aplicação render mais que o financiamento cobra. Neste cenário, 1,79% ao mês de juros contra 0,9% de rendimento dão R$ 23.940,96 pagos contra R$ 8.876,51 ganhos — uma diferença de R$ 15.064,45 contra financiar. - **Qual rendimento a aplicação precisa ter para compensar financiar?** Praticamente a mesma taxa do financiamento. Com rendimento de 1,79% ao mês, igual à taxa do contrato, a diferença cai para R$ 0,27. Com 1,3% ao mês ainda faltam R$ 9.459,61. - **Por que a simulação do banco diz que financiar compensa?** Costuma ser porque ela deixa o valor inteiro rendendo o prazo todo, sem resgatar nada para pagar a parcela. Aqui a aplicação é consumida mês a mês e acaba antes do fim: R$ 15.064,45 das parcelas saíram do bolso, sem render. - **O imposto de renda muda o resultado?** Muda contra o financiamento, e esta conta não o desconta. A tabela regressiva vai de 22,5% a 15% sobre o rendimento conforme o prazo, então os R$ 8.876,51 desta simulação são o valor bruto: o líquido é menor, e a distância de R$ 15.064,45 entre os dois caminhos fica maior ainda. - **E o desconto à vista, entra na conta?** Não entra, e é dinheiro real de um lado só. Qualquer desconto obtido na compra à vista soma-se aos R$ 15.064,45 que hoje já separam os dois caminhos neste cenário. - **Se eu tenho o dinheiro, por que financiar?** Pela reserva. A conta financeira dá R$ 15.064,45 contra financiar, mas ela não sabe que ficar sem caixa costuma levar a crédito mais caro depois. O número é o começo da decisão, não o fim. ## Consórcio ou financiamento: comparação de custo URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/consorcio-vs-financiamento/ Compare o custo total do consórcio e do financiamento de carro, com taxa de administração, fundo de reserva e juros. Consórcio não cobra juros, cobra taxa de administração e fundo de reserva. A comparação de dinheiro é simples — o que ela não captura é que o consórcio não põe o carro na garagem hoje. ### Como o cálculo é feito São duas contas independentes, postas lado a lado. Consórcio: custo total = carta × (1 + taxa de administração + fundo de reserva), e a parcela é esse total dividido pelo prazo do plano. Não há juro nenhum na fórmula, porque não há empréstimo: o grupo se autofinancia. Financiamento: entrada mais o total das parcelas da Tabela Price. Com os valores preenchidos — carta de R$ 60.000, 18% de taxa de administração e 2% de fundo de reserva em 60 meses, contra um financiamento com R$ 12.000 de entrada a 1,79% ao mês em 48 meses: consórcio: R$ 72.000 no total, parcela de R$ 1.200, sendo R$ 12.000 de taxa e fundo financiamento: R$ 83.940,96 no total, parcela de R$ 1.498,77, sendo R$ 23.940,96 de juros Diferença de R$ 11.940,96 a favor do consórcio, no dinheiro. O que esta conta NÃO captura, e é o principal O consórcio não entrega o carro na hora. A carta é liberada por sorteio ou por lance, e sem nenhum dos dois a pessoa pode pagar o plano inteiro e só receber no 60º mês. O financiamento põe o carro na garagem hoje. Comparar R$ 72.000 com R$ 83.940,96 é comparar dois preços de coisas diferentes: um é o carro daqui a algum tempo indeterminado, o outro é o carro agora. Se o carro é necessário agora — trabalho, deslocamento, família — a diferença de R$ 11.940,96 é o preço da espera, e a pessoa é quem decide se vale. Além disso: a carta é reajustada durante o plano, normalmente por índice de preço do setor, e as parcelas sobem junto — o custo do consórcio aqui está em reais de hoje e sai por baixo do que será efetivamente pago. Não entram seguro do grupo, lance embutido nem taxa de adesão. Do lado do financiamento, usa-se a taxa anunciada: tarifas e seguro só aparecem no CET, que neste mesmo contrato levaria a taxa de 1,79% para 1,994% ao mês. E o empate vai para o financiamento, que entrega o bem imediatamente. ### Consórcio e financiamento de uma carta de R$ 60.000, conforme a taxa de administração | Taxa de administração | Custo total do consórcio | Parcela do consórcio | Custo total do financiamento | Diferença | | --- | --- | --- | --- | --- | | 12% | R$ 68.400 | R$ 1.140 | R$ 83.940,96 | R$ 15.540,96 | | 15% | R$ 70.200 | R$ 1.170 | R$ 83.940,96 | R$ 13.740,96 | | 18% | R$ 72.000 | R$ 1.200 | R$ 83.940,96 | R$ 11.940,96 | | 21% | R$ 73.800 | R$ 1.230 | R$ 83.940,96 | R$ 10.140,96 | | 25% | R$ 76.200 | R$ 1.270 | R$ 83.940,96 | R$ 7.740,96 | ### Perguntas frequentes - **Consórcio é mais barato que financiamento?** No dinheiro, normalmente sim. Neste cenário o consórcio custa R$ 72.000 e o financiamento R$ 83.940,96 — R$ 11.940,96 de diferença. O que o consórcio não dá é o carro hoje. - **Consórcio tem juros?** Não tem juros, tem taxa de administração e fundo de reserva. Com 18% e 2% sobre uma carta de R$ 60.000, isso dá R$ 12.000 — contra R$ 23.940,96 de juros no financiamento equivalente. - **Quando o consórcio não compensa?** Quando o carro é necessário agora. A carta sai por sorteio ou lance, e no pior caso só no 60º mês do plano. A economia de R$ 11.940,96 é o preço de esperar por um prazo que ninguém garante. - **A parcela do consórcio é fixa?** Não. A carta é reajustada durante o plano e a parcela acompanha, então os R$ 1.200 calculados aqui estão em reais de hoje. O custo total real fica acima de R$ 72.000. - **Dar lance no consórcio muda a conta?** Muda o momento de receber a carta, não o custo total: o lance é adiantamento de parcelas, não desconto. O custo de R$ 72.000 permanece; o que o lance compra é a chance de não esperar os 60 meses. - **Como comparar consórcio e financiamento de forma honesta?** Por três números, não por um. Custo total (R$ 72.000 contra R$ 83.940,96), parcela (R$ 1.200 contra R$ 1.498,77) e o tempo até ter o carro, que no financiamento é imediato e no consórcio não tem data. ## Quanto de carro cabe no meu bolso URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/quanto-carro-cabe-no-meu-bolso/ Descubra quanto de carro cabe na sua renda, descontando da parcela o custo mensal de combustível, seguro, IPVA e manutenção. A parcela disponível não é o quanto você aceita comprometer da renda: é isso menos o custo de rodar. Combustível, seguro, IPVA e manutenção vencem todo mês, do lado de fora da prestação. ### Como o cálculo é feito Em duas etapas. Primeiro, o que sobra de fato para a prestação: parcela disponível = renda × percentual escolhido − custo de rodar Depois, o quanto essa parcela financia, invertendo a Tabela Price: valor financiável = parcela disponível × (1 − (1 + i) −n ) ÷ i . Somando a entrada, chega-se ao carro que cabe. Com os valores preenchidos — renda de R$ 6.000, 25% de comprometimento, R$ 850 por mês de custo de rodar, R$ 10.000 de entrada, 1,79% ao mês em 48 meses: limite escolhido: R$ 1.500 por mês menos o custo de rodar, que sozinho já come 14,167% da renda sobra para a prestação: R$ 650 carro que cabe: R$ 30.817,02 O erro que esta página existe para desfazer Quase todo simulador transforma o limite de renda direto em prestação e para por aí. Fazendo isso aqui, a parcela seria os R$ 1.500 inteiros e a resposta sairia R$ 58.039,28 — contra os R$ 30.817,02 que a conta completa devolve. São R$ 27.222,26 de carro a mais do que cabe , e a diferença não aparece na loja: aparece no terceiro mês, quando o seguro, o IPVA e a primeira revisão chegam junto com a prestação. Carro custa depois de comprado. A prestação é a única parte que o vendedor calcula, e é a única que não pode ser adiada. Quando não cabe carro nenhum Se o custo de rodar já estoura o limite escolhido, a resposta é zero — e é a resposta honesta. Na tabela abaixo, uma renda de R$ 3.000 com o mesmo custo de rodar de R$ 850 não comporta prestação nenhuma: rodar sozinho já consome 28,333% da renda, acima dos 25% que a pessoa aceitou comprometer. O que esta conta não faz O percentual de comprometimento é escolha sua : o site não inventa uma "regra dos 30%", porque ela não tem fonte primária. A conta também não olha score, aprovação de crédito, outras dívidas nem renda variável; supõe o custo de rodar constante, quando na prática ele cresce com a idade do carro; e não inclui depreciação, que é custo real mas não sai do bolso todo mês. A entrada entra inteira no valor do carro, sem custo de oportunidade. ### Quanto de carro cabe em 25% da renda, descontando R$ 850 por mês de custo de rodar | Renda mensal | Custo de rodar (% da renda) | Parcela disponível | Carro viável | Carro se ignorasse o custo de rodar | | --- | --- | --- | --- | --- | | R$ 3.000 | 28,333% | Não sobra nada | Não cabe carro | R$ 34.019,64 | | R$ 4.500 | 18,889% | R$ 275 | R$ 18.807,2 | R$ 46.029,46 | | R$ 6.000 | 14,167% | R$ 650 | R$ 30.817,02 | R$ 58.039,28 | | R$ 9.000 | 9,444% | R$ 1.400 | R$ 54.836,66 | R$ 82.058,91 | | R$ 12.000 | 7,083% | R$ 2.150 | R$ 78.856,29 | R$ 106.078,55 | ### Perguntas frequentes - **Quanto de carro eu consigo comprar com a minha renda?** Depende de quanto sobra depois do custo de rodar. Com renda de R$ 6.000, 25% de comprometimento e R$ 850 por mês de custo de rodar, sobram R$ 650 de prestação — um carro de R$ 30.817,02 com R$ 10.000 de entrada. - **Por que o simulador do banco aprova um carro maior?** Porque ele transforma o limite de renda inteiro em prestação. Aqui isso daria R$ 58.039,28, ou R$ 27.222,26 a mais do que cabe depois de descontar combustível, seguro, IPVA e manutenção. - **Quanto custa manter um carro por mês, fora a prestação?** É o número que esta conta pede e que você precisa medir: combustível, seguro, IPVA, licenciamento e manutenção. O valor de partida aqui é R$ 850, que numa renda de R$ 6.000 já consome 14,167% do orçamento — e é ponto de partida, não referência. - **Qual percentual da renda posso comprometer com carro?** A escolha é sua, e esta página não crava uma regra sem fonte. O que ela mostra é o efeito: com 25% de uma renda de R$ 6.000, o teto é R$ 1.500 para prestação e custo de rodar somados. - **E se não sobrar nada para a prestação?** A conta devolve zero, não um número negativo. É o caso da renda de R$ 3.000 na tabela: o custo de rodar consome 28,333% da renda e ultrapassa sozinho o limite escolhido. - **Aumentar o prazo faz caber um carro melhor?** Faz caber um carro mais caro com a mesma prestação, e custa mais. Com os R$ 650 disponíveis, 48 meses financiam R$ 20.817,02 e 72 meses financiam R$ 26.190,25 — pagando juro por dois anos a mais. # Manutenção ## Calculadora de custo por km de pneu URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-de-pneu/ Calcule quanto o jogo de pneus custa por quilômetro rodado, a partir do preço pago e da vida útil que ele realmente entregou. O pneu barato que dura 25.000 km custa mais por quilômetro que o caro que dura 60.000. Esta página faz a divisão que a etiqueta de preço esconde. ### Como o cálculo é feito É uma divisão: custo por km = preço do jogo ÷ vida útil do jogo em km . O preço por pneu é o preço do jogo dividido pela quantidade, e serve só para você conferir o orçamento da loja. Com os valores preenchidos — R$ 2.400 por um jogo de 4 que dura 40.000 km — dá R$ 0,06 por quilômetro , ou R$ 600 a cada 10.000 km, com 2,5 trocas em 100.000 km. A vida útil é campo, e é de propósito Procuramos quilometragem de vida útil publicada por fabricante em Pirelli, Michelin, Goodyear e Bridgestone, e em manuais de proprietário. Eles não publicam esse número. O que publicam é profundidade mínima de sulco e limite de idade, porque a duração depende de calibragem, alinhamento, carga, tipo de via e condução — variáveis que nenhum fabricante controla. Então o campo abre com um valor de partida marcado em revisão , e a resposta correta é a sua: o que o seu jogo anterior durou. Por que o preço sozinho engana Na tabela abaixo, o mesmo desembolso de R$ 2.400 sai por R$ 0,096 por km se o jogo durar 25.000 km e por R$ 0,034 se durar 70.000. É quase o triplo, com a mesma nota fiscal. Comparar pneus pelo preço é comparar a parte que você vê da conta. O que esta conta não faz Não estima a vida útil — ela é entrada, não saída. Não inclui alinhamento, balanceamento, rodízio, descarte, bico ou válvula, e ignora o estepe. Também não considera que o pneu vence por idade mesmo parado : a borracha resseca, e um jogo pouco rodado pode precisar de troca antes de gastar o sulco. E não avalia segurança: pneu com menos aderência custa menos por km e pode custar caro de outro jeito. ### O custo do pneu por km é decidido pela vida útil, não pelo preço da etiqueta | Vida do jogo (km) | Custo por km | A cada 10.000 km | Trocas em 100.000 km | | --- | --- | --- | --- | | 25.000 | R$ 0,096 | R$ 960 | 4 | | 30.000 | R$ 0,08 | R$ 800 | 3,33 | | 40.000 | R$ 0,06 | R$ 600 | 2,5 | | 50.000 | R$ 0,048 | R$ 480 | 2 | | 60.000 | R$ 0,04 | R$ 400 | 1,67 | | 70.000 | R$ 0,034 | R$ 342,86 | 1,43 | ### Perguntas frequentes - **Quanto custa o pneu por quilômetro rodado?** Com um jogo de R$ 2.400 durando 40.000 km, R$ 0,06 por km — R$ 600 a cada 10.000 km. Troque os dois campos pelos seus e o número passa a ser o do seu carro. - **Quantos km dura um jogo de pneus?** Não publicamos esse número porque não achamos fonte de fabricante para ele: eles publicam sulco mínimo e idade, não quilometragem. O campo abre em 40.000 km apenas como ponto de partida editável. - **Vale a pena pagar mais caro num pneu que dura mais?** Depende da razão entre as duas coisas. Um jogo de R$ 2.400 que dura 30.000 km sai por R$ 0,08/km; se durar 60.000 km, R$ 0,04/km. Ou seja, o dobro de vida útil compensa até o dobro de preço. - **Como calcular o custo do pneu por km da minha moto?** Digite o preço do par e coloque 2 em quantidade de pneus. Todas as saídas passam a ser do jogo de dois, e o custo por km continua sendo preço ÷ vida útil. - **Quantas vezes vou trocar de pneu em 100.000 km?** Com vida útil de 40.000 km, 2,5 vezes — o que na prática significa duas trocas completas e meio jogo consumido no fim do período. ## Quando trocar o óleo: km ou tempo, o que vencer primeiro URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/quando-trocar-o-oleo/ Descubra quanto falta para a troca de óleo contando os dois relógios do manual: a quilometragem rodada e os meses desde a última troca. O manual dá dois limites, e vale o que vencer antes. Quem roda pouco estoura o prazo de calendário com o hodômetro ainda longe da marca — e não percebe. ### Como o cálculo é feito São dois relógios rodando ao mesmo tempo , e o intervalo acaba quando o primeiro deles chega ao fim: fração de km = (km de hoje − km da última troca) ÷ intervalo em km fração de tempo = meses desde a troca ÷ intervalo em meses O percentual do resultado é a maior das duas frações, porque é ela que vence. Com os valores preenchidos — 43.500 km hoje, 38.000 km na última troca, intervalo de 10.000 km ou 12 meses, e 9 meses decorridos — o carro rodou 5.500 km, ou seja 55% do relógio de quilometragem, e 75% do relógio de calendário. Vale o maior: 75% consumido , vencendo antes pelo tempo. Faltam 4.500 km ou 3 meses, e o que chegar primeiro encerra o intervalo. O intervalo é campo porque os manuais divergem Não existe "o intervalo do óleo". Existe o intervalo do seu carro , que está no manual dele e que muda de montadora para montadora, de motor para motor dentro da mesma montadora, e entre uso normal e uso severo. A tabela abaixo mostra o mesmo carro sob intervalos diferentes: com 20.000 km e 12 meses faltariam 14.500 km, e ainda assim o relógio que decide continua sendo o do calendário. Já com 10.000 km e 6 meses o mesmo carro está vencido a 150% — com 4.500 km ainda sobrando no hodômetro. É por isso que o valor de partida desta página vem marcado em revisão : ele é um exemplo, e o seu manual manda mais que ele. O que esta conta não faz Não distingue uso normal de uso severo — trânsito parado, trajeto curto que não aquece o motor, estrada de terra, reboque. O próprio manual encurta o intervalo nesses casos, e se for o seu caso o número a digitar é o severo. Não sabe qual óleo está no cárter, não lê o sensor de vida útil do painel e não avalia o estado do óleo: ela conta prazo, não analisa lubrificante. ### O mesmo carro, com o intervalo de cada manual: o que vence primeiro muda de resposta | Intervalo do manual | Vence antes por | Faltam em km | Faltam em meses | Consumido | | --- | --- | --- | --- | --- | | 10.000 km ou 12 meses | tempo | 4.500 km | 3 meses | 75% | | 15.000 km ou 12 meses | tempo | 9.500 km | 3 meses | 75% | | 20.000 km ou 12 meses | tempo | 14.500 km | 3 meses | 75% | | 10.000 km ou 6 meses | tempo | 4.500 km | passou de 3 meses | 150% — vencido | | 15.000 km ou 6 meses | tempo | 9.500 km | passou de 3 meses | 150% — vencido | ### Perguntas frequentes - **Quantos km posso rodar antes de trocar o óleo?** O que o manual do seu carro disser — e valendo o que vencer primeiro, km ou tempo. No exemplo desta página, com intervalo de 10.000 km e 12 meses, faltam 4.500 km, mas só 3 meses. - **Preciso trocar o óleo mesmo rodando pouco?** Precisa, e é exatamente esse o caso em que a maioria erra. Rodando 5.500 km em 9 meses, o relógio de calendário já consumiu 75% do intervalo enquanto o hodômetro consumiu 55%. - **Por que a página não diz se é 10.000 ou 15.000 km?** Porque a resposta depende do manual da sua montadora, e eles divergem. Com 10.000 km este exemplo tem 75% consumidos; com 20.000 km, os mesmos 5.500 km rodados dão 75%. Publicar um número só seria escolher um manual e chamá-lo de regra. - **O que é uso severo e por que ele encurta o intervalo?** É o uso que o próprio manual descreve como mais exigente: trânsito parado, percurso curto sem o motor aquecer, poeira, terra, reboque. Nesse regime o manual costuma pedir metade do intervalo — se for o seu caso, digite o intervalo severo em vez do normal. - **Como saber quantos km rodei desde a última troca?** Subtraia a quilometragem da etiqueta da oficina da quilometragem de hoje. No exemplo, 43.500 menos 38.000 dá 5.500 km. - **O sensor do painel substitui essa conta?** Ele estima a degradação do óleo por um modelo de uso, e não sabe há quantos meses o óleo está lá se o carro ficou parado. Esta conta usa os dois limites do manual, que é o critério de garantia. ## Calculadora de custo de manutenção anual URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-de-manutencao-anual/ Some os itens de manutenção que você paga por ano e descubra o custo mensal e o custo por quilômetro do seu carro. Some o que você realmente gasta por ano em óleo, filtros, freios e revisão, e veja o quanto isso pesa em cada quilômetro rodado. ### Como o cálculo é feito É uma soma seguida de duas divisões: custo anual = óleo + filtros + freios + revisão + outros ; o mensal é esse total dividido por 12, e o custo por km é o total dividido pelos quilômetros rodados no ano. Com os valores preenchidos — R$ 480 de óleo, R$ 220 de filtros, R$ 600 de freios, R$ 700 de revisão e R$ 300 de outros — o total é R$ 2.300 por ano , R$ 191,67 por mês e R$ 0,192 por quilômetro em 12.000 km rodados. O item que mais pesa é revisão, com R$ 700. Nenhum dos valores de partida é uma referência Todos os cinco campos de custo vêm marcados em revisão . Preço de serviço de oficina não é tabelado, varia entre concessionária e independente, entre capital e interior, e entre modelos — e este site não publica número sem fonte primária. Os valores que abrem aqui existem para que a página não comece vazia; a resposta correta é a das suas notas fiscais dos últimos doze meses. Quem roda mais paga menos por quilômetro A soma anual não muda com a quilometragem, mas a diluição muda muito. Os mesmos R$ 2.300 dão R$ 0,288 por km em 8.000 km/ano e R$ 0,058 em 40.000 km/ano — cinco vezes menos, com a mesma despesa. Na prática nem todos os itens se comportam assim: freios e óleo acompanham o uso, enquanto revisão por tempo e itens que envelhecem parados não acompanham. O que esta conta não faz Soma só o que você digitou . Pneu, correia, embreagem e bateria não entram sozinhos: ou vão em "outros", ou ficam de fora do resultado. Não é o custo de ter o carro — IPVA, seguro, licenciamento, combustível e depreciação estão fora, e a depreciação costuma ser maior que tudo isto somado. E não projeta o ano que vem: carro que envelhece não repete a mesma soma. ### A mesma lista de serviços diluída em quilometragens diferentes | Km por ano | Custo anual | Custo mensal | Custo por km | | --- | --- | --- | --- | | 8.000 | R$ 2.300 | R$ 191,67 | R$ 0,288 | | 12.000 | R$ 2.300 | R$ 191,67 | R$ 0,192 | | 20.000 | R$ 2.300 | R$ 191,67 | R$ 0,115 | | 30.000 | R$ 2.300 | R$ 191,67 | R$ 0,077 | | 40.000 | R$ 2.300 | R$ 191,67 | R$ 0,058 | ### Perguntas frequentes - **Quanto custa a manutenção de um carro por ano?** Depende do carro, do uso e da oficina — por isso todos os campos são seus. Com a lista de exemplo desta página o total é R$ 2.300 por ano, ou R$ 191,67 por mês, e esses valores de partida estão marcados como não confirmados em fonte primária. - **Quanto a manutenção pesa em cada quilômetro?** Com R$ 2.300 por ano e 12.000 km rodados, R$ 0,192 por km. Rodando 30.000 km com a mesma despesa, cai para R$ 0,077. - **O pneu entra nessa conta?** Não entra sozinho. Ou você rateia o jogo por ano e coloca em "outros", ou usa a calculadora de custo por km de pneu, que trata o jogo pela vida útil dele em vez de por ano. - **Qual item de manutenção mais pesa?** Na lista de exemplo, revisão, com R$ 700 de R$ 2.300. Na sua lista pode ser outro — o resultado aponta qual é assim que você digita os seus valores. - **Esse é o custo total de ter um carro?** Não. Falta IPVA, licenciamento, seguro, combustível e depreciação. Só a manutenção deste exemplo já dá R$ 191,67 por mês, e ela costuma ser a menor das parcelas grandes. ## Revisão programada: quanto custa até o fim do plano URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/revisao-programada-quanto-custa/ Calcule quantas revisões programadas você fará no horizonte que pretende rodar, o custo total e a provisão anual. Quantas revisões cabem nos próximos quilômetros que você pretende rodar, quanto elas somam e quanto isso significa por ano. A conta respeita a marca do seu hodômetro, não um múltiplo redondo. ### Como o cálculo é feito A próxima revisão é o próximo múltiplo do intervalo acima da sua quilometragem atual . A partir dela, conta-se quantos múltiplos cabem até o fim do horizonte, e o total é esse número vezes o custo de cada revisão. A provisão anual é o total dividido pelos anos que o horizonte leva a ser rodado. Com os valores preenchidos — 23.400 km hoje, revisão a cada 10.000 km a R$ 700, rodando 12.000 km por ano e com 60.000 km pela frente — a próxima revisão cai em 30.000 km , faltam 6.600 km (cerca de 6,6 meses), cabem 6 revisões no período, somando R$ 4.200 — ou R$ 840 por ano de provisão ao longo dos 5 anos. Por que a fase do hodômetro importa A próxima revisão não é "hodômetro mais um intervalo". Com 23.400 km e intervalo de 10.000 km ela não cai em 33.400 km, e sim em 30.000 km — o próximo múltiplo do plano. Faltam 6.600 km, não 10.000, e isso muda em 3.400 km a data que você reserva o dinheiro. Na contagem do período, a fase também decide. Aqui cabem 6 revisões, o mesmo que a divisão simples do horizonte pelo intervalo daria. Mas basta o carro estar em cima de um múltiplo para os dois números se separarem: com 20.000 km redondos, a revisão vence agora e cabem 7 revisões no mesmo horizonte, somando R$ 4.900 — R$ 700 a mais de provisão que o carro deste exemplo. Por isso a conta parte do seu odômetro, e não de uma marca redonda. O intervalo do plano é o do seu manual Planos de revisão programada usam marcos diferentes conforme a montadora e o motor. A tabela abaixo mostra o mesmo carro e o mesmo horizonte sob quatro intervalos: de 6 revisões a 2, e de R$ 840 a R$ 280 por ano. O campo é editável e vem marcado em revisão porque a única fonte que vale aqui é o manual do seu carro. O que esta conta não faz Usa um custo único por revisão . Na prática a revisão de 40.000 km costuma custar mais que a de 10.000, porque entram velas, fluido de freio e às vezes correia — esse degrau não está modelado, e a saída é digitar a média do plano. Também não corrige preço de peça e mão de obra ao longo do período, não inclui o que for encontrado fora do escopo da revisão, e não trata a revisão por tempo: aqui o relógio é o hodômetro. ### Quantas revisões cabem em 60.000 km, conforme o intervalo do manual | Intervalo do manual | Próxima revisão | Revisões no horizonte | Custo total | Média por ano | | --- | --- | --- | --- | --- | | 10.000 km | 30.000 km | 6 | R$ 4.200 | R$ 840 | | 15.000 km | 30.000 km | 4 | R$ 2.800 | R$ 560 | | 20.000 km | 40.000 km | 3 | R$ 2.100 | R$ 420 | | 30.000 km | 30.000 km | 2 | R$ 1.400 | R$ 280 | ### Perguntas frequentes - **Quanto vou gastar de revisão nos próximos 60.000 km?** Com revisão a cada 10.000 km custando R$ 700, são 6 revisões e R$ 4.200 no total — R$ 840 por ano rodando 12.000 km. - **Quando cai a minha próxima revisão?** No próximo múltiplo do intervalo acima do seu hodômetro. Com 23.400 km e intervalo de 10.000 km, em 30.000 km — faltam 6.600 km, ou cerca de 6,6 meses no seu ritmo. - **Quanto devo guardar por mês para a revisão?** A provisão anual deste exemplo é R$ 840, o que dá R$ 70 por mês. Guardar por mês evita que a revisão apareça como despesa inesperada num mês só. - **Vale a pena o plano de revisão do fabricante?** Esta página não responde isso: ela soma o que o plano custa no seu horizonte. Compare o total daqui — R$ 4.200 no exemplo — com o orçamento da oficina independente para os mesmos 6 serviços, e considere que a garantia costuma exigir o plano. - **Por que o intervalo não vem preenchido com o valor certo?** Porque não existe um valor certo único. Com 15.000 km este mesmo exemplo dá 4 revisões e R$ 2.800; com 10.000 km, 6 e R$ 4.200. O manual do seu carro decide. ## Correia dentada: quando trocar e quanto provisionar URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/correia-dentada-quando-e-quanto/ Descubra quanto falta para trocar a correia dentada pelos dois relógios do manual e quanto provisionar por ano para o serviço. A correia vence por quilometragem ou por idade, o que vier primeiro — e quem roda pouco troca por idade, com uma fração da quilometragem do manual. Isso muda o custo por quilômetro. ### Como o cálculo é feito Como na troca de óleo, são dois relógios , um de quilometragem e outro de idade, e vale o que vencer primeiro. A diferença é a provisão: o custo do serviço não é dividido pelo intervalo do manual, e sim pela vida efetiva — a menor entre "quantos anos eu levo para rodar o intervalo" e o limite de idade do manual. Com os valores preenchidos — 78.000 km hoje, última troca em 30.000 km e há 5 anos, intervalo de 60.000 km ou 6 anos, serviço de R$ 1.200 e 12.000 km por ano — a correia está a 83,3% da vida , vencendo antes pelo tempo: faltam 12.000 km ou 1 ano. A vida efetiva é de 5 anos, o que dá R$ 240 por ano e R$ 0,02 por quilômetro. Quem roda pouco paga mais por quilômetro É o achado desta página. Rodando 4.000 km por ano, o limite de idade chega muito antes do de quilometragem: a correia é trocada com 24.000 km em vez dos 60.000 do manual, e o mesmo serviço de R$ 1.200 sai por R$ 0,05 por km — contra R$ 0,02 de quem roda 20.000 km por ano. Dividir o serviço pelo intervalo do manual esconderia isso. Os dois intervalos são campo, e divergem muito Fabricantes publicam a troca da correia em marcos diferentes, e alguns motores nem usam correia dentada — usam corrente, que segue outro regime. Os dois campos de intervalo abrem marcados em revisão : o número que vale é o do manual do seu motor, não o desta página. O que esta conta não faz Não sabe se o seu motor é de interferência , aquele em que a correia arrebentada destrói válvula e pistão. O prejuízo de atrasar não entra em nenhuma linha do resultado, e ele é de outra ordem de grandeza. O custo do serviço precisa ser o do kit completo com mão de obra: só a peça subestima muito. E motor com corrente em banho de óleo não segue este modelo. ### Quem roda pouco troca a correia por idade — e paga mais caro por quilômetro | Km por ano | Vida efetiva | Km até a troca real | Provisão por ano | Custo por km | | --- | --- | --- | --- | --- | | 4.000 | 6 anos | 24.000 km | R$ 200 | R$ 0,05 | | 8.000 | 6 anos | 48.000 km | R$ 200 | R$ 0,025 | | 12.000 | 5 anos | 60.000 km | R$ 240 | R$ 0,02 | | 20.000 | 3 anos | 60.000 km | R$ 400 | R$ 0,02 | | 30.000 | 2 anos | 60.000 km | R$ 600 | R$ 0,02 | ### Perguntas frequentes - **Com quantos km trocar a correia dentada?** Com o que o manual do seu motor disser, e valendo também o limite de idade. No exemplo desta página, com intervalo de 60.000 km ou 6 anos, faltam 12.000 km mas só 1 ano. - **Preciso trocar a correia mesmo com o carro rodando pouco?** Sim, porque a borracha resseca parada. Quem roda 4.000 km por ano troca com 24.000 km rodados, bem antes dos 60.000 km do intervalo de quilometragem. - **Quanto guardar por mês para a correia dentada?** A provisão do exemplo é R$ 240 por ano, ou R$ 20 por mês, para um serviço de R$ 1.200 a cada 5 anos. - **Quanto custa a correia dentada por quilômetro?** R$ 0,02 por km no exemplo, rodando 12.000 km por ano. Rodando 8.000 km por ano o mesmo serviço custa R$ 0,025 por km, porque a troca chega por idade antes de a correia rodar o intervalo. - **O orçamento deve incluir o quê?** Correia, tensor, rolamentos, bomba d'água quando ela é acionada pela correia, e a mão de obra. Digitar só o preço da correia subestima a provisão e é o erro mais comum nessa conta. ## Custo de manutenção por idade do carro URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-de-manutencao-por-idade/ Projete quanto a manutenção do seu carro custa conforme ele envelhece, com acréscimo composto ao ano e o acumulado dos cinco anos seguintes. A manutenção não cresce em linha reta: ela cresce composta. Oito por cento ao ano durante cinco anos não é 40% a mais, é quase 47%. ### Como o cálculo é feito custo do ano = custo do carro novo × (1 + acréscimo) idade . O acréscimo é composto, não linear: ele incide sobre o custo do ano anterior, e não sobre a base. Com os valores preenchidos — R$ 1.200 por ano no carro novo, 8% de acréscimo ao ano e 5 anos de idade — o custo deste ano é R$ 1.763,19 , o do ano que vem é R$ 1.904,25, e os cinco anos seguintes somam R$ 10.343,95. Diluído em 12.000 km por ano, dá R$ 0,147 por quilômetro. Composto contra linear: a diferença aparece rápido A conta linear diria que 8% durante 5 anos soma 40% e levaria a R$ 1.680. A composta dá R$ 1.763,19 — e a distância cresce: aos 12 anos, a composta chega a R$ 3.021,8, contra R$ 2.352 da linear. O percentual de acréscimo não tem fonte, e o campo diz isso Procuramos curva pública de custo de manutenção por idade de veículo no Brasil com metodologia aberta e não achamos. O campo abre em 8% ao ano como ponto de partida marcado em revisão , e a melhor fonte para ele é o seu próprio histórico: pegue o que você gastou há três anos e o que gastou no ano passado, e a razão entre os dois já diz mais que qualquer média. O que esta conta não faz A curva real não é lisa . Ela dá saltos nas revisões grandes — correia, embreagem, suspensão, ar-condicionado — e depois volta a um patamar baixo. Este modelo suaviza esses saltos numa média, o que serve para provisionar, não para prever o mês. Também não considera modelo, disponibilidade de peça, se o carro é importado, nem o efeito de uma peça grande trocada recentemente, que derruba o custo dos anos seguintes. ### A mesma base anual, envelhecida com acréscimo composto | Idade do carro | Custo do ano | Custo por km | Soma dos 5 anos seguintes | | --- | --- | --- | --- | | 0 anos | R$ 1.200 | R$ 0,1 | R$ 7.039,92 | | 3 anos | R$ 1.511,65 | R$ 0,126 | R$ 8.868,27 | | 5 anos | R$ 1.763,19 | R$ 0,147 | R$ 10.343,95 | | 8 anos | R$ 2.221,12 | R$ 0,185 | R$ 13.030,4 | | 10 anos | R$ 2.590,71 | R$ 0,216 | R$ 15.198,66 | | 12 anos | R$ 3.021,8 | R$ 0,252 | R$ 17.727,72 | ### Perguntas frequentes - **A manutenção aumenta quanto por ano com a idade do carro?** Não publicamos esse percentual como referência porque não achamos fonte pública com metodologia aberta. O campo abre em 8% ao ano só como ponto de partida — com ele, um carro de 5 anos custa R$ 1.763,19 contra os R$ 1.200 do primeiro ano. - **Quanto vou gastar de manutenção nos próximos 5 anos?** Com a base e o acréscimo do exemplo, R$ 10.343,95 somando os cinco anos seguintes — uma média de R$ 2.068,79 por ano, acima do custo do ano atual porque cada ano é mais caro que o anterior. - **Vale a pena manter um carro de 10 anos?** A conta de manutenção sozinha não decide isso, mas dá um lado da balança: aos 10 anos o exemplo custa R$ 2.590,71 por ano, contra R$ 1.511,65 aos 3. Do outro lado está a depreciação, que num carro velho já é pequena. - **Por que o cálculo é composto e não linear?** Porque o acréscimo incide sobre o custo do ano anterior. Em 5 anos a 8% a linear daria R$ 1.680 e a composta dá R$ 1.763,19. A diferença é pequena no começo e não para de crescer. - **Quanto a manutenção de um carro velho pesa por quilômetro?** No exemplo, R$ 0,147 por km aos 5 anos rodando 12.000 km por ano, contra R$ 0,1 no primeiro ano. ## Vale a pena consertar ou vender o carro URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/vale-a-pena-consertar-ou-vender/ Compare o custo do conserto com o que ele acrescenta ao valor do carro e com o desembolso de trocar por outro, sem regra de bolso. Esta página mostra quanto o conserto representa do valor do carro e o que ele acrescenta em dinheiro — e não usa o percentual como limiar, porque a regra popular dos 50% não tem fonte. ### Como o cálculo é feito São duas comparações independentes, e a página publica as duas: ganho ao consertar = valor consertado − valor hoje − custo do conserto . Positivo significa que o conserto acrescenta ao carro mais do que custa. diferença = desembolso para trocar − custo do conserto . Positivo significa que trocar sai mais caro que consertar. O percentual do valor = custo do conserto ÷ valor do carro hoje é informação de contexto, e só isso. Com os valores preenchidos — conserto de R$ 6.000, carro valendo R$ 24.000 com o defeito e R$ 32.000 consertado, e R$ 15.000 de desembolso para trocar — o conserto equivale a 25% do valor , acrescenta R$ 2.000 ao carro, e trocar por outro custa R$ 9.000 a mais. Por que este site não publica o limiar dos 50% A regra "não conserte se passar de metade do valor do carro" circula em toda parte e não tem fonte primária — não vem de fabricante, de órgão regulador nem de estudo com metodologia pública. Ela não está no código desta calculadora, não aparece como faixa colorida e não muda nenhuma resposta. Publicá-la seria transformar um ditado em critério financeiro, que é exatamente o que este site existe para não fazer. E ela erra nos dois sentidos, com os números desta própria página. Um conserto de R$ 13.000 é 54,2% do valor — passou do limiar, e a regra mandaria não consertar — e ainda assim trocar por outro custaria R$ 2.000 a mais que consertar. No sentido oposto, um conserto de R$ 9.000 é só 37,5% do valor — bem abaixo do limiar — e mesmo assim destrói R$ 1.000 de valor, porque o carro consertado não vale o que o conserto custou. O percentual não sabe nada sobre o preço de revenda, e é o preço de revenda que decide. O que esta conta não faz Não avalia risco nem o que vem depois: o carro consertado pode quebrar de novo no mês seguinte, e isso não está em nenhum número. Não inclui transferência, IPVA e seguro do carro novo, tempo parado na oficina, garantia do serviço, nem o valor de conhecer o histórico do próprio carro — que é real e não aparece em planilha. E não decide por você: ela publica as duas comparações e o percentual, e a escolha continua sendo sua. ### O percentual do valor e a comparação financeira não apontam para o mesmo lado | Custo do conserto | Do valor do carro | Ganho ao consertar | Trocar custa a mais | | --- | --- | --- | --- | | R$ 3.000 | 12,5% | R$ 5.000 | R$ 12.000 | | R$ 6.000 | 25% | R$ 2.000 | R$ 9.000 | | R$ 9.000 | 37,5% | − R$ 1.000 | R$ 6.000 | | R$ 12.000 | 50% | − R$ 4.000 | R$ 3.000 | | R$ 13.000 | 54,2% | − R$ 5.000 | R$ 2.000 | | R$ 15.000 | 62,5% | − R$ 7.000 | R$ 0 | ### Perguntas frequentes - **Vale a pena consertar um carro que custa mais da metade do valor dele?** O site não usa esse limiar porque ele não tem fonte. Nos números desta página, um conserto de R$ 13.000 equivale a 54,2% do valor — acima da metade — e ainda assim sai R$ 2.000 mais barato que trocar de carro. - **Como saber se compensa consertar ou vender?** Compare duas coisas. Quanto o conserto acrescenta ao carro — no exemplo, R$ 2.000 — e quanto custaria trocar por outro: R$ 9.000 a mais que o conserto. As duas podem apontar para lados diferentes, e aí a decisão é sua. - **O conserto sempre aumenta o valor de revenda?** Não na mesma proporção do que custou. Um conserto de R$ 9.000 neste exemplo deixa o carro valendo R$ 32.000, ou seja R$ 1.000 a menos do que a soma do valor com defeito e do orçamento. - **O que colocar em desembolso para trocar por outro?** O que efetivamente sai do bolso: preço do outro carro menos o que você recebe pelo atual no estado em que está. No exemplo são R$ 15.000. Deixando esse campo em zero, a página responde só pela valorização. - **Por que o resultado não diz simplesmente sim ou não?** Porque as duas comparações do exemplo dão respostas de sinais diferentes conforme o orçamento: a 25% o conserto acrescenta R$ 2.000 e trocar custa R$ 9.000 a mais. Cabe a você pesar risco, prazo e o que fazer com o carro depois. ## Economia com manutenção preventiva URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/economia-com-manutencao-preventiva/ Compare o custo anual da manutenção preventiva com o da corretiva, com os seus próprios números, e veja a diferença acumulada no período. Compara dois cenários anuais que você preenche: o de quem faz manutenção em dia e o de quem conserta quando quebra. O site não inventa o percentual de economia — ele sai dos seus dois números. ### Como o cálculo é feito diferença por ano = custo corretivo − custo preventivo . O total do período é essa diferença vezes os anos, e o percentual é a diferença dividida pelo custo do cenário corretivo — ou seja, quanto do gasto de quem só conserta depois de quebrar deixaria de existir. Com os valores preenchidos — R$ 1.800 por ano no cenário preventivo e R$ 2.600 no corretivo, em 5 anos — a diferença é R$ 800 por ano , R$ 4.000 no período, o que representa 30,8% do cenário corretivo. Os dois cenários são seus, e é isso que torna a conta honesta Frases como "a preventiva economiza 30%" circulam sem origem verificável. Procuramos e não achamos fonte brasileira firme para um percentual de economia da manutenção preventiva, então o site não estima nenhum dos dois cenários : os dois são campos, preenchidos por quem tem os dois orçamentos ou o próprio histórico. Os valores que abrem a página são exemplo, vêm marcados em revisão , e o percentual do resultado é consequência do que você digitou — não uma média que alguém publicou. A conta admite que a preventiva perca A tabela abaixo inclui de propósito um cenário em que a preventiva sai mais cara: com R$ 2.400 de preventiva contra R$ 1.800 de corretiva, a diferença é − R$ 600 por ano — a favor da corretiva. Uma calculadora que só soubesse dar resultado positivo não seria uma calculadora, seria uma peça de convencimento. O que esta conta não faz Compara só desembolso . Fora do número ficam carro parado, guincho, viagem perdida, o risco de pane em lugar ruim, o efeito do histórico de revisões na revenda e a segurança — freio e pneu em dia não aparecem em nenhuma coluna e são o motivo mais forte da preventiva. Também supõe os dois custos constantes ao longo do período, o que ignora o encarecimento natural da manutenção com a idade do carro. ### Cenários de quem já tem os dois números — inclusive os em que a preventiva perde | Preventiva por ano | Corretiva por ano | Diferença por ano | Em 5 anos | Economia | | --- | --- | --- | --- | --- | | R$ 1.200 | R$ 1.500 | R$ 300 | R$ 1.500 | 20% | | R$ 1.800 | R$ 2.600 | R$ 800 | R$ 4.000 | 30,8% | | R$ 2.400 | R$ 2.400 | R$ 0 | R$ 0 | 0% | | R$ 2.400 | R$ 1.800 | − R$ 600 | − R$ 3.000 | − 33,3% | | R$ 3.000 | R$ 5.200 | R$ 2.200 | R$ 11.000 | 42,3% | ### Perguntas frequentes - **Quanto se economiza com manutenção preventiva?** Depende inteiramente dos seus dois cenários — o site não publica um percentual médio porque não achou fonte para ele. Com o exemplo desta página, R$ 1.800 contra R$ 2.600 por ano, a diferença é R$ 800 por ano, ou 30,8%. - **Como calcular se a manutenção preventiva compensa no meu caso?** Some o que você gastaria por ano seguindo o manual, some o que gastou por ano consertando depois que quebrou, e subtraia. No exemplo, R$ 800 por ano e R$ 4.000 em 5 anos. - **A manutenção preventiva pode sair mais cara?** Pode, e a tabela mostra um caso: R$ 2.400 de preventiva contra R$ 1.800 de corretiva dá − R$ 600 por ano a favor da corretiva. Em carro de baixo valor e pouco uso isso acontece. - **O que entra no cenário corretivo?** Tudo o que você paga por consertar depois da falha: peça, mão de obra, guincho, diária de oficina e o que for danificado junto. É a soma do ano, não o valor de um evento. - **Quanto isso dá em cinco anos?** Com a diferença de R$ 800 por ano do exemplo, R$ 4.000 em 5 anos. Se os seus dois números forem R$ 3.000 e R$ 5.200, sobem para R$ 11.000. # Motorista de aplicativo ## Calculadora de lucro líquido do motorista de aplicativo URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/lucro-liquido-do-motorista-app/ Calcule o lucro líquido real de uma semana de aplicativo, já descontada a taxa da plataforma e o custo por km de rodar. O extrato mostra o bruto. Esta página tira a taxa da plataforma e o custo de rodar e mostra o que sobrou de verdade — por hora e por quilômetro. ### Como o cálculo é feito São duas subtrações em cima do bruto: receita líquida = bruto − bruto × taxa da plataforma lucro = receita líquida − km rodados × custo por km Com os valores preenchidos — R$ 2.000 de bruto, 1.000 km, 25% de taxa e R$ 1,05 por km — a plataforma fica com R$ 500 , rodar custa R$ 1.050 e sobram R$ 450 . Em 50 horas logadas, isso é R$ 9 por hora — contra R$ 40 por hora de bruto, que é o número que o motorista costuma repetir. A margem sobre o bruto fica em 22,5%. Os dois campos que o site não finge saber A taxa da plataforma abre marcada como em revisão : procuramos percentual oficial nas páginas de ajuda e nos termos de uso da Uber, da 99 e da inDrive, em comunicados das próprias empresas, no IPEA, na PNAD/IBGE e em processos do CADE, e nenhuma delas publica um número estável e verificável. Ele varia por cidade, por categoria, por promoção e por motorista. Os 25% que abrem aqui são ponto de partida — o seu está no extrato. O custo por km não é chute: é resultado de outra calculadora. Só de combustível, a 11 km/L e com a gasolina a R$ 6,31 o litro, o quilômetro sai por R$ 0,574. O custo honesto de rodar soma a esse número a manutenção, os pneus, o seguro, o IPVA e a depreciação, e é por isso que o campo abre em R$ 1,05 e não no valor do combustível. O que esta conta não faz Ela não separa custo fixo de variável: o custo por km chega como um número só, e herda a quilometragem que foi usada para diluir os fixos na outra calculadora. Rodar menos do que o previsto lá faz o custo real por km subir, e esta conta não percebe. Ela também não desconta imposto de renda, INSS ou DAS do MEI, nem aluguel de veículo. E hora logada não é hora com passageiro : informar só o tempo de corrida infla o líquido por hora. Para o fechamento do mês inteiro, com depreciação e impostos na mesma tela, use quanto sobra depois de tudo . ### O que sobra da semana conforme o bruto, rodando os mesmos km | Bruto na semana | Taxa da plataforma | Custo de rodar | Sobra | Por hora | | --- | --- | --- | --- | --- | | R$ 1.200 | R$ 300 | R$ 1.050 | R$ -150 | R$ -3 | | R$ 1.600 | R$ 400 | R$ 1.050 | R$ 150 | R$ 3 | | R$ 2.000 | R$ 500 | R$ 1.050 | R$ 450 | R$ 9 | | R$ 2.400 | R$ 600 | R$ 1.050 | R$ 750 | R$ 15 | | R$ 3.000 | R$ 750 | R$ 1.050 | R$ 1.200 | R$ 24 | ### Perguntas frequentes - **Quanto sobra por hora para um motorista de aplicativo?** Depende do bruto, dos km e do custo por km — não existe número universal. No exemplo desta página, R$ 2.000 de bruto em 50 horas e 1.000 km deixam R$ 9 por hora, contra R$ 40 por hora de bruto. - **Como calcular o lucro real descontando a taxa do aplicativo?** Tire primeiro a taxa do bruto e só depois o custo de rodar. Com 25% sobre R$ 2.000, ficam R$ 1.500 na sua mão; rodar 1.000 km a R$ 1,05 consome R$ 1.050, e o que resta é R$ 450. - **Qual é a taxa que a Uber e a 99 cobram?** O site não crava esse número: procuramos nas páginas oficiais das plataformas, no IPEA, no IBGE e no CADE e nenhuma publica percentual estável e verificável. O campo abre em 25% como ponto de partida e está marcado "em revisão" — o seu percentual efetivo sai da divisão entre o que você recebeu e o que o passageiro pagou, no extrato. - **Devo contar os km indo buscar o passageiro?** Sim, todos eles. No exemplo, 1.000 km custam R$ 1.050 independentemente de quantos foram pagos. Quanto do seu km é deslocamento não remunerado aparece em vale a pena essa corrida. - **Por que minha margem parece tão baixa?** Porque o bruto embute a taxa e o custo de rodar. No exemplo a margem sobre o bruto é de 22,5%: de cada R$ 100 faturados, R$ 25 vão para a plataforma e R$ 52,5 para o carro. ## Vale a pena essa corrida? URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/vale-a-pena-essa-corrida/ Descubra se uma corrida de aplicativo dá lucro ou prejuízo somando o deslocamento até o passageiro, que não é remunerado. O km até o passageiro custa igual ao km com passageiro e não é pago por ninguém. É isso que faz corrida curta com busca longa dar prejuízo — e é isso que a tela do aplicativo não mostra. ### Como o cálculo é feito A conta tem uma soma que a tela do aplicativo não faz: km total = km até o passageiro + km da corrida custo = km total × custo por km lucro = valor da corrida × (1 − taxa) − custo O km até o passageiro conta no custo e não é remunerado Com os valores preenchidos, o app oferece R$ 12 por uma corrida de 4 km, mas o passageiro está a 6 km. Você roda 10 km , e 60% deles ninguém paga : só chegar até a porta custa R$ 6,3 — mais do que o trecho pago, que custa R$ 4,2. A plataforma retém R$ 3 e chegam R$ 9 na sua mão. Rodar custou R$ 10,5. O resultado é R$ -1,5 — ou seja, R$ 1,5 de prejuízo, o equivalente a R$ -3 por hora. Para essa corrida empatar, o app teria de oferecer R$ 14 . A mesma corrida , pelo mesmo valor, com o passageiro na esquina em vez de a 6 km, dá R$ 4,8 de lucro. Não foi o preço que mudou: foi a distância de busca. A tabela abaixo percorre essa distância km a km e mostra em que ponto o sinal vira. O que esta conta não faz O ganho por hora usa apenas os minutos informados. Se você preencher só o tempo com o passageiro a bordo, o deslocamento fica fora do relógio e o número sai otimista — preencha da aceitação à finalização. Ela também não avalia posição : uma corrida ruim que termina numa região de alta demanda pode compensar, e uma boa que termina longe de tudo pode não compensar. Isso é julgamento seu, não conta. E a taxa entra como percentual do valor da corrida; em modelos em que a plataforma define direto o seu ganho, use o percentual efetivo que você apurar no extrato. ### A mesma corrida, mudando só a distância até o passageiro | Km até o passageiro | Km total rodado | Custo da corrida | Lucro | Por hora | | --- | --- | --- | --- | --- | | 0 km | 4 km | R$ 4,2 | R$ 4,8 | R$ 9,6 | | 2 km | 6 km | R$ 6,3 | R$ 2,7 | R$ 5,4 | | 4 km | 8 km | R$ 8,4 | R$ 0,6 | R$ 1,2 | | 6 km | 10 km | R$ 10,5 | R$ -1,5 | R$ -3 | | 8 km | 12 km | R$ 12,6 | R$ -3,6 | R$ -7,2 | ### Perguntas frequentes - **Como saber se uma corrida de aplicativo vale a pena?** Some o deslocamento até o passageiro aos km da corrida antes de dividir. No exemplo, R$ 12 por 4 km com 6 km de busca dá prejuízo de R$ 1,5, porque você roda 10 km e recebe por 4. - **Por que corrida curta com busca longa dá prejuízo?** Porque o custo acompanha o km total e a receita acompanha só o km pago. No exemplo, 60% dos km rodados não são remunerados, e só o deslocamento de busca custa R$ 6,3 — de uma corrida que deposita R$ 9 líquidos. - **Qual o valor mínimo que uma corrida precisa pagar?** O suficiente para cobrir o custo dos km totais depois da taxa. Nesta corrida o mínimo para empatar é R$ 14; qualquer oferta abaixo disso significa pagar para trabalhar. - **Quanto custa ir buscar o passageiro?** O mesmo que qualquer outro quilômetro: combustível, desgaste e depreciação. A R$ 1,05 por km, os 6 km de busca do exemplo custam R$ 6,3 — e nenhuma parte disso aparece na tela da oferta. - **A mesma corrida pode valer a pena em outro momento?** Sim, se o deslocamento mudar. A corrida do exemplo dá R$ 1,5 de prejuízo com 6 km de busca e R$ 4,8 de lucro com o passageiro na porta. O valor ofertado é o mesmo nos dois casos. - **Como calcular o ganho por hora de uma corrida?** Divida o lucro pelo tempo total, da aceitação à finalização. No exemplo, R$ 1,5 negativos em 30 minutos equivalem a R$ -3 por hora. ## Meta diária do motorista de aplicativo URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/meta-diaria-do-motorista/ Calcule quantos km e quantas horas são necessários para bater a sua meta de lucro diário rodando por aplicativo. Quantos quilômetros e quantas horas para levar para casa o valor que você precisa. E, quando a conta não fecha, a página diz por que em vez de mandar rodar o impossível. ### Como o cálculo é feito Tudo se decide numa linha: sobra por km = receita por km × (1 − taxa) − custo por km km necessários = meta ÷ sobra por km Com os valores preenchidos — R$ 2,4 de receita bruta por km, 25% de taxa e R$ 1,05 de custo — chegam R$ 1,8 por km na sua mão e sobram R$ 0,75 por km . Para uma meta de R$ 150, são 200 km , que a 20 km/h de média levam 10 horas e exigem R$ 480 de faturamento bruto. Os dois casos em que a página se recusa a responder 1. Cada km dá prejuízo. Se a receita por km, depois da taxa, não cobre o custo por km, não existe quilometragem que alcance a meta — rodar mais só aumenta o buraco. Com receita de R$ 1,2 por km e o mesmo custo, a sobra por km fica em R$ -0,15 : negativa. A calculadora devolve travessão no lugar dos km e diz que a meta não existe. O caminho é derrubar o custo por km ou subir a receita por km, não rodar mais. 2. A meta não cabe em 24 horas. A sobra por km pode ser positiva e ainda assim pequena demais. Com receita de R$ 1,8 por km, sobram R$ 0,3 por km — e a meta de R$ 150 exigiria 500 km e 25 horas de rua. A conta está aritmeticamente certa e é inútil como resposta: o dia tem 24 horas. O corte não é uma jornada arbitrada pelo site — é o relógio. O que esta conta não faz A receita por km é uma média sua , e já embute, sem separar, o km de busca e o de retorno. Se você digitar a tarifa por km que a plataforma anuncia, a meta sai subestimada, porque essa tarifa só vale para o trecho com passageiro. Ela também não modela tarifa dinâmica, hora de pico, nem o fato de a receita por km cair quando se roda muito — as corridas boas acabam primeiro. E a meta é de lucro depois de custo e taxa, mas antes de imposto de renda, INSS ou DAS do MEI e de qualquer aluguel de veículo. ### Quanto é preciso rodar para levar a meta para casa, conforme a receita por km | Receita bruta por km | Sobra por km | Km para a meta | Horas | Situação | | --- | --- | --- | --- | --- | | R$ 1,2 | R$ -0,15 | — | — | Cada km dá prejuízo | | R$ 1,8 | R$ 0,3 | 500 km | 25 h | Não cabe em 24 h | | R$ 2 | R$ 0,45 | 333 km | 16,7 h | Dá para fazer | | R$ 2,4 | R$ 0,75 | 200 km | 10 h | Dá para fazer | | R$ 2,8 | R$ 1,05 | 143 km | 7,1 h | Dá para fazer | ### Perguntas frequentes - **Quantos km preciso rodar por dia para ganhar R$ 150 líquidos?** Com receita bruta de R$ 2,4 por km, 25% de taxa e custo de R$ 1,05 por km, sobram R$ 0,75 por km — então são 200 km, ou 10 horas a 20 km/h. - **Quanto preciso faturar bruto para levar a meta para casa?** Bem mais do que a meta. No exemplo, R$ 150 de lucro exigem R$ 480 de faturamento bruto: a diferença é a taxa da plataforma e o custo dos 200 km. - **Por que a calculadora diz que a minha meta é inatingível?** Por um de dois motivos. Ou cada km dá prejuízo — com receita de R$ 1,2 por km a sobra fica em R$ -0,15 —, ou a meta exigiria mais de 24 horas: com R$ 1,8 por km seriam 25 horas de rua. Nos dois casos a resposta certa não é rodar mais. - **Como calcular a minha receita por km?** Divida o bruto de um dia pelos km rodados nesse dia, incluindo deslocamento. É diferente da tarifa anunciada: no exemplo, R$ 2,4 por km bruto viram R$ 1,8 depois da taxa. - **Vale mais a pena rodar mais horas ou reduzir o custo por km?** Reduzir o custo. Cada centavo cortado no custo por km entra inteiro na sobra: no exemplo a sobra é de R$ 0,75 por km, então R$ 0,10 a menos de custo encurta a jornada em cerca de 24 km. ## Calculadora de custo por hora rodando URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-hora-rodando/ Calcule o custo por hora de rodar, separando custo variável por km do custo fixo mensal diluído nas horas trabalhadas. Quanto custa cada hora com o carro na rua, separando o que muda com a quilometragem do que corre igual com o carro parado. Quem roda pouco paga caríssimo por hora. ### Como o cálculo é feito São dois blocos separados de propósito, e a separação é o assunto da página: parte variável por hora = custo variável por km × km por hora parte fixa por hora = custo fixo mensal ÷ horas no mês Com os valores preenchidos — R$ 0,7 por km variável a 20 km/h, e R$ 1.200 de fixo diluídos em 200 horas — a parte variável sai por R$ 14 por hora , a fixa por R$ 6 , e cada hora na rua custa R$ 20 . No mês fecham R$ 4.000. Quem roda pouco paga caríssimo por hora O custo fixo não sabe se o carro está trabalhando: IPVA, seguro, licenciamento, depreciação e parcela correm igual com o carro na garagem. Por isso a parte fixa por hora despenca com o uso e a variável não se mexe. Os mesmos R$ 1.200 por mês valem R$ 15 por hora em 80 horas e R$ 3 por hora em 400 horas — o custo total por hora cai de R$ 29 para R$ 17 sem que nada no carro tenha mudado. Somar tudo num "custo médio por hora" único esconde exatamente isso. O que esta conta não faz Atenção ao contar duas vezes. Se o seu custo por km já vier com os fixos rateados — que é o padrão de uma calculadora de custo por km real —, somar o custo fixo mensal aqui conta IPVA, seguro e depreciação duas vezes. Ou o campo de cima é só variável (combustível, manutenção e pneus), ou o custo fixo mensal fica em zero. É por isso que o primeiro campo desta página pede o custo variável , e não o mesmo número das outras páginas desta categoria. Sem horas informadas não há resposta: não se dilui custo fixo por zero hora, e a página devolve travessão em vez de mostrar só a parte variável — o que seria subestimar o custo com cara de número certo. E o denominador é hora na rua, não hora com passageiro. ### O custo fixo por hora despenca com o uso; o variável não se mexe | Horas na rua no mês | Variável por hora | Fixo por hora | Custo por hora | Custo no mês | | --- | --- | --- | --- | --- | | 80 h | R$ 14 | R$ 15 | R$ 29 | R$ 2.320 | | 120 h | R$ 14 | R$ 10 | R$ 24 | R$ 2.880 | | 200 h | R$ 14 | R$ 6 | R$ 20 | R$ 4.000 | | 300 h | R$ 14 | R$ 4 | R$ 18 | R$ 5.400 | | 400 h | R$ 14 | R$ 3 | R$ 17 | R$ 6.800 | ### Perguntas frequentes - **Quanto custa por hora ter o carro na rua?** Depende de quantas horas você roda. No exemplo desta página, 200 horas por mês dão R$ 20 por hora, sendo R$ 14 de variável e R$ 6 de fixo. - **Por que meu custo por hora sobe quando eu rodo menos?** Porque o custo fixo é o mesmo e há menos horas para dividi-lo. Os R$ 1.200 do exemplo custam R$ 15 por hora em 80 horas e R$ 3 por hora em 400 horas. - **O que entra no custo fixo mensal do carro?** IPVA, licenciamento, seguro, depreciação e a parcela do financiamento — tudo que corre com o carro parado. No exemplo são R$ 1.200 por mês, ou R$ 6 por hora rodada. - **Posso usar aqui o mesmo custo por km das outras calculadoras?** Não sem cuidado. Se aquele número já inclui os fixos rateados, somá-los de novo aqui os conta duas vezes. Nesta página o campo pede o custo variável — no exemplo, R$ 0,7 por km, contra R$ 0,574 que seriam só de combustível a 11 km/L. - **Quanto o carro me custa no mês inteiro?** Somando as duas partes: no exemplo, R$ 2.800 de variável mais R$ 1.200 de fixo dão R$ 4.000 no mês. ## Alugar carro para aplicativo ou rodar com o seu URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/alugar-carro-para-app-vs-carro-proprio/ Compare o custo mensal de alugar um carro para dirigir por aplicativo com o de rodar no seu próprio carro, incluindo depreciação. O aluguel é cobrado por semana e o mês não tem quatro semanas. Corrigido isso, e com a depreciação do carro próprio na conta, a comparação muda de lado conforme o valor do carro que você usaria. ### Como o cálculo é feito Dois custos mensais postos lado a lado: alugando = aluguel semanal × 4,3333 + outros gastos + combustível com o seu carro = depreciação + seguro + IPVA + manutenção + combustível O mês não tem quatro semanas Tem 4,3333 — 52 semanas divididas por 12 meses. Usar 4 subestima o aluguel em 7,7%: os R$ 600 por semana do exemplo são R$ 2.600 por mês , não R$ 2.400. A diferença de R$ 200 por mês é suficiente para inverter a comparação em muitos casos. O combustível entra dos dois lados Quem aluga também abastece: o aluguel cobre o carro, o seguro e a manutenção, não o tanque. Com 3.000 km por mês a 11 km/L e a gasolina a R$ 6,31, são 272,7 litros e R$ 1.720,91 por mês — a mesma parcela nos dois lados, que por isso não desempata nada. Deixá-la só no lado do carro próprio faria o aluguel parecer barato por construção. Com os valores preenchidos, alugar custa R$ 4.420,91 por mês e rodar com o próprio custa R$ 3.579,24 : uma diferença de R$ 841,67 por mês, R$ 10.100,04 no ano. Fora o combustível, que aparece nos dois lados, a maior parcela do carro próprio é a depreciação, R$ 1.000 por mês — que sai de R$ 12.000 no primeiro ano, sobre um carro de R$ 80.000 perdendo 15% ao ano. A depreciação aqui é composta e o que entra é o primeiro ano , que é o mais caro de todos e o que vale para quem está decidindo agora. Nos anos seguintes a parcela em reais cai, e a comparação favorece mais o carro próprio a cada ano. O percentual anual abre marcado como em revisão : a regra dos 20% no primeiro ano circula em toda parte e não tem origem citável, e o site não publica número sem procedência. No resultado, proprio quer dizer o seu carro e aluguel , o alugado — é o rótulo cru que a conta devolve, sem tradução por cima do número. O que esta conta não faz O aluguel não imobiliza capital e o carro próprio sim: os R$ 80.000 parados no carro deixam de render, e custo de oportunidade não entra aqui. Financiamento também não: se o seu carro é financiado, os juros são um custo real que esta conta ignora. O carro próprio pode ser vendido e o aluguel some — o valor residual não aparece como ativo, só como depreciação já descontada. Caução, franquia de km e multa de rescisão variam por contrato e devem ser somados no campo de outros gastos. E o consumo informado é um só para os dois carros, que raramente fazem o mesmo km/L. ### Quanto mais caro o carro que você usaria, mais o aluguel se defende | Valor do carro próprio | Depreciação no mês | Custo com o seu carro | Custo alugando | Mais barato | | --- | --- | --- | --- | --- | | R$ 40.000 | R$ 500 | R$ 3.079,24 | R$ 4.420,91 | Carro próprio | | R$ 80.000 | R$ 1.000 | R$ 3.579,24 | R$ 4.420,91 | Carro próprio | | R$ 120.000 | R$ 1.500 | R$ 4.079,24 | R$ 4.420,91 | Carro próprio | | R$ 160.000 | R$ 2.000 | R$ 4.579,24 | R$ 4.420,91 | Alugado | | R$ 200.000 | R$ 2.500 | R$ 5.079,24 | R$ 4.420,91 | Alugado | ### Perguntas frequentes - **Vale a pena alugar carro para trabalhar em aplicativo?** Depende do valor do carro que você usaria no lugar. No exemplo, alugar custa R$ 4.420,91 por mês contra R$ 3.579,24 do carro próprio de R$ 80.000 — uma diferença de R$ 841,67 por mês. Com um carro bem mais caro, a conta vira. - **Quanto custa por mês um aluguel de R$ 600 por semana?** R$ 2.600, e não R$ 2.400: o mês tem 4,3333 semanas, não quatro. São R$ 200 por mês que somem de quem multiplica por 4. - **A depreciação do meu carro conta mesmo como custo?** Conta, e costuma ser a maior parcela do lado do carro próprio: no exemplo são R$ 1.000 por mês, ou R$ 12.000 no primeiro ano. Ela não tem boleto, mas aparece inteira no dia da revenda. - **O aluguel já inclui o combustível?** Não. O aluguel cobre o carro, o seguro e a manutenção; o tanque é seu nos dois cenários. No exemplo, os 3.000 km do mês custam R$ 1.720,91 de combustível, tanto alugando quanto no carro próprio. - **Quanto custa cada km rodado alugando?** No exemplo, R$ 1,474 por km alugando contra R$ 1,193 com o carro próprio, considerando 3.000 km por mês. Rodar mais dilui o aluguel e aproxima os dois números. ## Quanto sobra depois de tudo URL: https://exemplo.pages.dev/calculadoras/quanto-sobra-depois-de-tudo/ Veja para onde vai o faturamento do mês como motorista de aplicativo e quanto sobra depois da taxa, do combustível, da manutenção e da depreciação. O fechamento do mês com todas as linhas na mesma tela. O combustível se paga no posto toda semana e por isso é sentido; a depreciação não tem boleto e por isso é esquecida — e costuma ser maior. ### Como o cálculo é feito Não há estimativa nenhuma aqui: cada linha é um campo seu. A única conta é a taxa, e ela sai de um percentual que você informa. líquido = bruto − (taxa + combustível + manutenção + depreciação + impostos + outros) Com os valores preenchidos, R$ 6.500 de bruto viram R$ 1.040 : R$ 5.460 foram embora, e a margem sobre o bruto é de 16%. Cada linha é arredondada antes de somar, de modo que a soma das partes impressas dá exatamente o total impresso. A linha que ninguém desconta O maior desconto do mês, com estes valores, é Depreciação : R$ 1.650, ou 25,4% do bruto. Repare no que isso significa: a depreciação, R$ 1.650 por mês, é maior que o combustível , R$ 1.450 — e é a única das duas que não chega como boleto nem como bomba de gasolina. O combustível é pago no posto duas ou três vezes por semana, com o cartão na mão: ele é sentido. A depreciação acontece em silêncio e só aparece inteira no dia da revenda, quando o carro vale R$ 19.800 a menos do que valia doze meses antes. É por isso que o "ganho" que o motorista declara para si mesmo quase sempre está superestimado: ele desconta o que sente e não desconta o que não sente. O que esta conta não faz Ela não verifica se os itens se sobrepõem. Depreciação e manutenção podem já estar dentro de um custo por km usado em outra página do site; aqui elas são somadas como você as informar. E ela não calcula a depreciação — esse número vem de fora e deve ser composto sobre o valor atual do carro; digitar aqui um valor linear infla o desconto nos anos seguintes. O líquido também não é salário: não tem férias, 13º, FGTS nem INSS embutidos. Empate entre duas linhas é resolvido pela ordem da lista, começando pela taxa da plataforma. ### Para onde vai o bruto do mês, linha a linha | Para onde vai | No mês | % do bruto | | --- | --- | --- | | Taxa da plataforma | R$ 1.625 | 25% | | Combustível | R$ 1.450 | 22,3% | | Manutenção | R$ 400 | 6,2% | | Depreciação | R$ 1.650 | 25,4% | | Impostos | R$ 85 | 1,3% | | Outros | R$ 250 | 3,8% | ### Perguntas frequentes - **Quanto sobra por mês para um motorista de aplicativo?** Com o exemplo desta página — R$ 6.500 de bruto e 25% de taxa — sobram R$ 1.040, uma margem de 16% sobre o bruto. Troque as linhas pelas suas e o número passa a ser o seu. - **Qual é o maior custo de um motorista de aplicativo?** Neste exemplo é depreciação, com R$ 1.650 no mês, ou 25,4% do bruto. A depreciação, R$ 1.650, supera o combustível, R$ 1.450 — e é a que passa despercebida. - **Por que a depreciação conta se eu não pago nada por ela?** Porque você paga de uma vez só, na revenda. R$ 1.650 por mês são R$ 19.800 a menos no valor do carro depois de doze meses — dinheiro que saiu do seu patrimônio sem passar pela sua conta corrente. - **Como calcular quanto sobra depois de todos os descontos?** Some as seis linhas e tire do bruto. No exemplo, R$ 5.460 de descontos sobre R$ 6.500 deixam R$ 1.040. - **Quanto a plataforma leva do meu faturamento no mês?** Com 25% sobre R$ 6.500, são R$ 1.625 no mês. O percentual é campo em revisão: nenhuma plataforma publica um número oficial e estável, e o seu sai do extrato. - **Esse líquido é o meu salário?** Não. R$ 1.040 é o que sobrou do trabalho no mês, sem férias, 13º, FGTS nem INSS. Para comparar com um emprego, esses direitos precisam ser provisionados por fora. # Blog ## Quanto custa manter um carro por mês URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-custa-manter-um-carro-por-mes/ Categoria: custo · Data: 2026-09-07 Calculadora relacionada: Custo mensal do carro (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-mensal-do-carro/) R$ 2.021,48 por mês no carro de referência do site — e R$ 1.197,84 desse total correm mesmo com o carro parado. Manter um carro custa **R$ 2.021,48 por mês** no carro de referência deste site: um veículo de R$ 60.000 que roda 12.000 km por ano, ou 1.000 km por mês. É o custo anual de R$ 24.257,72 repartido em doze parcelas iguais. O valor só serve para alguma coisa quando você vê de onde ele vem. São R$ 1.197,84 de despesa fixa e R$ 823,64 de despesa variável — e as duas metades se comportam de maneiras opostas quando a sua vida muda. Se o seu carro não é esse, [refaça a conta com os seus números na calculadora de custo mensal do carro](/calculadoras/custo-mensal-do-carro/): valor do veículo, quilometragem, consumo, seguro e IPVA são campos editáveis, e o preço do litro que abre o formulário é o da pesquisa da ANP de 30/08 a 05/09/2026. ## O que você paga sem tirar o carro da garagem Do custo mensal, **59,3% não dependem de uso**. Depreciação, seguro, IPVA e licenciamento correm no mês em que você viajou todo fim de semana e no mês em que o carro ficou coberto por uma capa. É a parte da conta que não tem freio. Dentro dela, a maior linha isolada é a que ninguém enxerga: **R$ 750 por mês de depreciação**. Não chega boleto, não passa no cartão, não aparece no extrato. Ela aparece de uma vez só, anos depois, no dia em que você negocia o carro e descobre quanto ele vale. ## Rodar o dobro não custa o dobro Passando de 12.000 para 24.000 km por ano, o custo mensal do exemplo vai de R$ 2.021,48 para **R$ 2.645,11**. Dobrou a quilometragem e a despesa subiu menos de um terço, porque só a metade variável acompanha o hodômetro. A leitura ao contrário é a que costuma surpreender: **dirigir menos economiza pouco**. Cortar metade das viagens mexe em R$ 823,64 do mês, e não nos R$ 2.021,48. Quem quer derrubar o custo de verdade mexe no bloco fixo — carro mais barato, seguro renegociado, ou nenhum carro. ## A parcela do financiamento não entra aqui Se você financiou, a tentação é somar a prestação a esses R$ 2.021,48. Não some. A prestação paga a aquisição do carro, e a depreciação já mede a perda de valor desse mesmo carro: colocar as duas na mesma linha conta o veículo duas vezes. Para orçamento de caixa — quanto sai da conta corrente este mês —, o caminho é outro: some a parcela e tire a depreciação, porque ela não é desembolso. Para decidir se vale a pena ter o carro, use o número cheio, com depreciação e sem parcela. ## Comparando com carro por assinatura A comparação com assinatura só é honesta quando os dois lados cobrem o mesmo escopo. Seguro, IPVA, licenciamento e manutenção — o pacote que a assinatura costuma embutir — somam **R$ 697,84 por mês** no exemplo, fora combustível e fora depreciação. Uma mensalidade de assinatura, portanto, se compara com R$ 697,84 mais a depreciação que você deixaria de pagar, não com o custo mensal inteiro nem só com o que você gasta na bomba. ## O que este número não é Ele é um doze avos do ano, não o extrato de um mês. O IPVA cai em janeiro, o seguro na renovação e o jogo de pneus de uma vez só: nenhum mês real se parece com a média. E ficam de fora estacionamento, pedágio, lavagem, multas e a parcela — despesas que existem, mas variam demais de pessoa para pessoa para entrarem numa média nacional. ## Quanto custa rodar 1 km de carro URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-custa-rodar-1-km-de-carro/ Categoria: custo · Data: 2026-08-31 Calculadora relacionada: Custo por km real (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-real/) R$ 2,021 por quilômetro no carro de referência do site — 3,52 vezes o que a bomba cobra por esse mesmo quilômetro. Rodar um quilômetro custa **R$ 2,021** no carro de referência deste site: um veículo de R$ 60.000, 11 km/L, 12.000 km por ano. Só o combustível desse quilômetro custa R$ 0,574. A diferença entre os dois números é o assunto deste texto. O custo completo é **3,52 vezes** o custo da bomba. Quem faz a conta de cabeça no posto está enxergando pouco mais de um quarto da despesa — 28,4% dela, para ser exato — e chamando isso de "quanto gasto para ir trabalhar". [A calculadora de custo por km real](/calculadoras/custo-por-km-real/) abre com esses valores e todos são editáveis: consumo medido, preço do litro do seu posto, seguro, IPVA, manutenção e quanto o carro vale hoje. O litro que abre o formulário vem da pesquisa da ANP de 30/08 a 05/09/2026. ## A maior parcela não é combustível No ano, o exemplo fecha em R$ 24.257,72. A gasolina responde por R$ 6.883,64 disso. A **depreciação** responde por R$ 9.000 — 37,1% do total, a maior linha isolada da conta. Ela é maior que o combustível e é a única que não passa por caixa nenhum. Você não paga depreciação em janeiro nem em julho: paga inteira no dia em que troca de carro e o valor que te oferecem é menor do que você imaginava. ## Fixo e variável, divididos pelo mesmo quilômetro Dos R$ 2,021 por km, **R$ 1,198 são custo fixo diluído** e R$ 0,824 são custo variável. No ano, isso dá R$ 14.374,08 que correm independentemente do hodômetro contra R$ 9.883,64 que acompanham o uso. É por isso que o custo por quilômetro é uma medida traiçoeira quando comparada entre pessoas. O mesmo carro, com o mesmo seguro e o mesmo IPVA, custa mais por quilômetro na mão de quem roda pouco — porque o bloco fixo se divide por menos quilômetros. ## Para que serve esse número na prática Serve para três decisões concretas. A primeira é aceitar ou recusar reembolso de quilometragem: se a empresa paga por km, R$ 2,021 é a base para você discutir, com a decomposição na mão. A segunda é comparar com aplicativo, ônibus ou bicicleta em um trajeto específico — e aqui vale a ressalva de que só o custo variável, R$ 0,824 por km, some quando você deixa o carro em casa num dia. O fixo continua correndo. A terceira é decidir se vale a pena ter o carro. Essa não se responde por quilômetro: se responde pelo ano, olhando os R$ 24.257,72 inteiros. ## O que a conta não cobre Ela é o retrato de um ano, com o carro no valor de hoje. Para vários anos a depreciação precisa ser composta, e a diferença não é pequena — é o que faz [a calculadora de custo total de propriedade](/calculadoras/custo-total-propriedade-tco/). Ficam de fora juros de financiamento, estacionamento, pedágio, lavagem e multas. E manutenção e pneus entram como média anual, quando a vida real vem em degraus: a revisão grande e a troca de embreagem caem num ano só, e nesse ano o quilômetro custa bem mais que R$ 2,021. Por fim, três campos vêm marcados em revisão porque não têm fonte pública brasileira: a taxa de depreciação, a vida do jogo de pneus e o custo anual de manutenção. Eles são ponto de partida para você editar, não referência para você citar. ## Quanto custa um carro por ano, além da parcela URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-custa-um-carro-por-ano-alem-da-parcela/ Categoria: custo · Data: 2026-08-24 Calculadora relacionada: Quilometragem anual e custo fixo por km (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/quilometragem-anual-e-custo-fixo/) R$ 24.262,08 por ano fora a prestação — e o combustível é a menor das parcelas dessa conta. Fora a prestação, um carro de R$ 60.000 rodando 12.000 km por ano custa **R$ 24.262,08 no ano**. Desse total, R$ 14.374,08 são custo fixo — depreciação, seguro, IPVA e licenciamento — e R$ 9.888 são custo variável, o que anda junto com o hodômetro. A prestação fica fora de propósito. Ela paga a compra do carro, e a depreciação já mede a perda de valor do mesmo bem: somar as duas conta o veículo duas vezes. O que este texto responde é o outro lado, o que ninguém financia e todo mundo paga. [Rode a conta com a sua quilometragem](/calculadoras/quilometragem-anual-e-custo-fixo/) — é o campo que mais muda o resultado, e a calculadora mostra a curva inteira. ## Combustível é a menor parte, e não é por pouco Na conta de custo por km real do mesmo carro, o custo completo é **3,52 vezes** o que se gasta na bomba. A gasolina do ano dá R$ 6.883,64; a depreciação sozinha dá R$ 9.000. O item que você paga toda semana, com o cartão na mão, é menor que o item que você não paga nunca — até vender. É essa inversão que derruba o orçamento doméstico. A pessoa soma os abastecimentos do mês, chega a um número administrável e conclui que o carro é barato. O que ela mediu foi a parcela mais visível de uma conta quatro vezes maior. ## Quem roda pouco paga o quilômetro mais caro Rodando 5.000 km por ano, o mesmo carro sai por **R$ 3,699 por quilômetro**. Rodando 40.000 km, sai por R$ 1,183 — menos da metade. Mesmo seguro, mesmo IPVA, mesma depreciação: o que mudou foi por quantos quilômetros o bloco fixo foi dividido. Só de custo fixo, são R$ 2,875 por km para quem roda 5.000 e R$ 0,359 por km para quem roda 40.000. O carro que fica na garagem não é o carro barato da história; é o mais caro por quilômetro que existe. ## Rodar mais barateia o km e encarece o ano A leitura inversa também precisa ser dita, porque a primeira sozinha engana. Ir de 5.000 para 40.000 km por ano leva o custo anual de R$ 18.494,08 para **R$ 47.334,08**. O que cai é a média por quilômetro; a despesa do ano quase triplica. Então a pergunta útil não é "como baixar meu custo por km", e sim "esse carro, rodando o que eu de fato rodo, custa menos que a alternativa". Compare os R$ 24.262,08 do ano com o que você gastaria de aplicativo, transporte público e aluguel pontual nos mesmos doze meses. ## O que sobra fora desta conta Não entram estacionamento mensal, pedágio, lavagem, multas nem imprevisto de oficina. Também não entra o custo de oportunidade do dinheiro parado no carro, que para quem comprou à vista é real. E o custo fixo aqui é um valor que você informa: ele não reage sozinho ao campo de quilometragem. Na prática, o carro que roda 40.000 km por ano deprecia mais rápido que o que roda 5.000 — quilometragem alta derruba o valor de revenda —, e a conta não captura esse efeito. Ela é otimista com quem roda muito e justa com quem roda a média. Os três campos sem fonte pública brasileira — taxa de depreciação, vida do jogo de pneus e manutenção anual — vêm marcados em revisão, e o registro dessa busca está publicado na página de fontes do site. ## Quanto custa encher o tanque toda semana URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-custa-encher-o-tanque-toda-semana/ Categoria: custo · Data: 2026-08-17 Calculadora relacionada: Gasto mensal com combustível (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/gasto-mensal-combustivel/) R$ 525,83 por mês e R$ 6.310 no ano para quem roda 1.000 km por mês — e por que o número anual é o que decide. Quem roda 1.000 km por mês num carro que faz 12 km/L gasta **R$ 525,83 por mês** de combustível, ou **R$ 6.310 no ano**. São 83,33 litros por mês, com o litro a R$ 6,31 — o preço da pesquisa da ANP de 30/08 a 05/09/2026, na capital paulista. Repare que o mês e o ano são o mesmo gasto, e só um dos dois muda decisão. R$ 525,83 cabe no orçamento sem discussão. R$ 6.310 é do tamanho de um seguro anual, de um IPVA e meio, de uma viagem. [Troque o consumo pelo do seu carro e os quilômetros pelos seus](/calculadoras/gasto-mensal-combustivel/) — o preço do litro também é campo, então ponha o do seu posto se ele for diferente do da pesquisa. ## Uma semana, um tanque: as contas não batem por acaso Um tanque de 50 litros num carro de 12 km/L rende 600 km de autonomia total e **516 km até a luz da reserva acender**. Quem enche esse tanque toda semana está rodando muito mais que os 1.000 km por mês do exemplo — está mais perto de dois mil. Por isso "encher toda semana" não é uma medida de gasto, é uma medida de rotina. O número que importa é quantos quilômetros você faz, e ele está no hodômetro: anote no primeiro dia do mês e no primeiro dia do mês seguinte. A diferença costuma ser maior que a estimativa de cabeça. ## O consumo mexe mais que o preço do posto Subir de 12 para 13 km/L derruba o gasto mensal do exemplo de R$ 525,83 para **R$ 485,38**. É um ganho de um quilômetro por litro — calibragem em dia, menos peso no porta-malas, menos aceleração em arrancada — e ele vale mais do que caçar centavos entre postos. E o efeito é permanente: enquanto o preço da bomba sobe e desce toda semana, o consumo do carro é uma característica que você carrega o ano inteiro. Medir o consumo real, de tanque cheio a tanque cheio, é a única forma de saber com o que você está lidando. O número da etiqueta é ensaio de laboratório. ## Etanol e diesel: os dois campos mudam juntos A conta serve para qualquer combustível, com uma condição: troque o preço **e** o consumo. Com etanol o carro faz menos quilômetros por litro, então baixar só o preço no formulário produz uma economia que não existe na estrada. Essa é a armadilha mais comum na comparação entre bombas, e ela tem calculadora própria no site, com a razão entre os dois preços feita corretamente. ## O que este número não é Ele projeta doze meses iguais ao preço de hoje. Não corrige inflação, não prevê reajuste na bomba e supõe quilometragem constante — o mês de férias e o de viagem fogem da média para cima. E é só combustível. Manutenção, pneus, seguro, IPVA e depreciação ficam de fora e, somados, pesam mais que isto: no carro de referência do site, o custo completo por quilômetro é 3,52 vezes o da bomba. O gasto que você sente é a menor parte do que o carro cobra. Se o seu objetivo é orçar o carro inteiro, e não só o abastecimento, o caminho é a conta de custo mensal — e ela começa por este número, mas não termina nele. ## Quanto custa manter um carro parado na garagem URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-custa-manter-um-carro-parado-na-garagem/ Categoria: custo · Data: 2026-08-10 Calculadora relacionada: Quanto custa um carro parado na garagem (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/carro-parado-quanto-custa/) R$ 1.247,84 por mês sem rodar um metro — e 60,1% disso é depreciação, que não chega em boleto nenhum. Um carro de R$ 60.000 parado na garagem custa **R$ 1.247,84 por mês**, ou R$ 14.974,08 no ano. Ele não consome combustível, não gasta pneu e não vai à revisão — e mesmo assim essa é a conta. Só R$ 5.974,08 do ano saem do bolso em dinheiro: carnê de IPVA, apólice de seguro, taxa de licenciamento e a manutenção mínima de um carro que não anda. O resto, R$ 9.000, é **depreciação**. [Ponha o valor do seu carro e o seu seguro na conta](/calculadoras/carro-parado-quanto-custa/) — se você cogita vender um carro que quase não usa, este é o número que a decisão pede, e não o do combustível que você deixaria de gastar. ## A maior despesa é a que não tem boleto **60,1% do custo de um carro parado é perda de valor.** São R$ 750 por mês evaporando debaixo de uma capa, sem que nada aconteça, sem que ninguém cobre nada. O motivo é simples e desconfortável: o que tira valor de um carro, na maior parte da curva, é **tempo**, não quilometragem. O ano-modelo avança na garagem exatamente como avança na rua. Rodar pouco ajuda na revenda, mas ajuda pouco — e não impede o carro de ficar um ano mais velho a cada doze meses. ## O que dá para cortar, e a que preço O seguro é a única linha grande que você pode desligar por decisão própria. Cancelando a apólice, o custo do exemplo cai de R$ 1.247,84 para **R$ 1.014,51 por mês**. É uma economia real, e ela compra um risco específico: furto, incêndio e queda de galho não dependem de o carro andar. IPVA e licenciamento não são canceláveis. Não existe no Brasil baixa temporária de registro para uso particular: os dois são devidos pela propriedade, não pelo uso. As isenções que existem são por tipo de veículo, por idade ou por condição do proprietário, e variam de estado para estado. ## O carro parado tem avarias próprias A manutenção mínima da conta existe porque parar não é conservar. Bateria descarrega e morre. Pneu envelhece por tempo e quadra apoiado no mesmo ponto. Fluido de freio absorve umidade. Borracha de vedação resseca, e a de correia também. Nada disso aparece no hodômetro, e é por isso que o campo de manutenção mínima é editável: um carro guardado em garagem coberta, ligado a cada quinze dias, custa menos nesse item que um carro largado na rua. ## A comparação que resolve R$ 1.247,84 por mês é um orçamento razoável de transporte por aplicativo na maioria das cidades brasileiras. Essa é a comparação honesta para quem tem um carro parado: não "quanto economizo de gasolina se eu vender", e sim "com quanto de deslocamento eu fico, gastando o mesmo que já gasto para não andar". Se você usa o carro dez vezes por mês, a conta pende para vender e chamar carro quando precisar. Se usa vinte, começa a virar. O número que decide é este, com o seu valor de veículo e o seu seguro no lugar dos do exemplo. ## O que a conta não faz Ela aplica a taxa cheia de depreciação sobre o valor cheio, sem descontar nada por quilometragem baixa — nesse ponto é pessimista. E o percentual de depreciação segue sem fonte pública brasileira, marcado em revisão: é ponto de partida editável, não referência. A busca por essa fonte está publicada na página de fontes. ## Quanto custa um carro de R$ 60 mil em 5 anos URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-custa-um-carro-de-60-mil-em-5-anos/ Categoria: custo · Data: 2026-08-03 Calculadora relacionada: Custo total de propriedade (TCO) (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-total-propriedade-tco/) R$ 102.951,15 em cinco anos, quase o dobro do preço do carro — e R$ 33.377,68 disso é só perda de valor. Um carro de R$ 60.000 rodando 12.000 km por ano consome **R$ 102.951,15 em cinco anos**. É mais do que o próprio carro custou, e não inclui a compra: são combustível, manutenção, pneus, seguro, IPVA, licenciamento e depreciação, somados ano a ano. A média sai em R$ 20.590,23 por ano, ou **R$ 1.715,85 por mês**. Por quilômetro rodado no período, R$ 1,716. [Simule o seu horizonte na calculadora de custo total de propriedade](/calculadoras/custo-total-propriedade-tco/): o número de anos é campo, e o resultado muda bastante entre segurar três e segurar cinco. ## Um terço do total é perda de valor Dos R$ 102.951,15, a depreciação responde por **R$ 33.377,68**. Ao fim dos cinco anos o carro de R$ 60.000 ainda vale R$ 26.622,32 — e essa diferença é a maior parcela isolada de tudo o que ele custou. Ela também é a única que você não sente. Combustível é pago no posto, seguro na renovação, IPVA em janeiro. A perda de valor acontece em silêncio e chega inteira no dia da troca, quando a proposta do lojista é menor do que a conta que você tinha na cabeça. ## Cinco anos não é cinco vezes o primeiro ano O primeiro ano custa R$ 24.257,72. Multiplicar por cinco daria R$ 121.288,6 — mas a conta correta dá R$ 102.951,15, **R$ 18.337,45 a menos**. A diferença é composição. A depreciação incide sobre o valor do início de cada ano, e esse valor encolhe: no quinto ano o carro perde bem menos em reais do que perdeu no primeiro. IPVA e seguro acompanham, porque também são cobrados sobre o valor do veículo. Só o licenciamento, taxa fixa do Detran, não cai. ## Segurar sai mais barato por ano do que trocar Três anos custam R$ 66.702,65, o que dá R$ 22.234,22 por ano. Cinco anos dão **R$ 20.590,23 por ano**. Cada ano a mais dilui melhor a parcela mais pesada, que é justamente a que se concentra no começo da vida do carro. É o argumento aritmético a favor de segurar o carro — e ele vale enquanto a manutenção não disparar. Um carro que passa a exigir reparo grande todo semestre inverte a conta, e o campo de manutenção anual existe para você testar esse cenário. O custo por quilômetro conta a mesma história: R$ 2,021 no primeiro ano, R$ 1,716 na média de cinco. ## Onde esta projeção é otimista Combustível, pneus e manutenção ficam constantes ao longo dos anos. Não há inflação, não há reajuste na bomba e não há o encarecimento real da manutenção de um carro que envelhece — peça de carro velho não fica mais barata. Essa é a simplificação mais grosseira da conta, e ela puxa o total de cinco anos para baixo. Os valores também são nominais, sem trazer nada a valor presente, e não entram juros de financiamento nem o custo de oportunidade do dinheiro imobilizado no veículo. E o percentual de depreciação é o que você informar. Ele abre marcado em revisão porque não existe curva pública brasileira para isso: a FIPE publica preço observado do mês, não série histórica aberta, e a regra de bolso dos 20% no primeiro ano circula sem origem citável. O jeito de acertar o seu número é comparar a FIPE do seu modelo hoje com a do mesmo modelo um ano mais velho. ## Quanto custa manter uma moto por mês URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-custa-manter-uma-moto-por-mes/ Categoria: custo · Data: 2026-07-27 Calculadora relacionada: Custo por km de moto (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-moto/) R$ 613,12 por mês numa moto de R$ 18.000 rodando 10.000 km por ano — e R$ 0,736 por quilômetro. Manter uma moto de R$ 18.000 que roda 10.000 km por ano custa **R$ 613,12 por mês**, ou R$ 7.357,41 no ano. Por quilômetro, **R$ 0,736** — contra R$ 2,021 do carro de referência deste site. A moto sai por cerca de 36% do custo por quilômetro do carro. É uma diferença grande, mas ela não vem de onde a maioria acha que vem. [Refaça a conta com a sua moto](/calculadoras/custo-por-km-moto/): cilindrada, valor, consumo e a quilometragem que você realmente faz mudam o resultado mais que qualquer média. ## A gasolina explica pouco da economia Só o combustível custa **R$ 0,21 por quilômetro** numa moto que faz 30 km/L — são R$ 2.103,33 no ano. O custo completo é **3,5 vezes** isso, quase exatamente a mesma proporção do carro, que fica em 3,52 vezes. Ou seja: a moto é mais barata, mas não é barata pelo motivo que a pessoa imagina. Ela é barata porque vale menos, e portanto deprecia menos em reais, paga menos IPVA e menos seguro. A economia está no bloco fixo — R$ 3.754,08 por ano, dos quais R$ 2.160 são depreciação — e não na bomba. ## Corrente, coroa e pinhão são despesa recorrente O bloco variável da moto dá R$ 3.603,33 por ano, e ele tem itens que não existem no carro. Transmissão por corrente pede lubrificação frequente e substituição do conjunto; motor pequeno girando alto encurta o intervalo de troca de óleo; e freio a disco de moto consome pastilha rápido. Se você deixar o campo de manutenção anual no valor que abre, está orçando uma moto usada com cuidado e sem imprevisto. Quem roda todo dia, chuva ou sol, deve subir esse campo antes de tirar conclusão. ## O jogo de pneus são dois, e eles não duram o mesmo O campo pede o preço do **jogo completo**, dianteiro mais traseiro, e a vida útil também é a do jogo. No exemplo, um jogo de R$ 900 durando 15.000 km custa **R$ 600 por ano** — mais que o seguro da moto, que é R$ 700. Quem digita o preço de um pneu só subestima essa parcela pela metade. E vale lembrar que o traseiro sai bem antes do dianteiro: o número que o campo pede é a vida média do conjunto, não a do que dura mais. ## Rodar mais barateia o quilômetro aqui também A 3.000 km por ano, a mesma moto sai por **R$ 1,822 por quilômetro**. A 20.000 km, por R$ 0,503. É o bloco fixo se dividindo por mais quilômetros, exatamente como no carro. Então a moto guardada de fim de semana é, por quilômetro, cara. E a moto de quem roda todo dia é o transporte individual mais barato que existe no país — desde que a conta inclua o que vem a seguir. ## O que a conta não inclui Equipamento não entra: capacete com validade, viseira, jaqueta, luva e bota são custo recorrente de quem anda de moto, e nenhum deles cabe nos campos acima. Some por fora, ou embuta a reposição anual no campo de manutenção. Também ficam de fora estacionamento, pedágio e multas. E três campos seguem marcados em revisão por falta de fonte pública: depreciação, vida do jogo de pneus e manutenção anual. Sobre o IPVA: a alíquota de moto é definida por cada estado, em várias unidades da federação é menor que a de automóvel e há isenção por cilindrada em alguns lugares. O valor que abre aqui é aritmética declarada sobre o valor da moto do exemplo — confira o seu carnê. ## Quanto se gasta por ano só de IPVA e licenciamento URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-se-gasta-por-ano-de-ipva-e-licenciamento/ Categoria: custo · Data: 2026-07-20 Calculadora relacionada: Custo anual de documentação do carro (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-anual-de-documentacao/) R$ 1.974,08 no ano, ou R$ 164,51 por mês guardados — e o IPVA sozinho é 91,2% disso. Documentação de carro custa **R$ 1.974,08 no ano** no exemplo de São Paulo: R$ 1.800 de IPVA mais R$ 174,08 de licenciamento. Dividido por doze, dá **R$ 164,51 por mês** — que é a provisão que evita o susto de janeiro. O IPVA sozinho responde por **91,2% do total**. Todo o resto — taxa de licenciamento, emissão de documento, o que mais aparecer na guia — é a fatia pequena. [Ponha o IPVA do seu carnê e a taxa do seu estado](/calculadoras/custo-anual-de-documentacao/): a alíquota muda de estado para estado, e a taxa de licenciamento também. ## Por que carro barato não tem documentação proporcionalmente barata O IPVA é proporcional ao valor venal do veículo; o licenciamento é taxa fixa. Num carro de R$ 90.000 a taxa some dentro do imposto e quase não se nota. Num carro de R$ 20.000 ela é uma fatia visível do que se paga no ano. A consequência prática: quem troca um carro caro por um barato reduz muito o IPVA e não reduz nada do licenciamento. A economia é real, mas menor do que a proporção entre os dois preços sugere — e a tabela da calculadora percorre cinco valores venais na mesma alíquota para mostrar a proporção mudando. ## O campo de seguro obrigatório abre em zero, e isso é proposital A cobrança do antigo DPVAT foi extinta. A situação do SPVAT, criado por lei complementar em 2024, não foi confirmada em fonte primária legível nesta rodada de pesquisa do site — nem a vigência, nem o valor do exercício. Havia três saídas. Repetir um valor visto por aí colocaria na sua conta um número sem procedência, que é exatamente o que este site existe para não fazer. Esconder o campo faria a página fingir que a cobrança não existe. A terceira, que é a adotada: o campo aparece, **abre em zero e diz por quê**. Se a sua guia trouxer a cobrança, digite o valor dela e o total se ajusta sozinho. ## A provisão mensal é o que muda o ano R$ 164,51 por mês é um valor administrável. R$ 1.974,08 de uma vez, em janeiro, junto com material escolar e IPTU, é o que faz muita gente parcelar imposto com juros ou atrasar o licenciamento. Guardar desde janeiro do ano anterior transforma uma despesa concentrada numa despesa mensal — e o número que você precisa guardar é este, não um chute. Se o seu estado dá desconto para pagamento à vista em cota única, a provisão mensal é justamente o que permite aproveitá-lo. ## O que fica de fora Esta conta cobre documentação, e só documentação. Não entram seguro facultativo, manutenção, pneus, combustível nem depreciação — que costuma ser a maior parcela do custo de ter um carro e não vem em boleto nenhum. Ela também não calcula multa e juros de guia atrasada, não aplica isenções estaduais de IPVA e não trata parcelamento com encargos. E não inclui a multa por circular com o licenciamento vencido, que é infração prevista no Código de Trânsito Brasileiro e tem calculadora própria no site. Se o que você quer é o custo do carro inteiro, e não só o da papelada, some estes R$ 1.974,08 a combustível, manutenção, seguro e perda de valor. No carro de referência do site, a documentação é uma fatia menor do que quase todo mundo imagina antes de fazer a conta. ## Quanto custa trocar os quatro pneus, e quanto isso pesa por km URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-custa-trocar-os-quatro-pneus/ Categoria: custo · Data: 2026-07-13 Calculadora relacionada: Custo por km de pneu (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-de-pneu/) R$ 2.400 o jogo e R$ 0,06 por quilômetro — o mesmo desembolso pode custar o triplo disso por km. Trocar os quatro pneus custa **R$ 2.400** no exemplo desta conta — R$ 600 por pneu, montado. Diluído na vida útil do jogo, isso dá **R$ 0,06 por quilômetro**, ou R$ 600 a cada 10.000 km rodados. O desembolso vem de uma vez, e é ele que assusta. O custo real é o segundo número, e é ele que serve para decidir qual pneu comprar. [Coloque o preço do orçamento e a vida do seu jogo anterior](/calculadoras/custo-por-km-de-pneu/) — são só dois campos, e a resposta muda completamente conforme o segundo. ## O preço sozinho não diz quase nada O mesmo desembolso de R$ 2.400 sai por **R$ 0,096 por km** se o jogo durar 25.000 km e por **R$ 0,034 por km** se durar 70.000. É quase o triplo de custo real, com a mesma nota fiscal na mão. Daí sai a regra que a loja não vai te dar: um pneu que dura o dobro compensa até o dobro do preço. Um jogo de R$ 2.400 durando 30.000 km sai por R$ 0,08 por km; durando 60.000 km, por R$ 0,04. Comparar pneus por preço é comparar a metade da conta que você enxerga. ## Quantas vezes você vai trocar Com vida útil de 40.000 km, são **2,5 trocas em 100.000 km**. Na prática isso significa dois jogos completos e meio jogo consumido no fim do período — e é assim que se orça pneu num horizonte longo, e não trocando por trocando. Para quem roda 12.000 km por ano, esse jogo dura mais de três anos. Para quem roda 40.000, dura um. É a mesma borracha, e o custo anual muda por um fator de três só pela quilometragem. ## Ninguém publica a vida útil, e há um motivo Procuramos quilometragem de vida útil publicada por fabricante em Pirelli, Michelin, Goodyear e Bridgestone, e em manuais de proprietário. **Eles não publicam esse número.** O que publicam é profundidade mínima de sulco e limite de idade. O motivo é legítimo: a duração depende de calibragem, alinhamento, geometria da suspensão, carga, tipo de via e modo de condução — variáveis que nenhum fabricante controla. Por isso o campo de vida útil abre com um valor de partida marcado em revisão, e a resposta certa é a sua: o que o seu jogo anterior efetivamente durou. Se você nunca mediu, meça desta vez. Anote o hodômetro no dia da troca e guarde a nota. Daqui a três anos você terá o único número que vale para o seu carro. ## O pneu também vence parado A borracha resseca com o tempo, independentemente de rodar. Um jogo pouco usado pode precisar de troca antes de gastar o sulco, e a data de fabricação vem gravada na lateral do pneu — é ela que responde a essa parte, não o hodômetro. Isso muda a conta de quem roda pouco: o custo por quilômetro sobe, porque o denominador nunca chega ao que o pneu poderia entregar. ## O que a conta não inclui Ela não estima a vida útil — a vida útil é entrada, não saída. Não inclui alinhamento, balanceamento, rodízio, descarte, bico ou válvula, e ignora o estepe. E não avalia segurança, que é o limite desta lógica inteira: pneu com menos aderência custa menos por quilômetro e pode custar muito caro numa frenagem no molhado. O custo por km compara pneus equivalentes; ele não autoriza descer de categoria. ## Quanto custa a revisão programada nos próximos 60 mil km URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-custa-a-revisao-programada-ate-o-fim-do-plano/ Categoria: custo · Data: 2026-07-06 Calculadora relacionada: Revisão programada: quanto custa até o fim do plano (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/revisao-programada-quanto-custa/) R$ 4.200 no período, ou R$ 840 por ano de provisão — e a próxima cai antes do que a conta de cabeça sugere. Um carro com 23.400 km no hodômetro, com revisão a cada 10.000 km a R$ 700 cada, gasta **R$ 4.200 nos próximos 60.000 km**. Rodando 12.000 km por ano, isso são cinco anos e uma provisão de **R$ 840 por ano** — R$ 70 por mês. São 6 revisões no período. O número parece óbvio, e é justamente onde a conta de cabeça erra. [Ponha o seu hodômetro, o intervalo do seu manual e o preço da sua concessionária](/calculadoras/revisao-programada-quanto-custa/) — os três mudam o total, e o primeiro muda mais do que se espera. ## A próxima revisão não é o hodômetro mais um intervalo Com 23.400 km e intervalo de 10.000 km, a próxima revisão não cai em 33.400 km. Ela cai em **30.000 km**, o próximo múltiplo do plano. Faltam 6.600 km, não 10.000 — uma diferença de 3.400 km, ou cerca de 6,6 meses de rodagem no ritmo do exemplo. Quem se programa pelo intervalo cheio reserva o dinheiro tarde. Planos de revisão programada marcam quilometragem redonda: 10.000, 20.000, 30.000. O seu hodômetro quase nunca está em cima de uma delas, e é essa fase que decide quando a despesa chega. ## A fase também decide quantas revisões cabem Neste exemplo cabem 6 revisões no horizonte, o mesmo que a divisão simples daria. Mas basta o carro estar em cima de um múltiplo para os dois números se separarem: com 20.000 km redondos, a revisão vence agora e cabem **7 revisões** no mesmo horizonte, somando R$ 4.900 — R$ 700 a mais de provisão pelo mesmo período rodado. Por isso a conta parte do seu odômetro, e não de uma marca redonda. Dois carros idênticos, comprados com meses de diferença, podem ter provisões diferentes para os mesmos quilômetros à frente. ## O intervalo do manual muda tudo Montadoras usam marcos diferentes conforme motor e versão. Com intervalo de 15.000 km, este mesmo carro no mesmo horizonte faz 4 revisões e gasta **R$ 2.800**, contra R$ 4.200 no intervalo de 10.000 km. A provisão anual cai junto. Não existe um intervalo correto universal, e é por isso que o campo abre marcado em revisão: a única fonte que vale aqui é o manual do seu carro. Copiar o intervalo do carro do vizinho é o jeito mais fácil de perder garantia. ## Provisionar por mês evita o buraco de um mês só R$ 840 por ano viram R$ 70 por mês. Guardado desde o início, o valor transforma uma despesa que aparece de repente numa linha fixa do orçamento — e é a mesma lógica do IPVA, do seguro e do jogo de pneus. Vale para decidir também: compare os R$ 4.200 do plano do fabricante com o orçamento de uma oficina independente para os mesmos 6 serviços. A conta daqui soma o que o plano custa; se a garantia do seu carro ainda está viva, ela costuma exigir o plano, e aí a comparação é outra. ## O que a conta não faz Usa um custo único por revisão. Na prática a revisão de 40.000 km custa mais que a de 10.000, porque entram velas, fluido de freio e às vezes correia. Esse degrau não está modelado — a saída é digitar a média dos marcos do seu plano. Também não corrige preço de peça e mão de obra ao longo dos anos, não inclui o que for encontrado fora do escopo, e trata o relógio como sendo o hodômetro. Revisão por tempo, para quem roda muito pouco, é outra conta. ## Quanto custa rodar de carro elétrico URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-custa-rodar-de-carro-eletrico/ Categoria: custo · Data: 2026-06-29 Calculadora relacionada: Custo por km de carro elétrico (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-eletrico/) R$ 0,158 por quilômetro carregando em casa, contra R$ 0,526 do mesmo trajeto a gasolina — energia contra combustível, e só isso. Rodar de carro elétrico carregado em casa custa **R$ 0,158 por quilômetro**, ou R$ 15,83 a cada 100 km, num carro que consome 15 kWh por 100 km. O mesmo quilômetro num carro a gasolina de 12 km/L custa **R$ 0,526**. A diferença é de R$ 0,367 por km, ou 69,89%. Os dois lados têm procedências diferentes, e o texto precisa dizer isso logo: o preço da gasolina vem da pesquisa da ANP de 30/08 a 05/09/2026; a tarifa de energia é ponto de partida editável, porque não existe tarifa nacional a publicar. [Ponha a tarifa da sua conta de luz e o consumo do seu carro](/calculadoras/custo-por-km-eletrico/) — edite o campo de tarifa dividindo o valor total da fatura pelos kWh do mês, e a conta passa a ser a sua. ## Você paga mais kWh do que entram na bateria Parte da energia vira calor no carregador e na própria bateria, e essa parte aparece na sua fatura. Com 10% de perda, os 15 kWh que o carro usa a cada 100 km viram **16,6667 kWh cobrados**. É um detalhe que a maioria das comparações ignora, e ele encarece o quilômetro elétrico em cerca de um décimo. A perda depende do carregador, do cabo, da temperatura e da potência usada: carga lenta na tomada de casa e carga rápida pública não perdem o mesmo tanto. ## A tarifa é o campo que decide a conta A tarifa de energia muda no reajuste anual de cada distribuidora, tem bandeira tarifária por cima e ainda varia com impostos estaduais. Não há um número nacional com fonte primária — por isso ele abre marcado em revisão neste site, e por isso ele é ponto de partida, não referência. Há ainda o horário. Em muitas distribuidoras existe tarifa branca, com preço maior no período de ponta: carregar às sete da noite pode custar bem mais que carregar de madrugada. Quem tem essa modalidade e carrega no fim da tarde está pagando um quilômetro diferente do calculado aqui. ## Eletroposto é outro preço A carga rápida pública tem preço próprio, quase sempre bem acima da tarifa residencial, e perda diferente. Para simular uma viagem em que você depende de eletroposto, troque a tarifa pelo preço cobrado por ele — o resultado costuma aproximar bastante os dois combustíveis. Ou seja: a economia de 69,89% do exemplo é a economia de quem carrega em casa, à noite, na tomada da garagem. Ela não é a economia de quem mora em prédio sem infraestrutura e depende de posto de rua. ## O que esta conta não decide Ela compara **energia contra combustível**, e mais nada. Não entram instalação do carregador, manutenção, seguro, IPVA, depreciação da bateria nem a diferença de preço de compra entre os dois carros — e é aí que a decisão de fato se resolve. Um elétrico que custa consideravelmente mais caro na compra precisa de muitos quilômetros para devolver a diferença a R$ 0,367 por km. A conta de quantos quilômetros é simples de fazer, e ela é a pergunta certa: a economia por quilômetro é real, mas ela só paga o prêmio de compra se você rodar o suficiente. O consumo em kWh por 100 km também merece cuidado. O número de catálogo vem de ciclo de ensaio, medido em condições controladas, e é otimista como toda etiqueta: frio, velocidade alta em rodovia e ar-condicionado pioram o consumo real. Meça o seu pelo computador de bordo ao longo de alguns meses e edite o campo. ## Quanto custa uma viagem de 430 km de carro URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-custa-uma-viagem-de-carro/ Categoria: custo · Data: 2026-06-22 Calculadora relacionada: Custo de viagem de carro (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-de-viagem/) R$ 512,22 ida e volta com pedágio, ou R$ 128,05 por pessoa com o carro cheio. Uma viagem de 430 km de ida, feita ida e volta, custa **R$ 512,22** num carro que faz 12 km/L. São 860 km rodados, 71,67 litros e R$ 452,22 de combustível, mais R$ 60 de pedágio. Com 4 pessoas no carro, **R$ 128,05 por pessoa**. O preço do litro usado é o da pesquisa da ANP de 30/08 a 05/09/2026. Se o seu posto cobra outro valor, o campo é editável e o total se ajusta. [Ponha a sua distância, o seu consumo e as praças do seu trajeto](/calculadoras/custo-de-viagem/) antes de comparar com passagem de ônibus ou de avião. ## O pedágio não dobra sozinho, e é de propósito A opção de ida e volta dobra **só a distância**. O campo de pedágio não é dobrado, porque muita praça cobra em um sentido só e o valor da volta nem sempre é igual ao da ida. Some as praças do trajeto inteiro à mão e ponha o total. Quem digita só o valor da ida numa rodovia que cobra nos dois sentidos vê uma viagem barata no papel e paga outra na estrada — e num trajeto longo essa diferença passa fácil de uma centena de reais. ## O rateio muda mais que o consumo Sozinho, você paga os R$ 512,22 inteiros. Com 4 pessoas, R$ 128,05 cada. É o mesmo carro, a mesma gasolina e o mesmo pedágio: o que mudou foi o divisor. Passageiro pesa e piora o consumo, é verdade, e esta conta não modela esse efeito. Mas a ordem de grandeza resolve a discussão: o peso de três acompanhantes não come um quarto do tanque, e o rateio divide a viagem por quatro. Carona cheia é sempre mais barata para todo mundo, inclusive para o dono do carro. ## Consumo de estrada, não o da cidade Use o consumo que o carro faz em rodovia, que costuma ser melhor que o urbano. Se o trajeto tem trecho de cidade relevante, o número honesto é o consumo ponderado — e ele é uma média harmônica, não a média simples entre os dois, que superestima o resultado. Serra, vento contra, bagageiro de teto e ar-condicionado ligado o dia inteiro gastam mais que a média informada. Numa viagem de família com o porta-malas cheio, vale rodar a conta com um consumo um pouco pior que o do dia a dia. ## Comparar com passagem exige cuidado O número a comparar com uma passagem é o custo por pessoa, R$ 128,05 no exemplo — e não o total. Mas ele é combustível e pedágio, só isso. A viagem consome pneu, óleo e vida de revisão, e nada disso aparece aqui. No carro de referência deste site, o custo por quilômetro completo é R$ 2,021, contra R$ 0,596 por km desta viagem. A diferença é o desgaste que você paga depois, no jogo de pneus que chega antes e na revisão que vence mais cedo. ## O que fica de fora Estacionamento no destino, balsa, alimentação na estrada e hospedagem não entram. Também não entra o risco: viagem longa é o tipo de deslocamento em que uma pane custa guincho, diária de hotel e um dia a menos de férias. Para o orçamento da viagem em si, o número desta conta é o piso confiável. Some o resto por fora e você terá o custo real de ir de carro — que continua sendo, na maioria dos trajetos com o carro cheio, o transporte mais barato por pessoa. ## Quanto sobra para o motorista de aplicativo no fim do mês URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-sobra-para-o-motorista-de-aplicativo/ Categoria: custo · Data: 2026-06-15 Calculadora relacionada: Quanto sobra depois de tudo (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/quanto-sobra-depois-de-tudo/) R$ 1.040 de R$ 6.500 faturados — margem de 16%, e o maior desconto não é a plataforma nem a gasolina. De R$ 6.500 faturados no mês, sobram **R$ 1.040** para o motorista de aplicativo do exemplo desta conta. Foram R$ 5.460 embora, e a margem sobre o bruto ficou em **16%**. O maior desconto do mês não é a taxa do aplicativo nem o combustível. É a **depreciação: R$ 1.650**, ou 25,4% do bruto. [Ponha o seu extrato do mês linha por linha](/calculadoras/quanto-sobra-depois-de-tudo/) — a conta não estima nada, ela só organiza o que você informar e mostra para onde o dinheiro foi. ## A linha que o motorista não desconta A depreciação, R$ 1.650 no mês, é **maior que o combustível**, que dá R$ 1.450. E é a única das duas que não chega como boleto nem como bomba de gasolina. O combustível é pago duas ou três vezes por semana, com o cartão na mão: ele é sentido. A perda de valor acontece em silêncio e só aparece inteira no dia da revenda, quando o carro vale **R$ 19.800 a menos** do que valia doze meses antes. É daí que vem a distorção mais cara da profissão. O motorista desconta o que sente e não desconta o que não sente — e conclui que ganhou mais do que ganhou. O carro está pagando a diferença, em parcelas invisíveis. ## A taxa da plataforma é a segunda, não a primeira Com 25% sobre R$ 6.500, a plataforma leva R$ 1.625 no mês. É muito, é a linha sobre a qual o motorista tem menos controle, e ainda assim ela fica **atrás da depreciação** neste exemplo. O percentual é campo em revisão de propósito: nenhuma plataforma publica um número oficial e estável, e o que vale é o que aparece no seu extrato, corrida a corrida, com as variações de dinâmica e de categoria. ## O que sobra não é salário R$ 1.040 é o que restou do trabalho de um mês. Não tem férias, não tem 13º, não tem FGTS e não tem INSS embutido. Comparar esse número com um salário de carteira assinada, sem provisionar esses direitos por fora, é comparar coisas diferentes. Os impostos que aparecem na conta — R$ 85 no exemplo, entre DAS do MEI, carnê-leão e INSS — são o que efetivamente se paga, e não o que se deveria provisionar. Quem recolhe pelo mínimo hoje está tomando emprestado do próprio futuro. ## Como usar este número para decidir A margem de 16% é a medida que serve para comparação, mais que o valor absoluto. Ela responde quanto de cada real faturado fica com você — e permite testar cenários: rodar mais horas sobe o bruto e sobe combustível, manutenção e depreciação junto, quase na mesma proporção. O que muda margem de verdade são as linhas fixas. Um carro mais barato deprecia menos em reais. Um carro mais econômico corta a segunda maior linha. Aluguel de veículo troca depreciação e manutenção por uma diária, e essa comparação tem calculadora própria no site. ## Onde a conta pode enganar Ela não verifica se os itens se sobrepõem. Depreciação e manutenção podem já estar embutidas num custo por quilômetro que você usou em outra página — aqui elas entram como você as informar, e contar duas vezes derruba o líquido artificialmente. E ela não calcula a depreciação: esse número vem de fora e deve ser composto sobre o valor atual do carro. Digitar um valor linear infla o desconto nos anos seguintes, quando o carro já vale menos e perde menos em reais. ## Álcool ou gasolina: a conta exata, não os 70% URL: https://exemplo.pages.dev/blog/alcool-ou-gasolina-a-conta-exata/ Categoria: comparativo · Data: 2026-06-08 Calculadora relacionada: Álcool ou gasolina: a conta exata (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/alcool-ou-gasolina/) Com etanol a R$ 3,75 e gasolina a R$ 6,31 na pesquisa da ANP, a razão dá 0,594 e o etanol economiza 15,101% por km. Veja por que o 0,70 não decide. Na pesquisa da ANP de 30/08 a 05/09/2026, o etanol na capital de São Paulo saiu a R$ 3,75 e a gasolina comum a R$ 6,31. A razão entre os dois é 0,594, e nesse cenário o etanol custa 15,101% menos por quilômetro. A regra dos 70% e a conta exata apontam para o mesmo combustível — mas elas chegam lá por caminhos diferentes, e é quando os preços se aproximam que a diferença entre os dois métodos vira dinheiro. Rode o seu caso na [calculadora de álcool ou gasolina](/calculadoras/alcool-ou-gasolina/): o preço que abre é o da capital do seu estado na semana da pesquisa, e o campo é editável para você pôr o do seu posto, que quase nunca é a média. ## O que a regra dos 70% realmente afirma A regra diz: divida o preço do etanol pelo da gasolina; abaixo de 0,70, abasteça com etanol. O que quase ninguém nota é a premissa embutida. O 0,70 só é o ponto de virada se o seu carro fizer exatamente 70% do consumo com etanol em relação à gasolina. Esse número é uma média de mercado sem fonte de fabricante — o site não o publica como referência, apenas como isca de comparação. Com a gasolina a R$ 6,31, o 0,70 corresponde a um etanol de R$ 4,417. Abaixo disso, a regra manda encher com álcool; acima, com gasolina. É um único preço de corte para toda a frota brasileira, do 1.0 aspirado ao 2.0 turbo. ## A razão do seu carro é outra O carro que faz 11,6 km/L na gasolina e 8,4 km/L no etanol tem razão de 0,724, não 0,70. Nele, o etanol ainda compensa a 72% do preço da gasolina — e a regra popular teria mandado abastecer errado, todo mês, pelo resto do ano. O erro é pequeno em cada tanque e constante ao longo do tempo, que é o pior formato de erro: nunca dói o bastante para ser notado. A tabela da calculadora mostra o corte se movendo com a razão: a 0,65, o etanol equivalente é R$ 4,102; a 0,75, sobe para R$ 4,733; a 0,80, chega a R$ 5,048. É o mesmo posto, o mesmo dia, e três respostas diferentes conforme o carro. ## Como medir a sua razão em duas semanas Encha o tanque só com etanol, zere o hodômetro, rode o trajeto de sempre e encha de novo: km rodados divididos por litros. Repita com gasolina. Divida o consumo do etanol pelo da gasolina e você tem a sua razão, sem palpite. É meia hora de atenção espalhada por dois abastecimentos, e o número serve para todos os abastecimentos seguintes. O consumo do computador de bordo costuma ser otimista e não serve para isso. ## O que esta conta não decide Ela mede custo por quilômetro, e só. Este site não afirma que um combustível suja mais o motor, entrega mais potência ou desgasta mais peça, porque não encontrou fonte primária de fabricante para citar — e sem fonte não afirma. Se você tem uma medição própria de desempenho, ela vale para você; ela não vira número publicado aqui. ## O critério Meça a razão de consumo do seu carro uma vez. Multiplique-a pelo preço da gasolina do seu posto: o resultado é o preço máximo que o etanol pode ter para compensar naquele dia. Acima dele, gasolina; abaixo, etanol. Nos preços da pesquisa da ANP daquela semana em São Paulo, a razão de 0,594 deixa o etanol com folga confortável — mas em um estado onde a razão passar de 0,70, a resposta muda, e quem usa o número do próprio carro acerta enquanto quem usa a regra de bolso erra por pouco, sempre para o mesmo lado. ## Financiamento ou consórcio: a diferença é R$ 11.940,96 e um prazo sem data URL: https://exemplo.pages.dev/blog/financiamento-ou-consorcio/ Categoria: comparativo · Data: 2026-06-01 Calculadora relacionada: Consórcio ou financiamento: comparação de custo (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/consorcio-vs-financiamento/) No mesmo carro de R$ 60.000, o consórcio custa R$ 72.000 e o financiamento R$ 83.940,96. O que separa os dois não é só dinheiro. Para um carro de R$ 60.000, um consórcio de 60 meses com 18% de taxa de administração e 2% de fundo de reserva custa R$ 72.000, com parcela de R$ 1.200. O financiamento equivalente — R$ 12.000 de entrada, 1,79% ao mês em 48 meses — custa R$ 83.940,96, com parcela de R$ 1.498,77. A diferença é de R$ 11.940,96 a favor do consórcio. Esse número, sozinho, não decide nada. Rode o seu contrato na [calculadora de consórcio ou financiamento](/calculadoras/consorcio-vs-financiamento/) com a taxa de administração do seu grupo e a taxa da sua proposta, porque as duas variam muito mais entre ofertas do que entre modalidades. ## Consórcio não tem juros, tem custo administrativo A conta do consórcio não tem empréstimo dentro: o grupo se autofinancia, e o que você paga além da carta é taxa de administração mais fundo de reserva. Nos valores acima, isso soma R$ 12.000. Do outro lado, o financiamento cobra R$ 23.940,96 de juros pelos mesmos 48 meses. Ou seja: o consórcio custa cerca de metade do financiamento em despesa acessória. É daí que sai a fama de barato, e a fama é verdadeira no dinheiro. ## O que a diferença de R$ 11.940,96 está comprando Ela está comprando tempo — o seu. A carta do consórcio sai por sorteio ou por lance, e sem nenhum dos dois você pode pagar o plano inteiro e receber o carro só no 60º mês. O financiamento põe o carro na garagem hoje. Comparar R$ 72.000 com R$ 83.940,96 é comparar o preço de duas coisas diferentes: um carro em data indeterminada e um carro agora. Se o carro é condição para trabalhar, levar filho à escola ou sair de um aluguel de veículo, os R$ 11.940,96 são o preço da espera, e o cálculo financeiro não tem como pesar isso por você. ## A taxa de administração move a comparação inteira O 18% do exemplo não é lei. Com 12% de taxa, o consórcio cai para R$ 68.400 e a vantagem sobe para R$ 15.540,96. Com 25%, o consórcio sobe para R$ 76.200 e a vantagem despenca para R$ 7.740,96 — menos de dois terços da diferença original, pelo mesmo carro e o mesmo prazo. Do lado do financiamento existe um movimento simétrico e menos visível: a taxa anunciada não é o que você paga. Com tarifas de contratação e seguro embutido, aqueles 1,79% ao mês viram 1,994% no custo efetivo total. Comparar a taxa anunciada com a taxa de administração do consórcio subestima o financiamento. ## Dois detalhes que empurram o consórcio para cima A carta é reajustada durante o plano, normalmente por índice de preço do setor, e a parcela acompanha. Os R$ 1.200 calculados aqui estão em reais de hoje: o desembolso real ao longo dos 60 meses fica acima de R$ 72.000, e a conta não sabe de quanto. E dar lance não é desconto. O lance antecipa parcelas, muda o momento de receber a carta e não muda o custo total. O que ele compra é a chance de não esperar até o fim. ## O critério Responda a uma pergunta antes de olhar qualquer número: você consegue passar até 60 meses sem esse carro? Se a resposta é não, o financiamento já ganhou, e o que resta é negociar a taxa e aumentar a entrada. Se a resposta é sim, compare o custo administrativo do grupo com os juros do contrato pelo mesmo prazo — R$ 12.000 contra R$ 23.940,96 no exemplo — e escolha o menor, sabendo que a carta reajustada vai encurtar essa distância. ## Financiar ou pagar à vista com o dinheiro rendendo URL: https://exemplo.pages.dev/blog/financiar-ou-pagar-a-vista-com-o-dinheiro-rendendo/ Categoria: comparativo · Data: 2026-05-25 Calculadora relacionada: Financiar ou pagar à vista: a conta com o dinheiro aplicado (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/financiamento-vs-a-vista/) Financiar a 1,79% ao mês com a aplicação rendendo 0,9% deixa R$ 15.064,45 na mesa. O empate exige rendimento igual ao juro do contrato. Quem tem o dinheiro do carro na mão e mesmo assim pensa em financiar está fazendo uma aposta específica: a de que a aplicação rende mais do que o banco cobra. Num carro de R$ 60.000, com R$ 12.000 de entrada, 1,79% ao mês em 48 meses e o resto aplicado a 0,9% ao mês, os juros pagos somam R$ 23.940,96 e o rendimento obtido, R$ 8.876,51. A aposta perde por R$ 15.064,45. Ponha a sua taxa e o seu rendimento na [calculadora de financiar ou pagar à vista](/calculadoras/financiamento-vs-a-vista/) antes de aceitar qualquer simulação de loja. ## O erro que faz o financiamento parecer bom Quase toda simulação deixa o montante inteiro rendendo pelo prazo todo e, ao mesmo tempo, paga as parcelas. Não dá para usar o mesmo dinheiro duas vezes. A conta honesta resgata da aplicação todo mês para pagar a parcela de R$ 1.498,77. O pote encolhe, e o que rende é só o que sobrou. No cenário acima ele acaba antes do fim do contrato: R$ 15.064,45 em parcelas saíram do bolso depois disso, sem render nada. É exatamente o valor da diferença — não por coincidência, mas porque é a mesma conta vista de outro lado. ## O ponto de empate é aritmético, não uma opinião Financiar empata quando a aplicação rende o mesmo que o financiamento cobra. Com rendimento de 1,79% ao mês, igual à taxa do contrato, a diferença cai para R$ 0,27 — praticamente zero. Abaixo disso, a distância cresce depressa. A 1,3% ao mês, ainda faltam R$ 9.459,61. A 1,1%, faltam R$ 12.438,77. A 0,7%, R$ 17.400,10. Não existe faixa intermediária confortável: o juro de financiamento de veículo no varejo brasileiro fica acima do rendimento de aplicação de varejo, e a conta apenas mede o tamanho dessa distância. ## Três coisas que a conta ignora, e todas pesam contra financiar O imposto de renda sobre o rendimento não é descontado. A tabela regressiva vai de 22,5% a 15% conforme o prazo, então os R$ 8.876,51 são valor bruto — o líquido é menor e a distância aumenta. O desconto no preço à vista não entra. Ele é dinheiro real e existe de um lado só; qualquer abatimento negociado soma-se aos R$ 15.064,45. E a taxa usada é a anunciada. Com tarifas e seguro no contrato, 1,79% ao mês viram 1,994% no custo efetivo total, e os juros pagos sobem junto. Para simular com honestidade, rode o CET antes e traga a taxa efetiva para cá. ## Quando financiar mesmo assim faz sentido A conta é financeira e não conhece a sua vida. Esvaziar a reserva de emergência para pagar um carro à vista costuma terminar em crédito mais caro três meses depois — cartão, cheque especial, empréstimo pessoal — e nenhum desses aparece aqui. O caminho intermediário raramente é lembrado: aumentar a entrada. Num contrato de 48 meses, passar de R$ 12.000 para R$ 24.000 de entrada derruba os juros de R$ 23.940,96 para R$ 17.955,84, uma economia de R$ 5.985,12, e ainda deixa parte do dinheiro no caixa. ## O critério Compare dois números seus, não dois cenários genéricos: o custo efetivo total do contrato, ao mês, e o rendimento líquido de imposto da sua aplicação, ao mês. Se o rendimento não superar o CET, pagar à vista ganha, e a única razão legítima para financiar passa a ser liquidez — manter reserva, não ganhar dinheiro. Se você vai financiar por liquidez, financie o menor valor possível: cada real a mais de entrada é economia certa de juros. ## Carro próprio ou aplicativo no dia a dia: quem roda pouco paga R$ 3,699 por km URL: https://exemplo.pages.dev/blog/carro-proprio-ou-aplicativo-no-dia-a-dia/ Categoria: comparativo · Data: 2026-05-18 Calculadora relacionada: Custo por km real (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-real/) O custo real do carro de referência é R$ 2,021 por km a 12.000 km por ano — e R$ 3,699 por km a 5.000. É a quilometragem que decide, não a tarifa. O carro de referência deste site — R$ 60.000, 11 km/L, rodando 12.000 km por ano — custa R$ 2,021 por quilômetro, ou R$ 24.257,72 no ano. Quem compara isso com a tarifa de um aplicativo costuma comparar com o preço do combustível, R$ 0,574 por km, e chega à conclusão errada por um fator de mais de três. Antes de decidir, rode o seu caso na [calculadora de custo por km real](/calculadoras/custo-por-km-real/), com o seu consumo, o seu seguro e o valor atual do seu carro. ## A quilometragem anual decide, e ela decide muito O custo fixo do carro de referência é de R$ 14.374,08 por ano: depreciação, seguro, IPVA e licenciamento. Esse bloco não sabe se você usou o carro. Ele só é dividido por quantos quilômetros você rodou. A 5.000 km por ano, o quilômetro sai por R$ 3,699. A 10.000 km, cai para R$ 2,261. A 20.000 km, R$ 1,543. A 40.000 km, R$ 1,183. É o mesmo carro, a mesma apólice e o mesmo carnê — muda só o divisor. ## Onde a tarifa do aplicativo entra na comparação Nas calculadoras de motorista deste site, a receita bruta por quilômetro aparece em cenários de R$ 1,20 a R$ 2,80 — é a ordem de grandeza do que o passageiro paga por quilômetro rodado, antes da taxa da plataforma. Ponha os dois lados juntos. Quem roda 5.000 km por ano e paga R$ 3,699 por quilômetro no próprio carro está acima de qualquer tarifa dessa faixa, com folga. Quem roda 20.000 km e paga R$ 1,543 está abaixo dela. O ponto em que a resposta vira não é uma opinião sobre estilo de vida: é a quilometragem em que o seu custo por km cruza a tarifa que você de fato paga na sua cidade. ## O carro parado não fica de graça Existe um cenário que engana mais que todos: o carro que fica na garagem durante a semana e sai no fim de semana. Um carro de R$ 60.000 parado custa R$ 1.247,84 por mês — R$ 14.974,08 no ano — mesmo sem sair do lugar. Desse total, R$ 5.974,08 saem do bolso em dinheiro, entre carnê, apólice e taxa; os outros R$ 9.000 são depreciação, que ninguém vê sair da conta bancária. Esse é o valor que a alternativa precisa bater. R$ 1.247,84 por mês é um orçamento de aplicativo respeitável na maior parte do país — e é a conta certa a fazer, em vez da conta do tanque. ## O que nenhuma das duas contas mede Disponibilidade às três da manhã, bagageiro cheio, cadeirinha instalada, chuva, cidade sem cobertura de aplicativo, distância até um ponto de embarque. Nada disso vira número, e para muita gente é o que decide. Do outro lado, também ficam de fora do preço da corrida o tempo de espera e a variação de tarifa em hora de pico, que é real e não aparece no valor médio. ## O critério Calcule o seu custo por km com a sua quilometragem real do ano passado — não com a que você imagina rodar. Some, à parte, quanto você gastaria de aplicativo nos deslocamentos que faz de fato, incluindo os que hoje você só faz porque o carro está na porta. Se o seu custo por km ficar acima da tarifa média que você paga, o carro é uma conveniência que você está comprando, não uma economia — e vale a pena saber o preço dela. Se ficar abaixo, e você roda o suficiente para chegar perto de R$ 1,543 por quilômetro, o carro se paga no próprio uso. ## Elétrico ou combustão: em quantos km empata URL: https://exemplo.pages.dev/blog/eletrico-ou-combustao-em-quantos-km-empata/ Categoria: comparativo · Data: 2026-05-11 Calculadora relacionada: Custo por km de carro elétrico (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-eletrico/) A energia economiza R$ 0,367 por km nos valores de partida. O ponto de empate é a diferença de preço dividida por esse número — e ele costuma ser grande. Com os valores de partida da calculadora — 15 kWh por 100 km, 10% de perda na carga e tarifa de R$ 0,95 por kWh, que você edita no campo com o número da sua conta de luz —, o elétrico custa R$ 0,158 por quilômetro. O carro a combustão de comparação, a 12 km/L com a gasolina da pesquisa da ANP de 30/08 a 05/09/2026, custa R$ 0,526. A diferença é de R$ 0,367 por quilômetro. Esse é o único número que o empate precisa do lado da energia. Rode o seu na [calculadora de custo por km de carro elétrico](/calculadoras/custo-por-km-eletrico/) com a tarifa da sua fatura, não com uma média nacional que não existe. ## A fórmula do empate, e por que o site não publica o resultado O ponto de empate em quilômetros é a diferença de preço de compra entre os dois carros dividida pela economia por quilômetro. Com R$ 0,367 de economia, cada R$ 1.000 de diferença de preço exige quase três mil quilômetros para se pagar só em energia. O site não publica um número fechado de empate porque não tem fonte para o numerador. Preço de carro é valor de tabela que muda todo mês, e este site não crava valor volátil como verdade permanente: ele vira campo editável, com procedência datada, ou não vira número. Coloque a diferença de preço das duas versões que você está de fato considerando e faça a divisão — o denominador é o que a calculadora entrega. ## A tarifa move o denominador inteiro A economia por quilômetro não é uma constante. A R$ 0,65 por kWh ela sobe para R$ 0,417; a R$ 1,25 por kWh cai para R$ 0,317. Entre esses dois extremos, o mesmo carro leva quase um terço a mais de quilômetros para empatar. E há um detalhe que quase todas as comparações omitem: a energia que você paga é maior que a que entra na bateria. Com 10% de perda, são 16,6667 kWh cobrados para colocar 15 kWh de uso na bateria. Carga rápida em eletroposto tem preço próprio, quase sempre bem acima da tarifa residencial, e perda diferente — quem não carrega em casa deve simular com o preço do posto. ## O empate por energia não é o empate da decisão Aqui está o ponto que derruba a maioria das contas otimistas. A energia é a menor das diferenças entre dois carros de preços distintos. Na comparação de dois carros deste site, um veículo de R$ 60.000 custa R$ 1,68 por quilômetro para ser mantido e um de R$ 90.000 custa R$ 2,395 — uma distância de R$ 10.726,7 por ano, ou R$ 45.497,9 em cinco anos. Essa diferença vem de depreciação, seguro e IPVA, todos proporcionais ao valor do carro, e ela é bem maior que os R$ 0,367 por quilômetro que a tomada economiza. Um elétrico mais caro chega com esse handicap antes de rodar o primeiro metro. ## O que esta conta não cobre Instalação do carregador em casa, tarifa branca com horário de ponta, bandeira tarifária, manutenção, e a substituição de bateria fora da garantia. Nenhum desses entra, e todos existem. ## O critério Divida a diferença de preço de compra pela economia por quilômetro com a sua tarifa. Se o resultado for maior que os quilômetros que você vai rodar antes de vender o carro, o elétrico não se paga na tomada — e a decisão passa a depender de manutenção, de conforto e de quanto vale para você não parar em posto, que são razões legítimas e não são esta conta. Antes disso, compare o custo anual completo dos dois modelos, porque é ali, e não no preço do quilowatt-hora, que a maior parte da diferença se decide. ## Carro por assinatura ou comprar: a mensalidade que ela precisa bater URL: https://exemplo.pages.dev/blog/carro-por-assinatura-ou-comprar/ Categoria: comparativo · Data: 2026-05-04 Calculadora relacionada: Custo mensal do carro (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-mensal-do-carro/) O carro de referência custa R$ 2.021,48 por mês, dos quais R$ 1.197,84 são fixos. A assinatura só ganha se substituir o bloco certo. O carro de referência deste site custa R$ 2.021,48 por mês: R$ 1.197,84 de custo fixo e R$ 823,64 de variável, para 1.000 km rodados no mês. Comparar a mensalidade de uma assinatura com esse total é o erro mais comum da comparação — e ele favorece a assinatura, porque o combustível está do lado errado da conta. Calcule o número do seu carro na [calculadora de custo mensal do carro](/calculadoras/custo-mensal-do-carro/) e separe o fixo do variável antes de olhar qualquer proposta. ## O que a assinatura substitui e o que ela não substitui A mensalidade da assinatura costuma embutir seguro, IPVA, licenciamento e manutenção. No carro de referência, essas quatro despesas somam R$ 697,84 por mês. Ela substitui também a depreciação, que no exemplo é de R$ 750 por mês — o carro é da locadora, e quem perde valor é ela. O que a assinatura não cobre é o tanque. Combustível continua sendo seu, dos dois lados, e por isso ele não desempata nada: deixá-lo apenas do lado de quem compra faz a assinatura parecer barata por construção. ## A mensalidade que a assinatura precisa bater Some as duas parcelas que ela de fato assume: R$ 697,84 de seguro, IPVA, licenciamento e manutenção, mais R$ 750 de depreciação. Esse é o valor mensal que sai da sua conta hoje e sumiria com a assinatura. É contra ele que a mensalidade deve ser comparada, e não contra os R$ 2.021,48 do custo total. A comparação também precisa igualar a franquia de quilometragem. O carro de referência roda 1.000 km por mês. Assinatura com franquia menor cobra por quilômetro excedente, e essa cobrança entra do lado dela. ## O capital parado é o argumento que raramente aparece Quem tem um carro de R$ 60.000 tem R$ 60.000 parados que poderiam estar rendendo. A calculadora de custo mensal não conta isso, e o custo de oportunidade pesa a favor da assinatura em qualquer cenário de juro alto. Do outro lado, o carro é um ativo que pode ser vendido: depois de cinco anos, o mesmo carro ainda vale R$ 26.622,32, enquanto quem assinou tem zero. A depreciação já cobrada mês a mês é justamente a diferença entre esses dois estados, e por isso somá-la de novo como perda seria contar duas vezes. ## O que a conta do carro próprio esconde de bom e de ruim De bom: rodar mais dilui o fixo. Passando de 12.000 para 24.000 km por ano, o custo mensal do exemplo sobe de R$ 2.021,48 para R$ 2.645,11 — bem menos que o dobro, porque só a parte variável acompanha. Assinatura com franquia fixa não tem essa diluição. De ruim: o carro próprio tem sazonalidade e a média mensal esconde. O IPVA cai em janeiro, o seguro na renovação, o jogo de pneus de uma vez só. A assinatura entrega previsibilidade de caixa, e para orçamento apertado isso vale algo que não aparece em planilha. ## O critério Compare a mensalidade da assinatura com a soma de duas linhas do seu carro — depreciação mensal e seguro, IPVA, licenciamento e manutenção mensalizados — mantendo o combustível fora dos dois lados e igualando a quilometragem. Se a mensalidade ficar abaixo dessa soma, a assinatura ganha no caixa, e ainda devolve o capital parado no veículo. Se ficar acima, você está pagando por previsibilidade e por não lidar com revenda, e essas duas coisas têm preço legítimo — só não devem ser vendidas como economia. ## Alugar carro para rodar em app ou usar o seu: o ponto de virada é o valor do carro URL: https://exemplo.pages.dev/blog/alugar-carro-para-app-ou-usar-o-seu/ Categoria: comparativo · Data: 2026-04-27 Calculadora relacionada: Alugar carro para aplicativo ou rodar com o seu (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/alugar-carro-para-app-vs-carro-proprio/) Alugar custa R$ 4.420,91 por mês contra R$ 3.579,24 de um carro próprio de R$ 80.000. A conta vira quando o seu carro é caro demais para virar ferramenta. Alugando a R$ 600 por semana, com R$ 100 por mês de gastos que o contrato não cobre, o mês fecha em R$ 4.420,91 rodando 3.000 km. Com um carro próprio de R$ 80.000, o mesmo mês custa R$ 3.579,24. A diferença é de R$ 841,67 por mês, ou R$ 10.100,04 no ano, a favor do carro próprio. Antes de assinar contrato com locadora, ponha o valor do seu carro na [calculadora de alugar ou rodar com o seu](/calculadoras/alugar-carro-para-app-vs-carro-proprio/), porque é esse campo que decide a resposta. ## O mês não tem quatro semanas Tem 4,3333 — cinquenta e duas semanas divididas por doze meses. Multiplicar o aluguel semanal por quatro subestima o custo em 7,7%: os R$ 600 por semana do exemplo são R$ 2.600 por mês, não R$ 2.400. São R$ 200 por mês que somem da conta de quem faz a estimativa de cabeça. Em um ano, é mais de um mês de aluguel evaporando na aritmética errada. ## O combustível fica nos dois lados O aluguel cobre o carro, o seguro e a manutenção. Não cobre o tanque. Com 3.000 km por mês a 11 km/L e a gasolina da pesquisa da ANP de 30/08 a 05/09/2026, são 272,7 litros e R$ 1.720,91 por mês — o mesmo valor nas duas colunas. Por isso o combustível não desempata nada, e quem o lança só do lado do carro próprio produz uma comparação que já nasce decidida. ## O ponto de virada é o valor do carro que você usaria Do lado do carro próprio, a maior parcela isolada é a depreciação: R$ 1.000 por mês, saídos de R$ 12.000 no primeiro ano de um carro de R$ 80.000 perdendo 15% ao ano. Essa parcela é proporcional ao valor do veículo, e é ela que move a comparação inteira. Com um carro de R$ 40.000, rodar com o seu custa R$ 3.079,24 por mês, e o carro próprio ganha com folga. Com um de R$ 120.000, sobe para R$ 4.079,24 e a folga quase acaba. Com um de R$ 160.000, chega a R$ 4.579,24 e o aluguel passa a ser mais barato. A virada acontece nessa faixa, entre R$ 120.000 e R$ 160.000, com o aluguel do exemplo. A leitura prática é dura e simples: usar um carro caro como ferramenta de trabalho é uma decisão cara. Ele deprecia no seu nome, em quilometragem de aplicativo, e o mercado desconta isso na revenda. ## O que a conta não sabe O aluguel não imobiliza capital e o carro próprio sim: os R$ 80.000 parados no veículo deixam de render, e custo de oportunidade não entra aqui — o que joga a favor do aluguel. Juros de financiamento também não entram, e se o seu carro é financiado, eles são custo real, também a favor do aluguel. Do outro lado, o carro próprio pode ser vendido e o aluguel some. Caução, franquia de quilometragem e multa de rescisão variam por contrato e precisam ser somados no campo de outros gastos, senão o aluguel aparece mais barato do que é. ## O critério Olhe o valor do carro que você usaria, não a mensalidade da locadora. Se o veículo vale pouco e já está quitado, rodar com ele ganha por uma margem que nenhum contrato de aluguel cobre. Se ele é caro, novo ou financiado, alugar deixa de ser desperdício e passa a ser proteção do seu patrimônio. E rode o cálculo com a quilometragem que você realmente faz: quanto mais você roda, mais o aluguel se dilui — R$ 1,474 por quilômetro alugando contra R$ 1,193 com o carro próprio, aos 3.000 km do exemplo. ## Consertar ou vender: por que a regra dos 50% erra nos dois sentidos URL: https://exemplo.pages.dev/blog/consertar-ou-vender-o-carro/ Categoria: comparativo · Data: 2026-04-20 Calculadora relacionada: Vale a pena consertar ou vender o carro (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/vale-a-pena-consertar-ou-vender/) Um conserto de R$ 13.000 é 54,2% do valor do carro e ainda sai R$ 2.000 mais barato que trocar. O percentual não sabe nada sobre revenda. Um carro que vale R$ 24.000 com o defeito e R$ 32.000 consertado, diante de um orçamento de R$ 6.000, tem uma resposta clara: o conserto acrescenta R$ 2.000 ao veículo, e trocar por outro custaria R$ 9.000 a mais. Consertar ganha nas duas comparações. O que não ajuda em nada é saber que o conserto equivale a 25% do valor do carro. Rode os seus três números na [calculadora de consertar ou vender](/calculadoras/vale-a-pena-consertar-ou-vender/) antes de aceitar qualquer regra de bolso da oficina. ## A regra dos 50% não tem fonte O limiar "não conserte se passar de metade do valor do carro" circula em toda parte e não vem de fabricante, de órgão regulador nem de estudo com metodologia pública. Ele não está no código desta calculadora, não muda nenhuma resposta e não aparece como faixa colorida em lugar nenhum do site. O motivo é aritmético, não ideológico: o percentual compara o orçamento com o valor do carro, e a decisão depende do valor de revenda depois do conserto — que é uma informação que o percentual não contém. ## Ela erra para o lado de não consertar Nos números desta calculadora, um conserto de R$ 13.000 equivale a 54,2% do valor do carro. Passou do limiar, e a regra mandaria vender. Só que trocar por outro custaria R$ 2.000 a mais do que consertar. Quem seguiu a regra pagou mais caro para se livrar do problema. ## E erra para o lado de consertar No sentido oposto, um conserto de R$ 9.000 é 37,5% do valor — bem abaixo da metade, e a regra aprovaria sem hesitar. Mesmo assim ele destrói R$ 1.000 de valor: o carro consertado não vale o que o carro com defeito valia mais o preço do serviço. Um orçamento de R$ 12.000, que bate exatamente nos 50%, destrói R$ 4.000 e ainda assim sai R$ 3.000 mais barato que trocar. Nenhuma dessas situações é rara, e nenhuma delas é visível pelo percentual. ## As duas perguntas que decidem A primeira: o conserto acrescenta ao carro mais do que custa? É o valor consertado menos o valor com defeito menos o orçamento. Positivo significa que você está criando valor; negativo significa que está pagando por continuidade, o que pode ser legítimo. A segunda: o conserto sai mais barato que o desembolso líquido para trocar por outro? Esse desembolso é o preço do outro carro menos o que você recebe pelo seu no estado em que está. No exemplo, R$ 15.000. As duas podem apontar para lados diferentes, e é justamente aí que a decisão fica com você e não com a planilha. ## O que a conta não pesa Risco. O carro consertado pode quebrar de novo no mês seguinte, e isso não está em nenhum número. Também ficam de fora transferência, IPVA e seguro do carro novo, o tempo parado na oficina, a garantia do serviço e o valor de conhecer o histórico do próprio carro. ## O critério Peça o orçamento por escrito, pesquise o preço de anúncio de dois ou três modelos iguais em bom estado e faça as duas subtrações. Se o conserto criar valor e ainda for mais barato que trocar, conserte. Se destruir valor e trocar for mais barato, troque. Quando as duas divergirem, o desempate não é financeiro: pergunte quantos meses de tranquilidade o conserto compra e quanto vale para você não recomeçar o relacionamento com um carro desconhecido. O que não vale é decidir por um percentual que ninguém sabe de onde veio. ## Trocar de carro agora ou esperar: 75 meses para a troca se pagar URL: https://exemplo.pages.dev/blog/trocar-de-carro-agora-ou-esperar/ Categoria: comparativo · Data: 2026-04-13 Calculadora relacionada: Trocar de carro vale a pena? (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/trocar-de-carro-vale-a-pena/) Um aporte de R$ 25.000 com R$ 333,33 de economia mensal leva 75 meses para voltar. Esperar um ano não muda a aritmética — muda os dois preços ao mesmo tempo. Trocar um carro de R$ 35.000 que custa R$ 21.000 por ano por um de R$ 60.000 que custa R$ 17.000 exige um aporte de R$ 25.000 e devolve R$ 333,33 por mês de economia. A troca se paga em 75 meses — 6,3 anos. Se você não pretende ficar seis anos com o carro novo, ela não se paga; pode valer por outros motivos, mas não por esse. Rode os seus quatro números na [calculadora de trocar de carro](/calculadoras/trocar-de-carro-vale-a-pena/) antes de decidir a data. ## Esperar não congela o preço do carro que você quer O argumento mais comum a favor de esperar é que o carro pretendido vai baratear. Ele vai — e o seu também. Um carro de R$ 60.000 depreciando 15% ao ano retém 85% do valor depois de um ano, 72,2% depois de dois e 61,4% depois de três. Se os dois carros caem na mesma proporção, o aporte cai junto, mas a economia mensal não muda. O prazo para a troca se pagar continua o mesmo. Esperar só melhora a sua posição quando o carro que você quer perde valor mais rápido que o seu — o que acontece com modelos recém-lançados e com o primeiro ano de qualquer carro zero, que é o mais caro da curva, sozinho responsável por R$ 9.000 de perda no exemplo. ## O prazo calculado é o piso, não a previsão A conta é nominal e sem juros. Ela ignora que os R$ 25.000 do aporte poderiam estar rendendo, e ignora que o carro novo continua depreciando durante os 75 meses de recuperação. Os dois efeitos pioram a troca. Ficam de fora também os custos do ato de trocar: transferência, vistoria, despachante, ágio da loja, diferença de seguro no primeiro ano e o financiamento do aporte, se houver. Trate o resultado como o cenário mais otimista possível. ## A economia mensal é o que manda, e ela é sensível Com o mesmo aporte de R$ 25.000, uma economia de R$ 500 por mês reduz o prazo para 50 meses. Uma de R$ 166,67 estica para 150 meses — mais de doze anos, o que na prática significa nunca. E existe o caso em que não há prazo nenhum. Se o carro pretendido custar tanto quanto o atual para manter, ou mais, a troca não se paga em tempo nenhum, e a calculadora devolve um travessão em vez de inventar um número. Esse é o resultado mais comum de quem troca um carro velho e quitado por um seminovo mais caro: a depreciação do veículo mais valioso engole a economia de oficina e de combustível. ## Como achar os dois custos anuais Não estime. O custo anual completo de cada carro sai da [calculadora de custo por km real](/calculadoras/custo-por-km-real/), que soma combustível, manutenção, pneus, seguro, IPVA, licenciamento e depreciação. O carro de referência do site, por exemplo, fecha em R$ 24.257,72 por ano. Rode-a duas vezes, uma com os dados do seu carro e outra com os do pretendido, e traga os dois totais para a comparação. Sem isso, a economia mensal vira um chute, e todo o prazo depende dela. ## O critério Compare o prazo de recuperação com o tempo que você realmente vai ficar com o carro novo. Se o prazo for maior, a troca é uma compra, não um investimento — e comprar por conforto, segurança ou confiabilidade é uma decisão legítima, desde que declarada como tal. Se o prazo for menor, troque agora: cada mês de espera é um mês de economia não realizada, e a depreciação dos dois carros anda junta enquanto você pensa. ## Gasolina comum ou aditivada: a única parte que tem conta URL: https://exemplo.pages.dev/blog/gasolina-comum-ou-aditivada/ Categoria: comparativo · Data: 2026-04-06 Calculadora relacionada: Custo por km de combustível (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-combustivel/) A diferença de preço por litro vira diferença por quilômetro numa divisão simples. Sobre desempenho e desgaste, este site não achou fonte para afirmar nada. Com a gasolina comum a R$ 6,31 na pesquisa da ANP de 30/08 a 05/09/2026, na capital de São Paulo, um carro que faz 12 km/L gasta R$ 0,526 por quilômetro, ou R$ 52,58 a cada 100 km. Essa é a conta inteira: preço do litro dividido pelo consumo. Qualquer centavo a mais no litro entra nela na mesma proporção, e essa é a única parte da comparação entre comum e aditivada que este site consegue calcular com procedência. Abra a [calculadora de custo por km de combustível](/calculadoras/custo-por-km-combustivel/), digite o preço da comum do seu posto, anote o resultado, troque pelo preço da aditivada e anote de novo. A diferença entre os dois números é exatamente o que o aditivo custa a você por quilômetro rodado. ## A conta é linear, e isso simplifica tudo Como o custo por km é uma divisão, ele acompanha o preço do litro ponto a ponto: se a aditivada custa 4% a mais, o seu gasto de combustível sobe 4%, sem nenhum efeito de escala. Isso permite dimensionar o ano sem simulação complicada. Rodando 1.000 km por mês com o consumo e o preço acima, são R$ 525,83 por mês e R$ 6.310 no ano só de combustível. O prêmio percentual que você paga pela aditivada incide sobre esse total, do primeiro ao último abastecimento. ## O que este site não afirma sobre a aditivada Não afirmamos que ela limpa mais, entrega mais potência, melhora o consumo ou reduz desgaste. Não porque acreditamos que não faça — mas porque não encontramos fonte primária de fabricante ou de órgão técnico que publique a diferença de forma verificável e citável. Esse é o mesmo critério que deixa a curva de depreciação, a vida útil do jogo de pneus e a taxa das plataformas de aplicativo marcadas como valor de partida em revisão neste site, em vez de virarem números com cara de referência. Publicar um ganho de consumo sem fonte seria produzir exatamente o número plausível e sem procedência que este projeto existe para não produzir. Se algum fabricante publicar a medição, com metodologia, ela entra e o post muda. Até lá, o que está aqui é a conta de preço, e só. ## O que muda mais o seu custo do que o tipo de gasolina Vale a comparação de ordem de grandeza. Com o mesmo litro a R$ 6,31, um carro que faz 8 km/L gasta R$ 0,789 por quilômetro e um que faz 16 km/L gasta R$ 0,394 — menos da metade. Nessa mesma referência, cada real posto na bomba rende 1,902 km a 12 km/L. A distância entre esses cenários é maior que qualquer prêmio percentual cobrado por um tipo de gasolina. Calibragem, alinhamento, peso morto no porta-malas, ar-condicionado e estilo de condução mexem no divisor da conta, que é onde o dinheiro grande está. ## O critério Meça, em vez de acreditar. Rode um tanque inteiro de comum e um inteiro de aditivada, no mesmo tipo de trajeto, medindo de tanque cheio a tanque cheio: km rodados divididos por litros, nos dois casos. Se a aditivada custa 4% a mais e não melhora o consumo em pelo menos esses mesmos 4%, você está pagando mais por quilômetro — e o resto do argumento tem de vir de benefícios que a sua medição não capta e que nenhuma fonte pública quantifica. Enquanto a medição não existir, trate o prêmio como custo puro, porque é assim que ele aparece na conta que você consegue verificar. ## Seguro ou não segurar: a conta que só você consegue fazer URL: https://exemplo.pages.dev/blog/seguro-ou-nao-segurar-o-carro/ Categoria: comparativo · Data: 2026-03-30 Calculadora relacionada: Custo total de propriedade (TCO) (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-total-propriedade-tco/) O prêmio do carro de referência é R$ 2.800 por ano. Sem ele, o carro parado cai de R$ 1.247,84 para R$ 1.014,51 por mês — e o risco inteiro passa a ser seu. No carro de referência deste site, o seguro custa R$ 2.800 por ano. Ele faz parte de um bloco — seguro, IPVA e licenciamento — que soma R$ 5.374,08 no ano, R$ 0,448 por quilômetro rodado, ou 22,2% do custo total de ter o carro. Não é a maior parcela, mas é a única que você pode cancelar amanhã de manhã, e é por isso que a pergunta aparece. Rode o seu caso na [calculadora de custo total de propriedade](/calculadoras/custo-total-propriedade-tco/) com o prêmio da sua apólice, e depois de novo com o campo zerado. A diferença entre os dois totais é o que você economiza — e é só metade da conta. ## O que sai da conta quando o seguro sai O efeito é direto e mensurável. Um carro de R$ 60.000 parado na garagem custa R$ 1.247,84 por mês; sem seguro, o mesmo carro custa R$ 1.014,51. É a economia mensal inteira, sem letra miúda. O que muda do outro lado não tem número neste site: o valor do carro passa a ser um risco que você carrega sozinho. Furto, incêndio, colisão com perda total e danos a terceiros deixam de ter contraparte. ## Por que o site não publica um prêmio médio Você vai encontrar em muitos lugares um percentual do tipo "o seguro custa X% do valor do veículo". Aqui não vai. A única base pública brasileira com metodologia aberta sobre prêmio médio de seguro de automóvel está congelada no segundo semestre de 2020. Projetar dela um valor de 2026 produziria um número plausível e sem procedência, que é justamente o tipo de número que este site recusa. Por isso o seguro é sempre campo editável, preenchido com a sua cotação, e por isso a calculadora de valor estimado de seguro não foi publicada. A busca inteira está registrada em [fontes](/fontes/). ## A conta de risco, feita com os seus números Sem prêmio médio publicado, o que resta é a estrutura da decisão, e ela é simples de montar. De um lado, o prêmio anual da sua cotação. Do outro, o valor que você perderia numa perda total — no exemplo, R$ 60.000, mais de vinte vezes o prêmio de R$ 2.800. Divida o prêmio pelo valor do carro. O resultado é a fração do patrimônio que você paga por ano para não ter de repor esse patrimônio sozinho. Compare-a com a sua leitura honesta de risco: onde o carro dorme, quanto ele roda, em que horários, em que cidade, e quantos sinistros você já teve. E lembre da parte que não é sobre o seu carro. Danos causados a terceiros não têm teto no valor do seu veículo: um carro de R$ 20.000 pode causar um prejuízo muito maior que R$ 20.000, e essa assimetria não aparece em nenhuma comparação feita só com o valor do bem. ## O critério Faça uma pergunta de caixa, não de probabilidade: se o carro sumisse hoje, você repõe com dinheiro que já tem, sem dívida e sem interromper a vida? Se a resposta for não, o seguro não é uma aposta, é uma proteção contra um evento que você não consegue absorver — e a discussão passa a ser sobre franquia e coberturas, não sobre ter ou não ter. Se a resposta for sim, e o carro vale pouco em relação ao seu patrimônio, deixar de segurar o casco é uma escolha defensável, desde que você separe o valor do prêmio todo mês em vez de gastá-lo, e reavalie a cobertura contra terceiros à parte. ## Moto ou carro para o trajeto do trabalho: R$ 0,736 contra R$ 2,021 por km URL: https://exemplo.pages.dev/blog/moto-ou-carro-para-o-trajeto-do-trabalho/ Categoria: comparativo · Data: 2026-03-23 Calculadora relacionada: Custo por km de moto (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-moto/) A moto de referência custa 36% do custo por quilômetro do carro. A diferença vem do bloco fixo, não da bomba — e a conta não pesa risco. A moto de referência deste site — R$ 18.000, 30 km/L, rodando 10.000 km por ano — custa R$ 0,736 por quilômetro, R$ 7.357,41 no ano ou R$ 613,12 por mês. O carro de referência custa R$ 2,021 por quilômetro. A moto sai por cerca de 36% do custo por km do carro, e essa é a diferença que decide o trajeto diário de quem vai sozinho. Ponha o valor da sua moto e a sua quilometragem na [calculadora de custo por km de moto](/calculadoras/custo-por-km-moto/) antes de assumir que a economia é a do tanque. ## A economia não está onde a maioria acha Só de combustível, a moto gasta R$ 0,21 por quilômetro contra R$ 0,574 do carro. É uma diferença grande, mas é a menor parte da história: o custo completo da moto é 3,5 vezes o combustível dela, e o do carro é 3,52 vezes o combustível dele. A proporção é praticamente a mesma nos dois. O que muda é o tamanho do bloco fixo. A moto acumula R$ 3.754,08 por ano de depreciação, seguro, IPVA e licenciamento; o carro, R$ 14.374,08. Como esse bloco é proporcional ao valor do veículo, a moto é mais barata pelo motivo mais simples possível: ela custa menos. Uma moto cara diante de um carro barato inverte a comparação. ## A quilometragem também decide aqui O mesmo efeito de diluição vale para as duas rodas. A 3.000 km por ano, a moto de referência custa R$ 1,822 por quilômetro — mais que o carro rodando 12.000 km. A 10.000 km cai para R$ 0,736, e a 20.000 km chega a R$ 0,503. Quem usa a moto só para o trajeto curto de segunda a sexta pode estar na faixa cara da curva. Vale calcular antes, com a quilometragem real do ano anterior. ## Duas despesas da moto que não estão na conta Equipamento. Capacete, viseira, jaqueta, luva e bota são custo recorrente de quem anda de moto, e nenhum deles cabe nos campos da calculadora. Some-os por fora ou embuta a reposição anual no campo de manutenção, senão a comparação favorece a moto por omissão. Pneus. O jogo da moto são dois, dianteiro e traseiro, e a vida em quilômetros é a do jogo. No exemplo, um jogo de R$ 900 durando 15.000 km dá R$ 600 por ano — mais que o seguro da própria moto, que é R$ 700. Quem digita o preço de um pneu só subestima essa parcela pela metade. ## O que este site não calcula, e é decisivo Risco de acidente. Não publicamos comparação de gravidade ou de probabilidade entre moto e carro porque isso exigiria fonte primária que o site não levantou, e um número inventado aqui seria pior que nenhum número. Também não entram chuva, bagagem, passageiro, estacionamento e a diferença de tempo de trajeto, que costuma jogar a favor da moto no trânsito urbano e não aparece em reais. ## O critério Compare os dois custos por quilômetro com a sua quilometragem anual real, some o equipamento do lado da moto e verifique se a moto que você compraria é de fato mais barata que o carro que você já tem — porque é o valor do veículo, e não o consumo, que produz a maior parte da diferença. Se a moto ganhar com folga e o seu trajeto for sozinho, curto e diário, ela é a resposta econômica. Se ganhar por pouco, o desempate não é financeiro: é exposição ao risco, e essa parte da decisão nenhuma calculadora deve tomar por você. ## Como calcular o consumo real do seu carro URL: https://exemplo.pages.dev/blog/como-calcular-consumo-real-do-carro/ Categoria: como-calcular · Data: 2026-03-16 Calculadora relacionada: Calculadora de consumo real (km/L) (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/consumo-real-km-l/) Consumo é km rodados divididos pelos litros que couberam no tanque. O método, o erro que estraga a medição e o número do exemplo. Consumo real é uma divisão: **km rodados ÷ litros abastecidos**. Quem rodou 420 km e precisou de 35 litros para encher o tanque de novo faz 12 km/L. Não existe coeficiente, correção de temperatura nem fator de ajuste — é essa conta e nada mais. O trabalho todo está em conseguir os dois números certos. A [calculadora de consumo real](/calculadoras/consumo-real-km-l/) faz a divisão e devolve também a forma invertida, litros por 100 km, que no exemplo acima dá 8,33 L. ## Como medir os km e os litros sem errar Encha o tanque até a bomba desarmar sozinha e anote o hodômetro, ou zere o parcial. Rode como você roda sempre — sem economizar de propósito, senão você mede um carro que não é o seu. Quando for abastecer de novo, encha até a bomba desarmar outra vez e anote quantos litros entraram. Os litros do segundo abastecimento são exatamente os que você queimou no trecho medido. Esse é o pulo do gato: você não precisa saber quanto havia no tanque, porque o ponto de partida e o de chegada são o mesmo, tanque cheio. O erro que estraga a medição é trocar de bomba. Cada bomba desarma num ponto ligeiramente diferente, e essa diferença de meio litro vira erro grande quando o trecho é curto. Meça sempre no mesmo posto, na mesma bomba, e não force o gargalo depois do desarme: o que entra ali fica no tubo, não no tanque. ## Quanto rodar antes de medir Um tanque inteiro é o ideal porque dilui o erro de encher. Se você rodou 300 km e coube 30 litros, seu carro faz 10 km/L; com 500 km e 38 litros, 13,16 km/L; com 600 km e 40 litros, 15 km/L. Repare como a mesma imprecisão de meio litro pesa muito menos no trecho de 600 km do que num trecho de 50. Meça três tanques seguidos antes de tratar o número como verdade. O primeiro já é utilizável; o terceiro é o que você usa para decidir viagem, corrida de aplicativo ou troca de carro. Para juntar as três medições, some todos os quilômetros de um lado, todos os litros do outro, e divida uma soma pela outra — nunca a média das três divisões, que dá peso igual a trechos de tamanhos diferentes. ## Por que o número do computador de bordo é outro O painel estima a partir de sensores e costuma ser otimista. A etiqueta do Inmetro vem de ciclo de ensaio em laboratório, sem trânsito, sem ar-condicionado e sem serra — ela serve para comparar modelos entre si, não para prever a sua conta no fim do mês. O tanque cheio a tanque cheio é a única medição que inclui o seu trajeto, o seu pé e o seu pneu murcho. Depois que você tiver o seu km/L, ele alimenta quase todas as outras contas do carro: [quanto abastecer para uma viagem](/calculadoras/quanto-abastecer-para-x-km/), [quantos quilômetros dura um tanque](/calculadoras/autonomia-do-tanque/) e [quanto custa cada quilômetro rodado](/calculadoras/custo-por-km-real/). ## Quanto abastecer para uma viagem de 300 km URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-abastecer-para-uma-viagem/ Categoria: como-calcular · Data: 2026-03-09 Calculadora relacionada: Quanto abastecer para rodar uma distância (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/quanto-abastecer-para-x-km/) São 25 litros a 12 km/L, ou 27,5 litros com folga de 10%. A conta, a margem e como pedir isso em reais na bomba. Para rodar 300 km num carro que faz 12 km/L são **25 litros**. A conta é uma divisão: **litros = distância ÷ consumo**. Com uma folga de 10% para trânsito e desvio, viram 27,5 litros. A [calculadora de quanto abastecer](/calculadoras/quanto-abastecer-para-x-km/) faz as duas versões de uma vez e converte para reais. O consumo que entra aqui tem de ser o **seu**, medido de tanque cheio a tanque cheio, e não o da etiqueta. Um erro de 1 km/L nesse campo desloca o resultado mais do que qualquer margem de segurança que você escolha depois. ## A conta em reais, que é como a bomba trabalha Ninguém pede litros no caixa: pede um valor. Multiplique os litros pelo preço do posto. No exemplo, com o litro a R$ 6,31 — preço médio na capital na pesquisa da ANP de 30/08 a 05/09/2026 —, os 25 litros exatos custam R$ 157,75, e os 27,5 litros com folga custam **R$ 173,53**. Se o seu posto cobra outro valor, edite o campo: os litros não mudam, porque a distância continua a mesma. Repare que a diferença entre R$ 157,75 e R$ 173,53 não some: a folga fica no tanque para a próxima viagem. O que você adianta ali é dinheiro parado, não combustível perdido. ## Quanto para cada distância Mantendo os mesmos 12 km/L e a mesma folga de 10%: - 100 km pedem 8,33 litros, ou 9,17 litros com margem — R$ 57,84 na bomba. - 200 km pedem 16,67 litros, ou 18,33 litros com margem — R$ 115,68. - 500 km pedem 41,67 litros, ou 45,83 litros com margem — R$ 289,21. - 800 km pedem 66,67 litros, ou 73,33 litros com margem — R$ 462,73. O padrão é linear: dobrou a distância, dobrou o litro e dobrou o valor. É a única conta do carro em que isso vale, e por isso ela é fácil de fazer de cabeça depois que você sabe o seu consumo. ## Antes de pedir o valor, confira o tanque A conta é do percurso, não do nível atual. Ela não sabe quanto já existe dentro do tanque nem se o volume calculado cabe lá. Os 73,33 litros dos 800 km, por exemplo, não entram num tanque de 50 litros: essa viagem tem duas paradas, e o que você precisa saber antes é [quantos quilômetros o seu tanque dura](/calculadoras/autonomia-do-tanque/). ## Que folga usar Dez por cento cobrem um desvio curto e trânsito parado. Em estrada com posto raro, uma margem maior custa alguns reais e evita um guincho — a diferença entre os 25 e os 27,5 litros do exemplo é menor do que o preço de qualquer imprevisto na estrada. Ar-condicionado ligado, carro cheio, bagageiro no teto e serra derrubam o consumo abaixo da média que você informou. Se a viagem tem qualquer um desses, a margem não é luxo: é o que corrige o consumo que você usou na conta. Para etanol ou diesel, troque **os dois campos juntos** — o preço daquele combustível e o consumo do carro com ele. Trocar só o preço devolve um número errado para baixo, porque o mesmo carro faz menos quilômetros por litro de etanol. ## Quanto dura um tanque de combustível URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-dura-um-tanque-de-combustivel/ Categoria: como-calcular · Data: 2026-03-02 Calculadora relacionada: Calculadora de autonomia do tanque (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/autonomia-do-tanque/) Um tanque de 50 litros a 12 km/L dá 600 km no papel e 516 km até a luz da reserva acender. Qual dos dois se usa para planejar. Um tanque de 50 litros num carro que faz 12 km/L rende **600 km** de autonomia total — e **516 km até a luz da reserva acender**. São dois números diferentes, e quem planeja viagem usa o segundo. A [calculadora de autonomia do tanque](/calculadoras/autonomia-do-tanque/) devolve os dois, mais os 84 km que ainda restam depois da luz. A conta são três multiplicações sobre o mesmo consumo. Autonomia total é capacidade × consumo. Até a reserva é (capacidade − litros de reserva) × consumo. Dentro da reserva é litros da reserva × consumo. Nenhuma delas tem mistério; o que engana é escolher a errada. ## Por que os 600 km não servem para planejar Os 600 km supõem rodar até a última gota, o que ninguém faz de propósito. O número que entra no plano de viagem é 516 km, e os 84 km da reserva ficam como margem para alcançar o próximo posto — não como trecho previsto do trajeto. Tratar a reserva como parte do plano é o erro que transforma uma viagem tranquila num susto: a luz acende, o motorista acelera procurando posto, o consumo piora justamente aí, e os 84 km teóricos encolhem. ## Os três campos que você precisa saber **Capacidade do tanque.** Está no manual, na ficha técnica. Não tente descobrir abastecendo: a bomba desarma antes do volume nominal, e forçar o gargalo depois do desarme enche o tubo, não o tanque. **Consumo.** Use o do uso que você vai fazer. Estrada é melhor que cidade, e a diferença muda a resposta inteira. Meça o seu de [tanque cheio a tanque cheio](/calculadoras/consumo-real-km-l/) em vez de aceitar o painel. **Litros de reserva.** Quanto ainda resta quando a luz acende. Varia de modelo para modelo e costuma estar no manual. É o campo que mais gente chuta, e é o que separa os 516 km dos 600 km. ## O consumo manda em tudo Com o mesmo tanque de 50 litros e a mesma reserva de 7 litros, só mudando o km/L: - a 6 km/L, 258 km até a luz e 300 km no total; - a 8 km/L, 344 km até a luz e 400 km no total; - a 10 km/L, 430 km até a luz e 500 km no total; - a 14 km/L, 602 km até a luz e 700 km no total; - a 16 km/L, 688 km até a luz e 800 km no total. A distância entre o carro de 6 km/L e o de 16 km/L é de 430 km por tanque. Em viagem longa isso não é conforto: é o número de paradas. ## Etanol muda a resposta, e muda muito O mesmo tanque de 50 litros num carro rodando a 8,4 km/L com etanol rende 420 km, contra os 600 km da gasolina a 12 km/L. A capacidade é a mesma; o que mudou foi o combustível. Antes de decidir o abastecimento pelo preço, vale olhar quantas paradas a mais a viagem ganha — e, se a dúvida for de bolso, a conta está na [comparação entre álcool e gasolina](/calculadoras/alcool-ou-gasolina/). Nenhum desses números sabe se o tanque foi realmente completado, e o consumo real cai com ar-condicionado, carga e serra. A autonomia de verdade tende a ser menor que a calculada — mais um motivo para planejar pelos 516 km. ## Como calcular o custo por km do seu carro URL: https://exemplo.pages.dev/blog/como-calcular-o-custo-por-km-do-carro/ Categoria: como-calcular · Data: 2026-02-23 Calculadora relacionada: Calculadora de custo por km real (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-real/) Some tudo o que o carro consome no ano e divida pelos km do ano. No exemplo dá R$ 2,021 por km — 3,52 vezes o que só a bomba custaria. Custo por km é **tudo o que o carro consome em um ano, dividido pelos quilômetros desse ano**. No carro de referência deste site — R$ 60.000, 12.000 km por ano, 11 km/L —, o ano fecha em R$ 24.257,72 e o quilômetro sai por **R$ 2,021**. Só a gasolina daria R$ 0,574 por km: o custo completo é 3,52 vezes a conta da bomba. A [calculadora de custo por km real](/calculadoras/custo-por-km-real/) monta essa soma para você, mas vale saber montar na mão — porque a parte difícil não é dividir, é lembrar de tudo o que entra. ## Passo 1: separe o que anda com o km do que não anda O **variável** só existe quando o carro roda: combustível, pneus e manutenção. O **fixo** continua correndo com o carro na garagem: depreciação, seguro, IPVA e licenciamento. Essa separação não é preciosismo contábil. É ela que explica por que rodar mais barateia o quilômetro, e por que dois carros iguais podem ter custos por km muito diferentes. ## Passo 2: calcule cada linha do ano **Combustível** = km ÷ consumo × preço do litro. No exemplo, 12.000 km a 11 km/L com o litro a R$ 6,31 — preço médio na capital na pesquisa da ANP de 30/08 a 05/09/2026 — dão R$ 6.883,64 no ano. Edite o campo com o preço do seu posto. **Pneus** = km ÷ vida do jogo × preço do jogo. Um jogo de R$ 2.000 durando 40.000 km, rodando 12.000 km, dá R$ 600 no ano. **Manutenção**: o que você gastou de fato no ano passado, óleo, filtros, freios e o que quebrou. No exemplo, R$ 2.400. **Depreciação** = valor do carro hoje × percentual perdido no ano. R$ 60.000 a 15% ao ano dão R$ 9.000. **Seguro, IPVA e licenciamento**: o prêmio pago, o carnê e a taxa do Detran. No exemplo somam R$ 5.374,08 — dos quais R$ 174,08 são o licenciamento. ## Passo 3: some e divida O variável dá R$ 9.883,64 e o fixo dá R$ 14.374,08. Somados, R$ 24.257,72; divididos por 12.000 km, **R$ 2,021 por quilômetro**, ou R$ 2.021,48 por mês. Vale olhar a fatia de cada um antes de seguir: - depreciação: R$ 0,75 por km, 37,1% do total; - combustível: R$ 0,574 por km, 28,4%; - seguro, IPVA e licenciamento: R$ 0,448 por km, 22,2%; - manutenção: R$ 0,2 por km, 9,9%; - pneus: R$ 0,05 por km, 2,5%. A maior parcela não é a bomba: é a depreciação, a única que nunca sai da conta bancária e por isso a única que some quando a pessoa faz a conta de cabeça. ## Por que o mesmo carro tem vários custos por km Porque o bloco fixo se dilui. Os R$ 14.374,08 que não mudam com a quilometragem se espalham por quantos quilômetros você rodar: - a 5.000 km por ano, R$ 3,699 por km; - a 12.000 km por ano, R$ 2,021 por km; - a 20.000 km por ano, R$ 1,543 por km; - a 40.000 km por ano, R$ 1,183 por km. O variável fica em R$ 0,824 por km o tempo todo. Quem roda pouco paga caro por quilômetro sem gastar mais dinheiro — é [a mesma conta vista pela quilometragem anual](/calculadoras/quilometragem-anual-e-custo-fixo/). Três dos campos — depreciação, vida do jogo de pneus e custo de manutenção — não têm fonte pública brasileira e abrem como ponto de partida editável. Substitua pelos seus números antes de tratar o resultado como o custo do **seu** carro. ## Como calcular o IPVA pelo valor venal do carro URL: https://exemplo.pages.dev/blog/como-calcular-o-ipva-pelo-valor-venal/ Categoria: como-calcular · Data: 2026-02-16 Calculadora relacionada: Calculadora de IPVA por estado (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/ipva-por-estado/) IPVA é valor venal vezes a alíquota do estado. Um carro de R$ 45.000 em SP paga R$ 1.800 no ano; no Paraná, R$ 855. IPVA é uma multiplicação: **valor venal × alíquota do estado**. Um carro de R$ 45.000 num estado de alíquota de 4%, como São Paulo, paga **R$ 1.800** no ano — R$ 150 por mês se você provisionar. Depois disso, se o seu estado oferecer desconto para cota única, ele abate esse valor. A [calculadora de IPVA por estado](/calculadoras/ipva-por-estado/) já traz a alíquota das UFs conferidas em lei estadual, e deixa o campo aberto para você digitar a sua. ## Onde achar o valor venal Na tabela FIPE, pelo modelo, ano e versão do seu carro. É o número que quase todo mundo erra por chutar o preço de anúncio: valor venal não é o que você pagou nem o que o vizinho pede, é o que a tabela usada pelo estado registra. Alguns estados usam base de cálculo própria, de uma tabela da secretaria de fazenda, em vez da FIPE. Se a sua guia trouxer outro valor, é esse que vale — a guia ganha da estimativa sempre. Este site não embute valor de carro em campo nenhum, e o motivo é simples: a FIPE é republicada todo mês, e um número gravado aqui estaria errado na virada. ## A alíquota muda muito de estado para estado O mesmo carro de R$ 45.000, com a alíquota de cada UF conferida em lei estadual: - Paraná, 1,9%: R$ 855 no ano, R$ 71,25 por mês. - Acre e Santa Catarina, 2%: R$ 900 no ano, R$ 75 por mês. - Pernambuco, 2,4%: R$ 1.080 no ano, R$ 90 por mês. - Bahia e Ceará, 2,5%: R$ 1.125 no ano, R$ 93,75 por mês. - Rio Grande do Sul e Distrito Federal, 3%: R$ 1.350 no ano, R$ 112,5 por mês. - Tocantins, 3,5%: R$ 1.575 no ano, R$ 131,25 por mês. - São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, 4%: R$ 1.800 no ano, R$ 150 por mês. Entre o Paraná, com R$ 855, e São Paulo, com R$ 1.800, o mesmo carro paga mais que o dobro. É por isso que a alíquota é campo, e não uma constante nacional. ## Por que só 18 dos 27 estados aparecem preenchidos Porque só nesses a alíquota do automóvel de passeio foi confirmada em lei estadual. Nos outros 9 o campo abre em branco, por um de dois motivos: ou a lei traz apenas faixas — por potência, cilindrada ou valor venal — sem uma que cubra a maior parte da frota, ou o texto consolidado não foi localizado em fonte primária legível. Preencher os 9 restantes por estimativa daria uma tabela mais bonita e um número errado para a maioria dos carros. A página de fontes deste site lista os estados um a um, com a lei citada nos conferidos e o motivo nos que faltam. ## O desconto entra depois, não antes Vários estados descontam para pagamento em cota única, e alguns dão abatimento por condutor sem multa no ano. O percentual muda por estado e por exercício, então digite o da sua guia. Um desconto de 3% sobre os R$ 1.800 do exemplo tira R$ 54 — abate o imposto, não a alíquota. Duas coisas a conta não faz: não aplica isenções pessoais, como as de pessoa com deficiência, táxi ou veículo acima de determinada idade em alguns estados, e não calcula multa e juros de IPVA atrasado. Para o pacote completo do ano, com licenciamento junto, use o [custo anual de documentação](/calculadoras/custo-anual-de-documentacao/). ## Como calcular a prestação do financiamento na mão URL: https://exemplo.pages.dev/blog/como-calcular-a-prestacao-do-financiamento/ Categoria: como-calcular · Data: 2026-02-09 Calculadora relacionada: Calculadora de prestação do financiamento (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/prestacao-do-financiamento/) A fórmula da Tabela Price, o jeito de conferir a proposta sem ela e por que 1,79% ao mês não é 21,48% ao ano. Financiar R$ 48.000 a 1,79% ao mês em 48 meses dá uma parcela de **R$ 1.498,77**. A conta é a Tabela Price, e ela cabe numa linha: **parcela = valor financiado × i ÷ (1 − (1 + i) elevado a −n)**, com *i* sendo a taxa mensal em fração e *n*, o número de parcelas. Na prática, essa fórmula é chata de fazer no papel por causa da potência negativa. A [calculadora de prestação](/calculadoras/prestacao-do-financiamento/) resolve, mas o que interessa é você saber **conferir** o que a loja apresentou — e para isso não precisa da fórmula. ## Os três números que você tem de ter na mão O **valor financiado** é o preço fechado menos a entrada, não o preço de tabela: um carro de R$ 60.000 com R$ 12.000 de entrada financia R$ 48.000. A **taxa** tem de vir da proposta, em porcentagem ao mês. E o **prazo**, em meses. Se a loja só falou de parcela e prazo e desconversou sobre a taxa, você não tem os três números — tem dois. Nesse caso não dá para calcular nada, e essa é a informação mais útil da conversa. ## Como conferir sem a fórmula Multiplique a parcela pelo prazo e compare com o financiado. No exemplo, R$ 1.498,77 × 48 dão **R$ 71.940,96** de total pago sobre R$ 48.000 emprestados: **R$ 23.940,96 são juros**, quase metade do que foi financiado. Essa conta de trás para frente é a que expõe o contrato. A parcela sozinha soa razoável; o total pago diz o que você está comprando de fato. ## A armadilha da taxa anual Juro compõe sobre juro, então a taxa anual é **(1 + i) elevado a 12, menos 1** — não i × 12. Os mesmos 1,79% ao mês equivalem a **23,726% ao ano**, e não aos 21,48% que a multiplicação sugere. São mais de dois pontos percentuais que aparecem em toda comparação entre uma proposta cotada ao mês e outra cotada ao ano. Converta sempre para a mesma unidade antes de comparar duas propostas. Comparar 1,79% ao mês com uma taxa anual sem converter é como comparar litro com quilômetro. ## O prazo muda a parcela e muda mais ainda o juro O mesmo financiamento de R$ 48.000 a 1,79% ao mês: - 12 meses: parcela de R$ 4.480,53 e R$ 5.766,36 de juros; - 24 meses: parcela de R$ 2.477,84 e R$ 11.468,16 de juros; - 36 meses: parcela de R$ 1.820,25 e R$ 17.529 de juros; - 48 meses: parcela de R$ 1.498,77 e R$ 23.940,96 de juros; - 72 meses: parcela de R$ 1.191,28 e R$ 37.772,16 de juros. De 48 para 72 meses a parcela cai de R$ 1.498,77 para R$ 1.191,28, e o juro sobe de R$ 23.940,96 para R$ 37.772,16. É o mesmo dinheiro emprestado por mais tempo: a parcela que cabe no bolso e o contrato mais barato quase nunca são o mesmo. ## O que essa parcela ainda não é Ela é a parcela do principal com juros — a **taxa anunciada**. Tarifa de cadastro, registro de contrato, IOF e seguro prestamista entram na parcela real e não estão aqui. Com R$ 1.200 de tarifas na assinatura e R$ 25 de seguro por parcela, a parcela cheia do mesmo contrato vai para R$ 1.523,77 e o custo efetivo, de 1,79% para 1,994% ao mês. Essa é a conta do [CET do financiamento](/calculadoras/cet-do-financiamento/), e é por ela que se comparam propostas. ## O que é CET e por que a parcela é maior que a taxa anunciada URL: https://exemplo.pages.dev/blog/o-que-e-cet-financiamento/ Categoria: como-calcular · Data: 2026-02-02 Calculadora relacionada: Calculadora de CET do financiamento (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/cet-do-financiamento/) O CET mede o preço do contrato, não o do dinheiro. No exemplo, 1,79% ao mês anunciados viram 1,994% — e R$ 2.400 cobrados sem se chamarem juro. CET é o **custo efetivo total**: a taxa que iguala o dinheiro que você recebeu de verdade ao dinheiro que você paga de verdade. No contrato de exemplo deste site, a taxa anunciada é 1,79% ao mês e o CET é **1,994% ao mês**, ou 26,728% ao ano. A diferença de 0,204 ponto percentual ao mês parece pequena e vale **R$ 2.400** ao longo do contrato. A [calculadora de CET](/calculadoras/cet-do-financiamento/) pede cinco campos que estão todos na sua proposta: valor financiado, parcela anunciada, prazo, tarifas da assinatura e seguro embutido. ## De onde vem a diferença São duas cobranças que a taxa anunciada não enxerga, e elas empurram a conta por caminhos opostos. **Tarifa na assinatura reduz o que você recebe.** No exemplo, financiaram-se R$ 48.000, mas R$ 1.200 de cadastro, registro e IOF saíram no ato. O dinheiro que efetivamente chegou foi **R$ 46.800** — e a dívida continua sendo sobre os R$ 48.000 cheios. **Seguro embutido aumenta o que você paga.** A parcela anunciada de R$ 1.498,77 vira **R$ 1.523,77** com R$ 25 de prestamista por mês. Em 48 parcelas, R$ 1.200 a mais. Recebendo menos e pagando mais, a taxa real só pode ser maior. Somando os dois lados, o total pago vai a R$ 73.140,96. ## Por que não existe fórmula fechada para o CET Porque a taxa procurada aparece elevada a cada uma das 48 potências do fluxo de pagamentos — é a raiz de um polinômio, e não se isola no papel. O site a encontra por bisseção: testa uma taxa, vê se o valor presente das parcelas dá mais ou menos que o valor liberado, e vai fechando o intervalo até as duas pontas baterem. É por isso que o CET não se calcula de cabeça, e é exatamente por isso que ele é o número que o vendedor não repete em voz alta. ## Quanto cada cobrança pesa O mesmo contrato de R$ 48.000 a 1,79% ao mês em 48 meses, mudando só o que é cobrado por fora do juro: - sem tarifa e sem seguro: CET de 1,79% ao mês, 23,726% ao ano — igual à taxa anunciada; - R$ 600 de tarifa, sem seguro: 1,851% ao mês, 24,615% ao ano; - R$ 1.200 de tarifa e R$ 25 por parcela: 1,994% ao mês, 26,728% ao ano; - R$ 2.000 de tarifa e R$ 45 por parcela: 2,143% ao mês, 28,98% ao ano; - R$ 3.000 de tarifa e R$ 60 por parcela: 2,302% ao mês, 31,409% ao ano. A taxa anunciada é 1,79% nas cinco linhas. O custo vai de 23,726% a 31,409% ao ano sem que uma vírgula da taxa mude. É por isso que comparar propostas pela taxa anunciada não compara nada. ## O que fazer com esse número Peça o CET das duas propostas e escolha o menor, mesmo que a taxa anunciada diga o contrário. Duas ofertas de 1,79% ao mês podem custar 1,79% ou 2,302% ao mês, dependendo do que cada uma cobra por fora. Vale também testar o contrato sem o seguro prestamista, que pode ser recusado: tirar os R$ 25 de cada uma das 48 parcelas derruba o custo efetivo de 1,994% para 1,913% ao mês. E, antes de tudo, confira a parcela nua na [calculadora de prestação](/calculadoras/prestacao-do-financiamento/): se a parcela da proposta já for maior que a da fórmula com a taxa anunciada, a diferença é justamente o que ninguém te contou. ## Quanto de entrada compensa dar no carro URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-de-entrada-compensa-dar/ Categoria: como-calcular · Data: 2026-01-26 Calculadora relacionada: Calculadora de entrada maior: quanto economiza (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/entrada-maior-quanto-economiza/) Cada real de entrada abate juro na mesma proporção. R$ 6.000 a mais devolvem R$ 2.992,32 em 48 meses — e a conta para saber se vale para você. Num carro de R$ 60.000 a 1,79% ao mês em 48 meses, subir a entrada de R$ 12.000 para R$ 18.000 economiza **R$ 2.992,32 de juros**. São R$ 6.000 adiantados que devolvem quase metade disso ao longo do contrato — um retorno de 49,872% sobre o dinheiro antecipado, sem risco nenhum. A conta é simples de montar: rode a Tabela Price duas vezes, com a mesma taxa e o mesmo prazo, mudando só a entrada, e compare o **juro total** de cada cenário. A [calculadora de entrada maior](/calculadoras/entrada-maior-quanto-economiza/) faz as duas passadas de uma vez. ## Por que se compara o juro, e não a parcela A parcela também cai — de R$ 1.498,77 para R$ 1.311,43, um alívio de R$ 187,34 por mês —, mas ela sozinha engana: parcela menor pode vir de prazo maior, que custa mais. O desembolso de quem financia é sempre o preço do carro mais os juros. A entrada extra não evapora: ela aparece inteira do outro lado, abatendo o financiado. Então a diferença de juros **é** a diferença de desembolso, e é o único número que responde à pergunta. ## Cada faixa de entrada, no mesmo carro Carro de R$ 60.000, 1,79% ao mês, 48 meses: - R$ 12.000 de entrada: financia R$ 48.000, parcela de R$ 1.498,77, juros de R$ 23.940,96; - R$ 18.000: financia R$ 42.000, parcela de R$ 1.311,43, juros de R$ 20.948,64 — economiza R$ 2.992,32; - R$ 24.000: financia R$ 36.000, parcela de R$ 1.124,08, juros de R$ 17.955,84 — economiza R$ 5.985,12; - R$ 30.000: financia R$ 30.000, parcela de R$ 936,73, juros de R$ 14.963,04 — economiza R$ 8.977,92; - R$ 36.000: financia R$ 24.000, parcela de R$ 749,39, juros de R$ 11.970,72 — economiza R$ 11.970,24. O efeito é linear: cada R$ 6.000 a mais de entrada tira aproximadamente os mesmos R$ 2.992,32 de juros. Não existe um ponto ótimo escondido na curva — o que existe é o limite do seu bolso. ## A pergunta que decide: esse dinheiro renderia mais em outro lugar? A taxa a bater é a do contrato, 1,79% ao mês. Se a sua aplicação rende menos que isso, adiantar a entrada é o melhor uso do dinheiro, porque o juro que você deixa de pagar é retorno garantido e líquido. Se rende mais, a conta muda — e é a de [financiar ou pagar à vista](/calculadoras/financiamento-vs-a-vista/). O que quase nunca compensa é zerar a reserva de emergência. Seguro, IPVA, licenciamento e a primeira revisão vencem depois da compra, e quem fica sem caixa costuma voltar a tomar crédito bem mais caro para pagá-los. A economia de R$ 2.992,32 some rápido diante do juro de um rotativo. ## Entrada maior ou prazo menor As duas reduzem juro por caminhos diferentes, e vale medir qual está ao seu alcance. No mesmo carro, R$ 6.000 de entrada extra economizam R$ 2.992,32; encurtar o prazo de 48 para 36 meses, sem mexer na entrada, economiza R$ 6.411,96 — mas exige parcela de R$ 1.820,25 em vez de R$ 1.498,77. Prazo menor economiza mais e aperta mais. Entrada maior economiza menos e alivia a parcela. Quem consegue as duas coisas paga bem menos que os R$ 23.940,96 de juros do cenário de partida. Um detalhe que a conta não captura: entrada maior às vezes destrava uma taxa menor no banco. Se for o seu caso, a economia real é maior que a calculada, e o jeito de medir é rodar a conta duas vezes, uma com cada taxa. ## Como saber se uma corrida de aplicativo vale a pena URL: https://exemplo.pages.dev/blog/como-saber-se-a-corrida-de-aplicativo-vale-a-pena/ Categoria: como-calcular · Data: 2026-01-19 Calculadora relacionada: Vale a pena essa corrida? (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/vale-a-pena-essa-corrida/) O km até o passageiro entra no custo e ninguém paga por ele. Uma corrida de R$ 12 com 6 km de busca dá R$ 1,5 de prejuízo. A tela do aplicativo mostra o valor da corrida e a distância do passageiro, mas não faz a soma que decide tudo: **os km até o passageiro custam igual aos km com o passageiro dentro, e só os segundos são pagos**. Uma oferta de R$ 12 por uma corrida de 4 km, com o passageiro a 6 km de você, dá **R$ 1,5 de prejuízo**. A conta tem três linhas: **km total = km de busca + km da corrida**, **custo = km total × seu custo por km** e **lucro = valor da corrida × (1 − taxa) − custo**. A [calculadora de vale a pena essa corrida](/calculadoras/vale-a-pena-essa-corrida/) faz as três e ainda diz qual seria o valor mínimo para empatar. ## O número que a tela esconde Naquela oferta você roda 10 km e recebe por 4. **60% dos quilômetros rodados não são remunerados por ninguém.** A um custo de R$ 1,05 por km — combustível, manutenção, pneus, seguro, IPVA e depreciação, não só o tanque —, ir buscar o passageiro custa **R$ 6,3**. O trecho pago, esse sim, custa R$ 4,2. O deslocamento de busca é a maior despesa da corrida, e é a única que não aparece em lugar nenhum. Do lado da receita: a plataforma retém R$ 3 dos R$ 12 e chegam R$ 9 na sua mão. Rodar custou R$ 10,5. O resultado é R$ 1,5 negativo, o equivalente a **R$ -3 por hora** nos 30 minutos que a corrida ocupa da aceitação à finalização. Para essa corrida empatar, o app precisaria oferecer **R$ 14**. ## A mesma corrida, mudando só a distância de busca O valor ofertado é R$ 12 em todas as linhas abaixo. O que muda é onde o passageiro está: - na porta, 0 km de busca: 4 km rodados, custo de R$ 4,2, lucro de **R$ 4,8** — R$ 9,6 por hora; - 2 km de busca: 6 km rodados, custo de R$ 6,3, lucro de R$ 2,7 — R$ 5,4 por hora; - 4 km de busca: 8 km rodados, custo de R$ 8,4, lucro de R$ 0,6 — R$ 1,2 por hora; - 6 km de busca: 10 km rodados, custo de R$ 10,5, prejuízo de R$ 1,5 — R$ -3 por hora; - 8 km de busca: 12 km rodados, custo de R$ 12,6, prejuízo de R$ 3,6 — R$ -7,2 por hora. Entre a melhor e a pior linha há R$ 8,4 de diferença, e o preço da corrida nunca mudou. O sinal vira entre 4 e 6 km de busca: é ali que aceitar deixa de ser trabalho e passa a ser pagar para trabalhar. ## Como achar o seu custo por km antes de usar isso O R$ 1,05 do exemplo é ponto de partida. O seu sai de [quanto o seu carro custa por quilômetro](/calculadoras/custo-por-km-real/), com o preço do posto que você abastece e o valor do carro que você dirige. Quem usa só o gasto de combustível subestima o custo em várias vezes e aceita corrida que consome o carro sem repor nada. A taxa da plataforma também é sua: nenhuma delas publica um percentual oficial estável, então leia o seu extrato e digite o percentual efetivo que você apurou. ## O que a conta não decide por você Ela não avalia posição. Uma corrida ruim que termina numa região de alta demanda pode compensar; uma boa que termina longe de tudo pode não compensar. Isso é julgamento, não aritmética. E o ganho por hora usa os minutos que você informar. Se preencher só o tempo com o passageiro a bordo, o deslocamento de busca fica fora do relógio e o número sai otimista — conte da aceitação à finalização. ## Quanto o carro desvaloriza por ano URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-o-carro-desvaloriza-por-ano/ Categoria: como-calcular · Data: 2026-01-12 Calculadora relacionada: Calculadora de depreciação do veículo (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/depreciacao-do-veiculo/) Não existe curva pública de depreciação no Brasil. O que existe é a fórmula, e o método para medir a taxa do seu modelo você mesmo. A resposta honesta é que **este site não achou fonte pública brasileira para essa curva**. Procuramos na FIPE, na Fenabrave, no Sindipeças, na Anfavea e em estudos acadêmicos: a FIPE publica o preço observado do mês, não uma série de depreciação, e a frase de que "o carro perde 20% no primeiro ano" circula em toda parte sem origem citável. O que existe é a fórmula, e ela é boa: **valor estimado = valor de novo × (1 − taxa) elevado à idade**. Na [calculadora de depreciação](/calculadoras/depreciacao-do-veiculo/) a taxa é campo editável, marcado em revisão, e o resto é aritmética limpa. ## Como medir a sua taxa em cinco minutos Este é o método que substitui o número de cabeça. Abra a tabela FIPE do seu modelo, ano e versão, e anote o valor de hoje. Depois abra a FIPE do **mesmo modelo com um ano a mais de idade** e anote também. Divida o segundo pelo primeiro: a diferença percentual é a taxa que vale para o seu carro, medida por você. Ela costuma ser diferente da média para modelos de alta procura e para os de liquidez ruim, e é justamente essa diferença que nenhuma média captura. Feito isso, ponha o número no campo e a conta passa a ser sua. ## Por que a curva é composta e não linear Cada ano tira uma fatia do que sobrou, não do valor original. A conta linear — valor menos taxa vezes idade — chega a **valor negativo**: a 15% ao ano ela zeraria o carro em 6,7 anos e o deixaria abaixo de zero depois disso, o que nenhum carro faz. A composta nunca cruza o zero. Com o carro de referência do site, de R$ 60.000 a 15% ao ano: - 1 ano: vale R$ 51.000, perdeu R$ 9.000, retém 85%; - 2 anos: R$ 43.350, perdeu R$ 16.650, retém 72,2%; - 3 anos: R$ 36.847,5, perdeu R$ 23.152,5, retém 61,4%; - 5 anos: R$ 26.622,32, perdeu R$ 33.377,68, retém 44,4%; - 10 anos: R$ 11.812,46, perdeu R$ 48.187,54, retém 19,7%. A perda média por ano cai junto: R$ 9.000 no primeiro ano, R$ 7.717,5 na média dos três primeiros, R$ 4.818,75 na média dos dez. Quem compra usado de cinco anos entra numa parte da curva bem mais barata que a de quem compra zero. ## Depreciação é despesa mesmo sem vender o carro É a maior despesa isolada de ter um carro, e a única que ninguém vê sair da conta bancária. No carro de referência ela dá R$ 9.000 por ano, contra R$ 6.883,64 de combustível — 37,1% do [custo por km real](/calculadoras/custo-por-km-real/) contra 28,4%. Você paga essa conta de uma vez só, na hora de vender ou trocar. E paga com o carro parado também: a maior parte da curva é tempo, não quilometragem. ## O que a fórmula não sabe Ela aplica uma taxa única a todos os anos. Na prática o primeiro ano é o mais duro, porque o carro deixa de ser zero-quilômetro, e a curva achata depois — então usar uma taxa média subestima o começo e superestima o fim. Ela também não olha modelo, marca, versão, câmbio, cor, histórico de sinistro nem procura de mercado. Dois carros do mesmo preço com liquidez muito diferente recebem aqui a mesma curva, e no pátio recebem propostas bem diferentes. Por isso os números acima são ordem de grandeza, não referência. A referência é a FIPE do seu modelo, medida por você, com o método do começo deste texto. ## Quanto da renda comprometer com carro URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quanto-da-renda-comprometer-com-carro/ Categoria: como-calcular · Data: 2026-01-05 Calculadora relacionada: Quanto de carro cabe no meu bolso (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/quanto-carro-cabe-no-meu-bolso/) O percentual é escolha sua, mas a conta certa desconta o custo de rodar antes da prestação. Com R$ 6.000 de renda, cabe um carro de R$ 30.817,02. Não existe "regra dos 30%" com fonte primária, e este site não publica uma. O percentual da renda que você aceita comprometer é **escolha sua**. O que dá para calcular com precisão é o efeito dessa escolha — e o erro que quase todo simulador comete no caminho. Com renda líquida de R$ 6.000 e 25% de comprometimento, o teto é R$ 1.500 por mês. Só que R$ 850 desse teto já vão para rodar o carro: combustível, seguro, IPVA, licenciamento e manutenção. Sobram **R$ 650** para a prestação, e é isso que cabe. Com R$ 10.000 de entrada, a 1,79% ao mês em 48 meses, o carro viável é de **R$ 30.817,02**. A conta inteira está na [calculadora de quanto de carro cabe no bolso](/calculadoras/quanto-carro-cabe-no-meu-bolso/). ## A conta tem duas etapas, e a primeira é a que some **Etapa 1: parcela disponível = renda × percentual escolhido − custo de rodar.** É aqui que quase todo simulador para de calcular antes de começar. **Etapa 2: inverta a Tabela Price.** A parcela disponível vira valor financiável, e somando a entrada você chega ao preço do carro que cabe. No exemplo, R$ 650 de prestação financiam R$ 20.817,02. ## O erro que custa R$ 27.222,26 Se você jogar o teto de R$ 1.500 direto na prestação, sem descontar o custo de rodar, o resultado sai **R$ 58.039,28** de carro — contra os R$ 30.817,02 que cabem de fato. São R$ 27.222,26 de carro a mais do que o orçamento aguenta. A diferença não aparece na loja. Aparece no terceiro mês, quando o seguro, o IPVA e a primeira revisão chegam junto com a prestação e o dinheiro do mês acaba antes do mês. ## O mesmo percentual em rendas diferentes Com 25% de comprometimento e R$ 850 por mês de custo de rodar: - renda de R$ 3.000: rodar já consome 28,333% da renda e estoura o limite — não cabe carro nenhum, embora o simulador ingênuo apontasse R$ 34.019,64; - renda de R$ 4.500: rodar consome 18,889%, sobram R$ 275 de prestação, cabe um carro de R$ 18.807,2 — o simulador ingênuo diria R$ 46.029,46; - renda de R$ 6.000: rodar consome 14,167%, sobram R$ 650, cabe R$ 30.817,02 — contra R$ 58.039,28; - renda de R$ 9.000: rodar consome 9,444%, sobram R$ 1.400, cabe R$ 54.836,66 — contra R$ 82.058,91; - renda de R$ 12.000: rodar consome 7,083%, sobram R$ 2.150, cabe R$ 78.856,29 — contra R$ 106.078,55. Repare no que o custo fixo de rodar faz com quem ganha menos: R$ 850 são 28,333% de R$ 3.000 e 7,083% de R$ 12.000. O carro não fica proporcionalmente mais barato para quem tem menos renda — ele fica proporcionalmente muito mais caro. ## O campo que decide a resposta É o custo de rodar, e ele é seu para medir. Some o que você gastou no ano passado com combustível, seguro, IPVA, licenciamento e oficina, divida por 12 e ponha no campo. O ponto de partida de R$ 850 é ponto de partida, não referência — o número que vale sai de [quanto o seu carro custa por mês](/calculadoras/custo-mensal-do-carro/). ## Não resolva pelo prazo Esticar o financiamento faz caber um carro mais caro com a mesma prestação: os R$ 650 disponíveis financiam R$ 20.817,02 em 48 meses e R$ 26.190,25 em 72 meses. O carro melhora e o contrato piora, porque você paga juro por dois anos a mais. A conta também não olha score, aprovação de crédito, outras dívidas nem renda variável, e supõe o custo de rodar constante quando na prática ele cresce com a idade do carro. Se o resultado ficou no limite, ele já está otimista. ## Como calcular o rateio de combustível da carona URL: https://exemplo.pages.dev/blog/como-calcular-o-rateio-de-combustivel-da-carona/ Categoria: como-calcular · Data: 2025-12-29 Calculadora relacionada: Calculadora de rateio de combustível na carona (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/rateio-de-combustivel-carona/) Divida o custo pelo número de quem paga. R$ 250 entre 4 ocupantes dão R$ 62,5; com o motorista fora do rateio, R$ 83,33 por passageiro. Rateio de carona é uma divisão, e a única decisão que importa é **por quantos**. Um custo de R$ 250 dividido entre 4 pessoas no carro, motorista incluído, dá **R$ 62,5 para cada um**, e o motorista arrecada R$ 187,5 dos três passageiros enquanto banca a própria cota. Se o motorista ficar de fora do rateio, os mesmos R$ 250 se dividem por 3 e cada passageiro paga **R$ 83,33**. São R$ 20,83 de diferença por passageiro, decididos por uma linha de combinado. A [calculadora de rateio de combustível](/calculadoras/rateio-de-combustivel-carona/) mostra as duas versões lado a lado — o melhor uso dela é abrir antes da viagem, não no posto. ## Passo 1: decida o que entra no valor a dividir Só o combustível, ou combustível mais pedágio? As duas respostas são legítimas, e nenhuma é óbvia para quem está no banco de trás. Se você quiser o número somado e pronto, a [calculadora de custo de viagem](/calculadoras/custo-de-viagem/) devolve o total já com pedágio: no exemplo dela, uma viagem de 430 km ida e volta fecha em R$ 512,22 somando combustível e praça, o que dá R$ 128,05 por pessoa num carro com 4 ocupantes. O que não muda é o método: qualquer que seja o valor combinado, ele entra inteiro no campo e a conta divide exatamente aquilo. ## Passo 2: conte os divisores Com o motorista dentro do rateio, os divisores são todos os ocupantes. Com ele fora, são só os passageiros. O mesmo custo de R$ 250: - 2 pessoas no carro: R$ 125 cada com o motorista rateando; R$ 250 para o único passageiro se ele ficar fora; - 3 pessoas: R$ 83,33 cada; ou R$ 125 por passageiro; - 4 pessoas: R$ 62,5 cada; ou R$ 83,33 por passageiro; - 5 pessoas: R$ 50 cada; ou R$ 62,5 por passageiro. Repare que, com o motorista fora, ele arrecada os R$ 250 inteiros em qualquer ocupação — o que muda é só quanto cada passageiro banca. Com o motorista dentro, o valor por pessoa despenca à medida que o carro enche. ## Carona não é corrida O que a divisão faz é repartir um custo que já existiria de qualquer jeito: o motorista sai no zero ou paga a parte dele, e ninguém lucra. Cobrar acima do custo real muda a natureza do que está acontecendo, e esta conta não serve para isso — ela divide despesa, não forma preço de transporte. Por isso o valor a dividir tem de ser um número que você consiga mostrar: quantos litros, a que preço, mais o pedágio da praça tal. ## O que fica fora, e quem paga Se você rateia só o combustível, todo o resto do desgaste continua com o dono do carro: pneu, óleo, revisão e depreciação. Não é pouco — o [custo por km real](/calculadoras/custo-por-km-real/) costuma ser de três a quatro vezes o do combustível puro. Quem dirige está bancando essa diferença em silêncio. Não é errado combinar assim; é errado ninguém saber que foi combinado assim. Se o grupo quiser rachar o desgaste também, some-o ao valor antes de dividir. ## Passageiro que desce no meio do caminho A divisão é igual para todos, então quem desceu na metade paga o mesmo de quem foi até o fim. Nesse caso, calcule cada trecho separadamente e some as cotas de cada pessoa por trecho. Dá dois minutos a mais de conta e evita a discussão que ninguém quer ter dentro do carro. ## Como calcular o custo por km da moto URL: https://exemplo.pages.dev/blog/como-calcular-o-custo-por-km-da-moto/ Categoria: como-calcular · Data: 2025-12-22 Calculadora relacionada: Calculadora de custo por km de moto (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-moto/) A moto de referência custa R$ 0,736 por km — 3,5 vezes o que só a gasolina custaria. Os campos que mudam em relação ao carro. A estrutura da conta é a mesma do carro — **(variável + fixo) ÷ km rodados no ano** —, mas três campos mudam de tamanho e um muda de significado. Na moto de referência deste site, de R$ 18.000 rodando 10.000 km por ano a 30 km/L, o ano fecha em **R$ 7.357,41**, ou **R$ 0,736 por quilômetro**. Só a gasolina daria R$ 0,21 por km: o custo completo é 3,5 vezes isso. A [calculadora de custo por km de moto](/calculadoras/custo-por-km-moto/) monta a soma inteira; o que vale entender é o que preencher em cada campo. ## O jogo de pneus da moto são dois Este é o erro mais caro do formulário. O campo pede o preço do **jogo completo**, dianteiro mais traseiro, e a vida em quilômetros também é a do jogo. Quem digita o preço de um pneu só subestima a parcela pela metade. Com um jogo de R$ 900 durando 15.000 km, rodar 10.000 km no ano custa R$ 600 de pneu — mais do que o seguro do exemplo, que é R$ 700. E os dois não duram o mesmo: o traseiro sai bem antes do dianteiro, então o campo é a vida **média** do jogo, não a do dianteiro. ## Corrente, coroa e pinhão entram na manutenção Numa moto isso é despesa recorrente, não imprevisto, e não tem campo próprio: some ao valor anual de manutenção junto com óleo, filtro, pastilha e relação. No exemplo o campo abre em R$ 900 por ano, como ponto de partida editável — use o que você gastou no ano passado. O que não cabe em campo nenhum é o **equipamento**: capacete, viseira, jaqueta, luva e bota são custo recorrente de quem anda de moto. Some-os por fora, ou embuta a reposição anual no campo de manutenção para que a conta não fique otimista. ## Combustível, IPVA e depreciação O combustível sai de km ÷ consumo × preço do litro: 10.000 km a 30 km/L com o litro a R$ 6,31 — preço médio na capital na pesquisa da ANP de 30/08 a 05/09/2026 — dão R$ 2.103,33 no ano. Edite o campo com o preço do seu posto. O IPVA que abre no exemplo, R$ 720, parte de 4% sobre R$ 18.000, que é a alíquota geral de São Paulo conferida em lei. Várias UFs cobram menos de moto e algumas isentam por cilindrada, então confira o seu carnê — a [calculadora de IPVA por estado](/calculadoras/ipva-por-estado/) tem as alíquotas conferidas. A depreciação abre em 12% ao ano, o que dá R$ 2.160 sobre os R$ 18.000. Ela é campo editável e marcado em revisão, porque não existe curva pública brasileira para isso. ## O fixo se dilui igual, e o efeito é forte Somando tudo, o fixo dá R$ 3.754,08 no ano e o variável, R$ 3.603,33. Como o fixo não muda com a quilometragem, o custo por km desaba com o uso: - 3.000 km por ano: R$ 1,822 por km, 8,66 vezes o combustível, R$ 5.465,08 no ano; - 6.000 km: R$ 1,046 por km, 4,97 vezes, R$ 6.276,08; - 10.000 km: R$ 0,736 por km, 3,5 vezes, R$ 7.357,41; - 20.000 km: R$ 0,503 por km, 2,39 vezes, R$ 10.060,75. ## Moto contra carro O carro de referência do site custa R$ 2,021 por km, contra R$ 0,736 da moto: cerca de 36% do custo por quilômetro. A diferença vem principalmente da depreciação em reais e do consumo. Só que a proporção entre custo completo e combustível é quase igual nos dois — 3,5 vezes na moto, 3,52 no carro. A moto é mais barata; ela não é barata pelo motivo que a maioria imagina, que é o tanque. ## Quantos pontos suspendem a CNH: 20, 30 ou 40 URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quantos-pontos-suspendem-a-cnh/ Categoria: regras · Data: 2025-12-15 Calculadora relacionada: Quando a CNH suspende por pontos (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/quando-a-cnh-suspende/) Não existe mais limite único. Desde a Lei 14.071/2020 o limite depende de quantas infrações gravíssimas você tem em 12 meses. Depende de quantas infrações gravíssimas constam no seu prontuário nos últimos 12 meses: são 20 pontos se houver duas ou mais, 30 pontos se houver exatamente uma, e 40 pontos se não houver nenhuma. Quem exerce atividade remunerada ao volante tem 40 pontos sempre. Não existe mais um número único que valha para todo mundo, e quem responde "20 pontos" está repetindo uma regra que deixou de valer. ## A regra mudou, e a internet brasileira não corrigiu Até a Lei 14.071/2020 entrar em vigor, o art. 261 do Código de Trânsito Brasileiro trazia um teto único: 20 pontos em 12 meses e a habilitação ia para processo de suspensão. Esse é o número que ficou na cabeça de todo mundo, que continua em artigo de portal, em vídeo e em resposta de fórum — e que hoje descreve apenas o pior dos três casos. A [calculadora de suspensão da CNH](/calculadoras/quando-a-cnh-suspende/) pergunta as gravíssimas antes de responder qualquer coisa, porque sem esse dado a resposta não existe. ## Os três limites do art. 261 - **20 pontos** em 12 meses, para quem tem 2 ou mais infrações gravíssimas no período (art. 261, §1º, I). - **30 pontos**, para quem tem exatamente 1 gravíssima (art. 261, §1º, II). - **40 pontos**, para quem não tem nenhuma gravíssima (art. 261, §1º, III). Fora dessa escada fica o motorista de atividade remunerada: o art. 261, §5º dá a ele um limite fixo de 40 pontos, qualquer que seja o número de gravíssimas. É a exceção que inverte a intuição — a categoria que mais roda é a que tem mais folga na contagem. ## Quanto vale cada infração O art. 259 do CTB não mudou: gravíssima vale 7 pontos, grave 5, média 4 e leve 3. O multiplicador que algumas infrações trazem no próprio artigo mexe no valor em reais da multa, não na pontuação — uma gravíssima multiplicada por dez continua valendo 7 pontos. ## O mesmo prontuário, três desfechos Pegue um condutor com 25 pontos acumulados. Sem nenhuma gravíssima, o limite dele é 40: ainda faltam 15 pontos, e ele consumiu 62,5% da margem. Com exatamente uma gravíssima, o limite cai para 30 e faltam 5 pontos. Com duas ou mais, o limite é 20 e ele já passou. São os mesmos 25 pontos com respostas opostas. É por isso que somar pontos sem separar as gravíssimas não responde nada. ## A contagem é móvel, não anual O período do art. 261 é o dos últimos 12 meses, e não o ano-calendário. Nada zera em 1º de janeiro: cada infração deixa de contar quando completa um ano, uma a uma. Quem espera a virada do ano para voltar a dirigir tranquilo está esperando uma data que a lei não usa. ## Suspensão que não olha a sua pontuação Existem infrações autossuspensivas, em que a suspensão vem da própria infração e não do total acumulado — dirigir sob influência de álcool é a mais conhecida. Nesses casos o processo corre independentemente de quantos pontos você tem, e nenhuma conta de pontos protege. Todos os números acima saem do texto compilado da Lei 9.503/1997 no Planalto, ou seja, com as alterações posteriores já incorporadas. Ler o texto original de 1997 é como o erro dos 20 pontos sobrevive: o artigo continua lá, com a redação antiga, para quem não checa a versão compilada. ## Valor das multas por tipo de infração: leve, média, grave e gravíssima URL: https://exemplo.pages.dev/blog/valor-das-multas-por-tipo-de-infracao/ Categoria: regras · Data: 2025-12-08 Calculadora relacionada: Valor e pontos de uma multa de trânsito (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/multa-valor-e-pontos/) Os quatro valores-base do art. 258 do CTB, o multiplicador que muda a ordem de grandeza e os dois descontos legais que não somam. São quatro valores-base, escritos no art. 258 do Código de Trânsito Brasileiro: infração leve custa R$ 88,38, média R$ 130,16, grave R$ 195,23 e gravíssima R$ 293,47. Esses são os valores da lei, sem multiplicador e sem desconto — e é aí que a maioria das listas publicadas na internet para de contar, o que explica por que a notificação que chega em casa quase nunca bate com o número procurado. ## O que a gravidade decide, e o que ela não decide A gravidade define duas coisas ao mesmo tempo: o valor-base do art. 258 e os pontos do art. 259. Gravíssima são 7 pontos, grave 5, média 4 e leve 3. O que a gravidade **não** define é o valor final: esse depende de um multiplicador que está escrito no artigo da infração específica, e de como você paga. Para montar a conta inteira com o auto de infração na mão, use a [calculadora de valor e pontos de uma multa](/calculadoras/multa-valor-e-pontos/). ## O multiplicador é o que muda a ordem de grandeza A maior parte das infrações não tem multiplicador: o valor cobrado é o valor-base. Mas vários artigos do CTB escrevem um fator no próprio texto. O caso mais conhecido é o do art. 165 — dirigir sob influência de álcool —, cuja multa é dez vezes a gravíssima: a mesma infração de R$ 293,47 passa a R$ 2.934,7. E os pontos não acompanham. Uma gravíssima multiplicada por dez custa dez vezes mais e continua valendo 7 pontos, porque a pontuação é da gravidade e não do valor. Quem procura "quanto custa uma multa gravíssima", encontra o valor-base e para por aí fica com um número dez vezes menor que o da própria notificação. ## Os dois descontos legais, e por que eles não se somam O CTB traz duas reduções, em artigos diferentes: - **Art. 284** — pagando até o vencimento, paga-se 80% do valor. - **Art. 282-A** — com adesão ao Sistema de Notificação Eletrônica e pagamento até o vencimento, paga-se 60% do valor. Numa gravíssima sem multiplicador, o segundo derruba R$ 293,47 para R$ 176,08 — uma economia de R$ 117,39. Aplica-se um ou outro, nunca os dois em sequência: não existe combinar 20% com 40% e pagar menos ainda. Há um detalhe de calendário que custa dinheiro: a adesão ao SNE precisa ser anterior à infração. Quem se cadastra depois que a notificação chegou já perdeu esse desconto para aquela multa. ## Os quatro valores com o desconto do SNE Com o percentual do art. 282-A aplicado sobre o valor-base, os quatro pisos ficam assim: leve R$ 53,03, média R$ 78,1, grave R$ 117,14 e gravíssima R$ 176,08. É o menor valor que cada gravidade pode assumir sem multiplicador. ## Pagar não tira ponto Pagar encerra a cobrança do valor e nada mais. Os 7 pontos de uma gravíssima seguem no prontuário pelos 12 meses da contagem, e é essa contagem que decide a suspensão — com um limite que depende de quantas gravíssimas há no período, e não de um teto único. Quem quer saber a que distância está da suspensão precisa de outra conta, a de [pontos na CNH](/calculadoras/quando-a-cnh-suspende/). Os valores acima saem do texto compilado da Lei 9.503/1997 no Planalto, com a fonte e a data de consulta publicadas na página de fontes do site. Eles são valor de lei: não mudam com o calendário nem com o estado, mudam quando o Congresso mexe no artigo. ## O que muda no IPVA de estado para estado URL: https://exemplo.pages.dev/blog/o-que-muda-no-ipva-de-estado-para-estado/ Categoria: regras · Data: 2025-12-01 Calculadora relacionada: Calculadora de IPVA por estado (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/ipva-por-estado/) A alíquota é lei estadual e varia mais do que o dobro entre as unidades federativas. O mesmo carro de R$ 45.000 paga R$ 855 num estado e R$ 1.800 em outro. Muda a alíquota, e ela muda muito: um carro de passeio com valor venal de R$ 45.000 paga R$ 855 de IPVA no Paraná, onde a alíquota conferida é de 1,9%, e R$ 1.800 em São Paulo, no Rio de Janeiro ou em Minas Gerais, onde é de 4%. É o mesmo carro, o mesmo ano e o mesmo imposto — o que muda é a lei do estado onde ele está emplacado. ## Por que existem 27 respostas diferentes O IPVA é imposto estadual. Cada unidade federativa aprova a sua própria lei, define as suas alíquotas e escolhe se separa por combustível, por potência, por cilindrada ou por tipo de veículo. Não há uma tabela nacional a consultar: há 27 legislações, cada uma com o seu texto e o seu calendário de reajuste. A [calculadora de IPVA por estado](/calculadoras/ipva-por-estado/) faz a multiplicação — valor venal vezes alíquota, menos o desconto de cota única, se o seu estado oferecer — com a alíquota de partida já preenchida nos estados em que ela foi lida na lei. ## A faixa que o mesmo carro percorre Sobre os mesmos R$ 45.000 de valor venal, os estados com alíquota conferida em lei entregam contas assim: a 2% dá R$ 900 no ano, ou R$ 75 por mês se você provisionar; a 2,5%, R$ 1.125 e R$ 93,75; a 3%, R$ 1.350 e R$ 112,5; a 3,5%, R$ 1.575 e R$ 131,25; a 4%, R$ 1.800 e R$ 150. Pernambuco aparece numa alíquota intermediária, 2,4%, que dá R$ 1.080 no ano. Entre o piso e o teto dessa lista há mais do que o dobro de diferença. Nenhuma outra parcela do custo de documentação varia tanto por endereço. ## São 18 estados conferidos, e não 27 Este site publica a alíquota de 18 das 27 unidades federativas, porque foram essas as que puderam ser lidas em fonte primária — lei estadual, diário oficial ou texto consolidado da secretaria de fazenda, com o trecho citado. Nos outros 9 o campo abre em branco. O motivo é sempre um de dois. Ou a lei do estado só define alíquota por faixa — por potência, por cilindrada ou por valor venal — sem que exista uma faixa que cubra a maior parte da frota; ou o texto consolidado vigente não foi localizado numa fonte primária legível. Preencher esses 9 por estimativa daria uma tabela completa e mentiria na média: alíquota de sub-faixa está certa na lei, passa em qualquer conferência pontual e é o número errado para a maioria dos carros. ## Alíquota não é a única coisa que muda Dois vizinhos com carros idênticos podem pagar valores diferentes por três outros motivos além da alíquota: - **A base de cálculo.** A maioria dos estados usa a tabela FIPE como valor venal, mas alguns publicam tabela própria da secretaria de fazenda. Se a sua guia trouxer outro valor, é esse que vale. - **O desconto de cota única.** Vários estados descontam para quem paga de uma vez, e alguns descontam para quem não teve multa no ano. O percentual muda por estado e por exercício. - **As isenções.** Idade do veículo, pessoa com deficiência, táxi e locadora seguem regras estaduais com requisitos próprios. ## O licenciamento é outra conta, e não acompanha Na mesma guia costuma vir a taxa de licenciamento anual, e é comum somar tudo e chamar o total de "IPVA". São coisas diferentes: o IPVA é imposto e sobe com o valor do carro; o licenciamento é taxa de serviço do Detran e tem valor fixo. Em São Paulo é R$ 174,08, em Minas Gerais R$ 35,62 e no Pará R$ 300,93, para qualquer carro. Um estado de IPVA alto pode ter licenciamento barato, e vice-versa. Cada alíquota publicada aqui traz a lei, a URL e a data em que foi conferida. Se o seu estado reajustou depois disso, o número da sua guia manda — o campo é seu para editar. ## O que entra no custo de transferência de um veículo URL: https://exemplo.pages.dev/blog/o-que-entra-no-custo-de-transferencia-de-um-veiculo/ Categoria: regras · Data: 2025-11-24 Calculadora relacionada: Custo de transferência do veículo (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-de-transferencia/) Taxa do Detran, vistoria, despachante e o que mais pode aparecer. Com o despachante, o exemplo do site sai por R$ 450; sem ele, por R$ 200. São quatro linhas, e só uma delas é escolha sua. No exemplo que abre a calculadora do site — R$ 200 de taxa do Detran e R$ 250 de despachante — a transferência custa R$ 450, dos quais R$ 200 são inevitáveis. O despachante responde por 55,6% do que você paga e é a única parcela que some se você fizer o processo por conta própria. ## As quatro linhas da conta **Taxa do Detran.** É a taxa de transferência de propriedade, publicada na tabela de taxas de cada estado. Varia por unidade federativa e é reajustada por ato do próprio órgão. **Vistoria.** A maior parte dos estados exige vistoria para transferir. Em alguns ela já está embutida na taxa do Detran — nesse caso o campo tem de ficar em zero, senão o mesmo custo entra duas vezes. **Despachante.** É serviço privado, com preço negociado caso a caso. Não existe tabela oficial de despachante em lugar nenhum, e nenhuma norma o torna obrigatório: o que ele vende é tempo e fila. **Outras taxas.** Reconhecimento de firma no ATPV-e quando exigido, segunda via, remarcação de chassi, laudo cautelar. Some as suas na [calculadora de custo de transferência](/calculadoras/custo-de-transferencia/) e veja quanto sobra sem o despachante. ## Quanto o despachante pesa Mantendo os R$ 200 de taxa e mexendo só no despachante, o peso dele sobe rápido: a R$ 150 o total vai a R$ 350 e ele responde por 42,9%; a R$ 250, o total é R$ 450 e ele responde por 55,6%; a R$ 400, o total chega a R$ 600 e ele já é 66,7% da conta. Do outro lado, sem despachante o total é R$ 200 e ele é 0%. Não é argumento contra contratar. É a informação que falta na hora de decidir: você está comparando um serviço contra a parcela obrigatória, e ele pode custar mais do que ela. ## Por que este site não crava a taxa do seu estado A tabela de taxas do Detran tem várias linhas, e a de licenciamento anual não é a de transferência. Este site conferiu em fonte primária a taxa de **licenciamento** de 21 das 27 unidades federativas — em São Paulo, R$ 174,08 —, e não a de transferência. Publicar aqui um número com cara de conferido seria empurrar procedência que não temos. Por isso os campos de taxa do Detran e de despachante abrem marcados como em revisão: são valores plausíveis, para a conta não começar em branco, e estão listados na página de fontes como o que ainda falta ler. Consulte a tabela do seu estado e digite o valor real. ## Quem paga, e o prazo que corre A transferência é obrigação do comprador, e o prazo corre a partir da data do documento de venda. Quem deixa passar paga multa e ainda responde por infração cometida com o carro ainda no nome do antigo dono. Do outro lado, o vendedor tem interesse próprio em comunicar a venda ao Detran. Essa comunicação é gratuita, é independente da transferência e não substitui: ela protege o vendedor, não dispensa o comprador. ## O que não entra nesta conta IPVA e licenciamento do exercício costumam ter de estar quitados antes da transferência, e são contas à parte — o IPVA muda com o valor do carro e com o estado, o licenciamento é taxa fixa do Detran. Também ficam de fora o laudo cautelar, a vistoria de seguradora e o ICMS de veículo comprado em outro estado. Uma última linha que não é taxa e pesa mais que todas: o que o carro perde de valor depois que você o compra. Ela não aparece em guia nenhuma, e é a maior parcela do custo de ter um carro. ## O que é a Tabela FIPE e o que ela não é URL: https://exemplo.pages.dev/blog/o-que-e-a-tabela-fipe-e-o-que-ela-nao-e/ Categoria: regras · Data: 2025-11-17 Calculadora relacionada: Calculadora de valor de revenda estimado (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/valor-de-revenda-estimado/) A FIPE é referência de preço médio, republicada todo mês. Não é o preço que você vai conseguir, não é laudo e não é uma série histórica aberta. A Tabela FIPE é uma referência de preço médio de veículos, publicada por modelo, ano-modelo e versão, e republicada todo mês. Ela diz em torno de quanto aquele carro está sendo negociado. Ela **não** diz por quanto o seu vai sair, não conhece o estado do seu carro e não é uma série histórica que você possa baixar para medir depreciação. ## O que ela é: um preço médio com data Cada consulta à FIPE devolve o valor de um mês específico. É por isso que este site não embute valor de carro em lugar nenhum: um número gravado aqui estaria desatualizado na virada do mês seguinte, e ninguém voltaria para corrigir. Onde a FIPE é necessária — no valor venal do IPVA, no valor de referência da revenda —, ela entra como campo que você preenche com a consulta do seu modelo. Para transformar essa referência num preço de anúncio, use a [calculadora de valor de revenda estimado](/calculadoras/valor-de-revenda-estimado/). ## O que ela não é, item por item **Não é o preço que você vai conseguir.** É média de mercado. Loja compra abaixo dela e vende acima; venda direta entre pessoas tende a ficar mais perto. Trate-a como ponto de partida da negociação, não como piso. **Não é laudo do seu carro.** Ela não sabe a quilometragem, o histórico de sinistro, a cor, o câmbio nem o estado de conservação. Dois carros do mesmo modelo e ano, um com o dobro de quilômetros do outro, aparecem no mesmo valor. **Não é uma curva de depreciação.** A tabela vigente é pública, mas a série histórica não é baixável de forma aberta. É por isso que o percentual anual de depreciação, neste site, é campo editável e não constante: procuramos a curva na FIPE, em estudos acadêmicos, na Fenabrave, no Sindipeças e na Anfavea, e não encontramos. **Não é a base de cálculo do IPVA em todo estado.** A maioria usa a FIPE como valor venal, mas alguns publicam tabela própria da secretaria de fazenda. O que vale é o valor da sua guia. ## Como usar a FIPE sem contar a idade duas vezes É o erro mais comum de quem simula revenda. Se o valor de referência que você digitou já é a FIPE do **ano-modelo do seu carro**, ele já traz a idade descontada — e então o campo de idade tem de ficar em zero. Se você repetir a idade ali, o carro deprecia duas vezes. A diferença é grande. No exemplo do site, com R$ 60.000 de referência e idade zero, o valor estimado seria R$ 51.000. Com os mesmos R$ 60.000 e 3 anos aplicados a 15% ao ano, cai para R$ 31.320,37. A idade só entra quando a referência é o preço de quando o carro era novo. ## A FIPE dá a média; os ajustes são seus Depois de partir da referência, o que sobra é percepção declarada, e o site diz isso em vez de fingir precisão. Sobre os R$ 36.847,5 do exemplo sem ajuste, 15% de quilometragem acima da média tiram R$ 5.527,12 e levam o valor a R$ 31.320,37. Um carro que rodou 20% menos que a média sobe para R$ 44.217; um que rodou 20% mais cai para R$ 29.478. Marcar a conservação em 110, dez pontos acima da média, leva o exemplo de R$ 31.320,37 para R$ 35.005,12. Nenhum desses coeficientes tem fonte pública brasileira. O desconto por quilometragem aplicado aqui é de 1 para 1, é suposição declarada do site e o efeito real é quase certamente menor. Trate os dois campos como "de quanto você acha que é o ajuste". ## O jeito honesto de medir a sua depreciação Consulte a FIPE do seu modelo hoje e a do mesmo modelo com um ano a mais de idade. A diferença percentual entre as duas é a taxa que vale para o seu carro, medida por você, na data em que você mediu. É melhor que qualquer média nacional — e é a única forma de usar a FIPE como série sem inventar uma. ## O que a ANP mede e por que o preço do seu posto é diferente URL: https://exemplo.pages.dev/blog/o-que-a-anp-mede-e-por-que-seu-posto-e-diferente/ Categoria: regras · Data: 2025-11-10 Calculadora relacionada: Calculadora de custo por km de combustível (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-combustivel/) A pesquisa semanal da ANP é uma média de revenda ao consumidor, colhida em postos de municípios. Ela não é o preço do seu estado nem do seu posto. A ANP mede o preço médio de revenda ao consumidor, colhido semanalmente em postos de um conjunto de municípios pesquisados. O valor que abre no campo de combustível deste site é o dessa pesquisa, na capital do estado selecionado, na semana de 30/08 a 05/09/2026: em São Paulo, R$ 6,31 a gasolina comum. É uma média de capital, com data — não é o preço do seu estado inteiro, e muito menos o da bomba onde você abastece. ## Três palavras que mudam o significado do número **Semanal.** A pesquisa é republicada toda semana. Qualquer preço de combustível citado sem a semana a que pertence é um número sem procedência: ele estava certo quando foi escrito e fica errado sozinho. **Revenda ao consumidor.** É o preço na bomba, o que você paga, e não o preço da distribuidora nem o da refinaria. Comparar um com o outro é comparar etapas diferentes da cadeia. **Municípios, não estados.** A ANP pesquisa postos em municípios. Por isso este site publica o preço da **capital** de cada unidade federativa e escreve isso ao lado do campo. Chamar essa média de "preço do estado" alargaria o que a fonte mede, e é assim que um número correto vira um número errado. Para transformar o preço em custo por quilômetro, com o seu consumo, use a [calculadora de custo por km de combustível](/calculadoras/custo-por-km-combustivel/). ## Por que o seu posto cobra outro valor Porque a média é média. Dentro da mesma cidade, a diferença entre o posto mais caro e o mais barato passa de 10%, e isso antes de considerar bandeira, forma de pagamento, dia da semana e distância da base de distribuição. A média da capital descreve o conjunto, não a esquina. É exatamente por isso que o campo é editável. O preço que abre existe para a conta não começar em branco; assim que você digita o do seu posto, o resultado deixa de ser uma média nacional e passa a ser o seu. ## O que a média muda na sua conta Com o preço de exemplo e um carro que faz 12 km/L, o quilômetro sai por R$ 0,526 e cada 100 km custam R$ 52,58 — cada real gasto compra 1,9 km. O consumo mexe mais que o preço: no mesmo litro, um carro de 6 km/L gasta R$ 1,052 por quilômetro e R$ 105,17 a cada 100 km, enquanto um de 16 km/L gasta R$ 0,394 e R$ 39,44. Entre os dois há quase três vezes de diferença, com o combustível custando o mesmo. Um carro de 10 km/L fica em R$ 0,631 por quilômetro e R$ 63,1 a cada 100 km; um de 14 km/L, em R$ 0,451 e R$ 45,07. Se você não sabe o consumo do seu, meça de tanque cheio a tanque cheio: o computador de bordo costuma ser otimista, e o número da etiqueta é de laboratório. ## Por que o preço não é constante neste site O preço do litro é o exemplo mais claro da regra que governa a arquitetura daqui: valor com prazo de validade não vira constante, vira campo editável com procedência datada ao lado. Combustível muda toda semana, valor de veículo todo mês, alíquota de IPVA e taxa de licenciamento todo ano. Se o preço estivesse gravado no código, o site estaria errado sete dias depois de publicado e ninguém perceberia. Como campo, ele carrega a fonte, a semana da pesquisa e o convite explícito para você trocá-lo — o que sobrevive a um ano sem manutenção. ## E o que não é combustível Esta conta mede só a bomba. Manutenção, pneus, seguro, IPVA e principalmente depreciação não entram nela, e juntos costumam multiplicar o custo por quilômetro por três ou quatro. Quem vai decidir uma viagem, uma corrida ou uma troca de carro precisa do [custo por km real](/calculadoras/custo-por-km-real/), não deste. ## O que o manual do fabricante diz sobre troca de óleo URL: https://exemplo.pages.dev/blog/o-que-o-manual-do-fabricante-diz-sobre-troca-de-oleo/ Categoria: regras · Data: 2025-11-03 Calculadora relacionada: Quando trocar o óleo: km ou tempo, o que vencer primeiro (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/quando-trocar-o-oleo/) O manual traz dois limites, km e tempo, e vale o que vencer primeiro. Não existe um intervalo nacional: existe o do seu motor. O manual não traz um número, traz dois: um intervalo em quilômetros e um intervalo em meses. O que vencer primeiro encerra o período, e é isso que a pergunta "quantos km posso rodar" costuma ignorar. Um carro com intervalo de 10.000 km ou 12 meses que rodou 5.500 km em 9 meses já consumiu 75% do intervalo pelo calendário, contra 55% pelo hodômetro. Vale o maior: 75%. ## Dois relógios, e o que decide é o que chegar antes A conta é simples e é dupla. De um lado, os quilômetros rodados desde a última troca divididos pelo intervalo em quilômetros. Do outro, os meses decorridos divididos pelo intervalo em meses. O percentual que importa é o maior dos dois. No exemplo acima — 43.500 km hoje, 38.000 km na etiqueta da última troca — faltam 4.500 km, mas só 3 meses. Quem olha só o hodômetro conclui que ainda há folga e passa do prazo por conta do calendário. É o caso clássico de quem roda pouco. Confira o seu na [calculadora de troca de óleo](/calculadoras/quando-trocar-o-oleo/), com os dois intervalos do seu manual. ## Não existe "o intervalo do óleo" Existe o intervalo do seu motor. Ele muda de montadora para montadora, muda entre motores da mesma montadora e muda entre uso normal e uso severo. Publicar um número único seria escolher um manual e chamá-lo de regra — que é o motivo de os dois campos abrirem marcados como em revisão neste site. Veja o mesmo carro sob manuais diferentes, mantendo os 9 meses e os 5.500 km rodados. Com 15.000 km ou 12 meses, faltariam 9.500 km. Com 20.000 km ou 12 meses, faltariam 14.500 km. Nos dois casos o percentual consumido continua sendo 75% e quem decide continua sendo o calendário: alongar o intervalo de quilometragem não compra um único dia a mais. Agora inverta. Com 10.000 km ou 6 meses, o mesmo carro está vencido a 150% — com 4.500 km ainda sobrando no hodômetro. O limite de tempo é o que muda de resposta, e é o que quase nunca é lido. ## Uso severo é uma definição do manual, não um adjetivo O próprio manual costuma descrever um regime mais exigente: trânsito parado, percurso curto que não aquece o motor, poeira, estrada de terra, reboque. Nesse regime ele encurta o intervalo, com frequência para metade. Se é o seu caso, o número a digitar é o severo — e a maior parte dos carros de cidade se encaixa em pelo menos uma dessas descrições. ## O que o sensor do painel sabe e o que ele não sabe O indicador de vida útil do óleo estima a degradação por um modelo de uso: rotação, temperatura, tempo de motor ligado. É informação útil e é incompleta. Ele não conta bem os meses de um carro que ficou parado, e o critério de garantia continua sendo o do manual, que é o dos dois limites. ## O que esta conta não faz Ela conta prazo, não analisa lubrificante. Não sabe qual óleo está no cárter, não distingue especificação, não lê o sensor e não avalia o estado do óleo depois de rodado. Se você não anotou a quilometragem da última troca, ela está na etiqueta que a oficina cola no batente da porta — e a subtração é o começo de tudo: 43.500 menos 38.000 dá os 5.500 km do exemplo. E este site não publica um intervalo de referência porque não achou uma fonte que valha para todos os motores. O que vale é o manual do seu — os campos existem para receber o número dele, não para substituí-lo. ## Quando trocar a correia dentada URL: https://exemplo.pages.dev/blog/quando-trocar-a-correia-dentada/ Categoria: regras · Data: 2025-10-27 Calculadora relacionada: Correia dentada: quando trocar e quanto provisionar (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/correia-dentada-quando-e-quanto/) O manual traz km e anos, e vale o que vencer primeiro. Quem roda pouco troca por idade e paga mais caro por quilômetro: R$ 0,05 contra R$ 0,02. Quando o primeiro dos dois limites do manual chegar: o de quilometragem ou o de idade. No exemplo do site — intervalo de 60.000 km ou 6 anos, última troca em 30.000 km e há 5 anos, hodômetro em 78.000 km — a correia está a 83,3% da vida e quem vai vencer antes é o tempo: faltam 12.000 km, mas só 1 ano. Trocar "quando der o km" é o jeito mais comum de passar do prazo sem perceber. ## Por que a idade conta tanto quanto o quilômetro A correia é borracha com reforço, e borracha resseca parada. Um carro que fica na garagem não poupa a correia; ele só deixa de gastar o outro limite. Por isso o fabricante publica os dois marcos, e por isso o que decide é o menor prazo entre eles. Rode a conta do seu motor na [calculadora de correia dentada](/calculadoras/correia-dentada-quando-e-quanto/), com os dois intervalos do seu manual e o orçamento do serviço. ## A provisão não se divide pelo intervalo do manual Aqui está o achado da conta. O custo do serviço não deve ser dividido pelo intervalo publicado, e sim pela **vida efetiva** da correia — a menor entre "quantos anos eu levo para rodar o intervalo" e o limite de idade. No exemplo, quem roda 12.000 km por ano leva 5 anos para rodar 60.000 km, e é essa a vida efetiva. Um serviço de R$ 1.200 dividido por esses 5 anos dá R$ 240 por ano, ou R$ 20 por mês, e R$ 0,02 por quilômetro. ## Quem roda pouco paga mais caro por quilômetro Mude só a quilometragem anual e a conta vira outra. Rodando 4.000 km por ano, o limite de idade chega muito antes: a correia é trocada com 24.000 km rodados, e não com os 60.000 do manual. O mesmo serviço de R$ 1.200 sai por R$ 200 por ano e **R$ 0,05 por quilômetro** — mais que o dobro do custo de quem roda 12.000. A 8.000 km por ano a troca acontece com 48.000 km e o quilômetro sai por R$ 0,025. Só a partir de 12.000 km por ano o limite de quilometragem passa a ser o que decide: a 20.000 km a vida efetiva cai para 3 anos, com provisão de R$ 400 por ano, e a 30.000 km cai para 2 anos, com R$ 600 por ano — mas o custo por quilômetro estaciona em R$ 0,02, porque a partir daí a correia entrega o intervalo inteiro. Dividir o serviço pelo intervalo do manual esconderia isso e mostraria o mesmo custo por quilômetro para todo mundo. ## O que precisa estar no orçamento Correia, tensor, rolamentos, bomba d'água quando ela é acionada pela correia, e a mão de obra. Digitar só o preço da peça é o erro mais comum dessa conta e subestima a provisão em muito — o serviço é o conjunto, e trocar a correia sem trocar o tensor devolve o carro ao mesmo risco. ## O risco que não aparece em nenhuma linha do resultado Em motor de interferência, a correia arrebentada faz válvula e pistão se encontrarem. O prejuízo é de outra ordem de grandeza e não entra em nenhuma parcela desta conta: não existe provisão que cubra a diferença entre trocar no prazo e reconstruir o cabeçote. A calculadora não sabe se o seu motor é de interferência. Vale a pena descobrir antes de decidir esticar o intervalo. ## Nem todo motor tem correia dentada Vários usam corrente, que segue outro regime e costuma ser prevista para a vida do motor, com manutenção ligada ao óleo. E motor com corrente em banho de óleo não se encaixa neste modelo de jeito nenhum. Os dois campos de intervalo abrem marcados como em revisão exatamente por isso: os fabricantes publicam marcos diferentes, e o número que vale é o do manual do seu motor. ## O que é depreciação e por que ela é o maior custo do carro URL: https://exemplo.pages.dev/blog/o-que-e-depreciacao-e-por-que-ela-e-o-maior-custo/ Categoria: regras · Data: 2025-10-20 Calculadora relacionada: Calculadora de depreciação do veículo (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/depreciacao-do-veiculo/) É a perda de valor do carro ao longo do tempo. No exemplo do site ela dá R$ 9.000 por ano, 37,1% do custo — mais que combustível, pneus e manutenção juntos. Depreciação é a diferença entre o que o carro vale hoje e o que ele vai valer depois. É despesa mesmo que você nunca venda, e é a maior parcela do custo de ter um carro: no veículo de referência deste site, um carro de R$ 60.000 rodando 12.000 km por ano, ela dá R$ 9.000 no ano — 37,1% de um custo anual de R$ 24.257,72, contra 28,4% do combustível. ## Por que ninguém a enxerga Porque ela não sai da conta bancária. Combustível, seguro, IPVA e oficina têm data e comprovante; a depreciação chega toda de uma vez, no dia em que você vende ou troca, e nesse dia já é passado. Quem faz a conta de cabeça soma o que pagou e chega a um número que ignora a maior linha. Veja quanto o seu perdeu na [calculadora de depreciação do veículo](/calculadoras/depreciacao-do-veiculo/). ## A curva é composta, e isso muda a forma dela Cada ano tira uma fatia do que sobrou, não do valor original: valor estimado = valor de novo × (1 − taxa) elevado à idade. Com R$ 60.000 e 15% ao ano, o carro fica em R$ 51.000 no primeiro ano, R$ 43.350 no segundo e R$ 36.847,5 no terceiro — perdeu R$ 23.152,5, ou 38,6%, numa média de R$ 7.717,5 por ano. A conta linear, que muitos fazem de cabeça, subtrai a mesma fatia todo ano e cruza o zero: com 15% ao ano ela zeraria o carro em 6,7 anos e o deixaria negativo depois, o que nenhum carro faz. A composta nunca cruza. Com 10 anos, o mesmo carro ainda aparece em R$ 11.812,46, ou 19,7% do valor de novo. ## A perda em reais cai; a conta do ano seguinte não O primeiro ano leva R$ 9.000. O segundo leva menos, porque incide sobre um valor menor: a média acumulada em dois anos cai para R$ 8.325 por ano, em cinco anos para R$ 6.675,54 e em dez anos para R$ 4.818,75. Aos 5 anos o carro está em R$ 26.622,32, com 44,4% do valor retido; aos 8, em R$ 16.349,43 e 27,2%. É esse achatamento que sustenta o argumento de segurar o carro: cada ano a mais dilui melhor a parcela que mais pesa. Mas ele não vale como promessa — depreciação não é a única linha que muda com a idade, e manutenção anda no sentido contrário. ## Carro parado deprecia A maior parte da curva é tempo, não quilometragem. Um carro que não sai da garagem continua envelhecendo de ano-modelo, continua perdendo valor de tabela e ainda paga IPVA, licenciamento e seguro. No exemplo, são os mesmos R$ 9.000 por ano — cerca de R$ 750 por mês — sem rodar um quilômetro. ## O número que este site não tem, e diz que não tem O percentual anual de depreciação é o único valor da calculadora sem fonte pública, e é justamente o mais importante. Procuramos por uma curva brasileira com metodologia aberta na FIPE, em estudos acadêmicos, na Fenabrave, no Sindipeças e na Anfavea. A FIPE publica o preço observado do mês, não uma série histórica baixável. A regra de bolso de que "o carro perde 20% no primeiro ano" circula em toda parte sem origem citável. Por isso o campo abre em 15%, marcado como em revisão: é ponto de partida editável, não referência para citar. A busca inteira está publicada na página de fontes do site, com o que foi procurado e onde. ## Como achar o seu número Consulte a FIPE do seu modelo hoje e a do mesmo modelo com um ano a mais de idade. A diferença percentual entre as duas é a taxa do seu carro, medida por você. É melhor que qualquer média — e a diferença entre modelos é grande o bastante para que a média não sirva: carro que segura preço e carro que despenca recebem aqui a mesma curva, e o mercado não trata os dois igual. Com a taxa na mão, a conta que interessa não é a da depreciação isolada, e sim a do [custo por km real](/calculadoras/custo-por-km-real/), onde ela aparece ao lado das outras cinco parcelas. ## Como funciona o ganho de capital na venda do carro URL: https://exemplo.pages.dev/blog/como-funciona-o-ganho-de-capital-na-venda-do-carro/ Categoria: regras · Data: 2025-10-13 Calculadora relacionada: Imposto de renda na venda do carro (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/imposto-de-renda-na-venda-do-carro/) A isenção de R$ 35.000 é pelo preço de venda no mês, não pelo lucro. E não há correção pela inflação: dá para apurar ganho numa venda que foi prejuízo. Ganho de capital é a diferença entre o preço de venda do carro e o custo de aquisição — o que você pagou, mais benfeitorias comprovadas por nota fiscal. Havendo ganho e não havendo isenção, a alíquota é de 15%. No exemplo do site, um carro comprado por R$ 35.000 e vendido por R$ 42.000 gera ganho de R$ 7.000 e imposto de R$ 1.050 — o vendedor fica com R$ 40.950 depois do recolhimento. Duas regras derrubam quase todo mundo, e as duas são contraintuitivas. Esta página é informativa e não substitui orientação de contador — é matéria tributária, e os artigos estão citados um a um para você, ou quem cuida da sua declaração, conferir na origem. ## A isenção olha o preço de venda, não o lucro O art. 22, II da Lei 9.250/1995 isenta o ganho na alienação de bem de pequeno valor, e o texto fala em preço de alienação de até R$ 35.000. Não é o lucro que precisa caber no limite: é o preço. A consequência é um degrau, não uma rampa. Um carro comprado por R$ 30.000 e vendido por R$ 35.000 tem ganho de R$ 5.000 e imposto de R$ 0. O mesmo carro vendido por R$ 36.000 tem ganho de R$ 6.000 e imposto de R$ 900. Mil reais a mais no preço custaram R$ 900. Rode o seu caso na [calculadora de imposto de renda na venda do carro](/calculadoras/imposto-de-renda-na-venda-do-carro/) antes de fechar o negócio. ## E o limite é do mês, não da venda Este é o detalhe que mais pega gente desavisada: a regra olha o conjunto alienado no mês, não uma venda isolada. Aquele carro de R$ 30.000 vendido sozinho é isento. Se no mesmo mês você tiver alienado mais R$ 10.000 em outro bem, o total do mês vai a R$ 40.000, passa do limite de R$ 35.000, a isenção de pequeno valor deixa de valer e a mesma venda de carro passa a custar R$ 750 de imposto. Separar duas vendas em meses diferentes é uma decisão de calendário que muda o imposto — e é o motivo de a calculadora ter um campo para os outros bens do mês. ## Não há correção pela inflação O art. 136, §1º do RIR/2018 não admite atualização monetária no custo de bens adquiridos depois de 31 de dezembro de 1995. O carro comprado há dez anos entra na conta pelo valor nominal de dez anos atrás, exatamente como está na sua declaração de bens. O resultado é desconfortável e é a lei: **é possível apurar ganho numa venda que, em poder de compra, foi prejuízo**. O carro comprado por R$ 30.000 e vendido muitos anos depois por R$ 36.000 gera ganho de R$ 6.000 e R$ 900 de imposto, ainda que R$ 36.000 comprem bem menos hoje do que R$ 30.000 compravam na data da compra. A conta é a da lei, não a da economia. ## O degrau inteiro, para o mesmo carro Um carro comprado por R$ 30.000, vendido por preços diferentes no mesmo mês, sem outras alienações: a R$ 25.000 não há ganho e o imposto é R$ 0; a R$ 34.000, o ganho é R$ 4.000 e o imposto é R$ 0; a R$ 35.000, o ganho é R$ 5.000 e o imposto ainda é R$ 0; a R$ 36.000, o ganho de R$ 6.000 passa a custar R$ 900; a R$ 42.000, o ganho de R$ 12.000 custa R$ 1.800; a R$ 60.000, o ganho de R$ 30.000 custa R$ 4.500. ## O que soma ao custo de aquisição Benfeitorias comprovadas por nota fiscal em seu nome. Manutenção de rotina, combustível, seguro e IPVA não entram: são despesas de uso, não aumento do custo do bem. Guardar a nota de uma melhoria relevante é a única forma legítima de reduzir o ganho apurado. A alíquota de 15% do art. 21 da Lei 8.981/1995 é a primeira faixa de uma escada progressiva. As faixas seguintes só começam acima de R$ 5 milhões de ganho, o que nenhuma venda de carro usado alcança — mas a escada existe, e esconder isso seria publicar meia regra. Fora do alcance desta conta ficam a venda por pessoa jurídica, o veículo recebido em herança ou doação, a permuta, a venda parcelada e o caso em que o custo de aquisição não pode ser determinado. Ela também não emite DARF nem preenche o programa de ganhos de capital. ## De onde vem cada número deste site URL: https://exemplo.pages.dev/blog/de-onde-vem-cada-numero-deste-site/ Categoria: regras · Data: 2025-10-06 Calculadora relacionada: Calculadora de custo por km real (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/custo-por-km-real/) A regra é simples: valor com prazo de validade é campo editável, não constante. E o que não achamos em fonte primária está publicado como não encontrado. Todo número publicado aqui tem fonte, endereço, data de consulta e prazo de validade declarados. E existe uma regra que separa os números em dois grupos: o que muda com o calendário nunca vira constante do código — vira **campo editável**, com a procedência escrita ao lado. É a diferença entre um site que envelhece em silêncio e um que continua certo depois de um ano sem manutenção. ## Por que valor volátil não pode ser constante Quase tudo que vira reais num carro apodrece sozinho. O preço do combustível muda toda semana, na pesquisa da ANP; o valor de tabela do veículo muda todo mês; alíquota de IPVA e taxa de licenciamento mudam por exercício. Se qualquer um desses estivesse gravado no motor de cálculo, o site estaria errado em uma semana e ninguém voltaria para corrigir. Então eles chegam como valor de partida de um campo. O preço do litro abre em R$ 6,31, que é a média de revenda na capital de São Paulo na pesquisa da ANP de 30/08 a 05/09/2026 — e você troca pelo do seu posto. A taxa de licenciamento abre em R$ 174,08, lida na carta de serviços do estado de São Paulo. A alíquota de IPVA abre em 4%, conferida na lei paulista. Do outro lado ficam os valores que só mudam quando o Congresso muda a lei: os R$ 293,47 da multa gravíssima do art. 258 do Código de Trânsito Brasileiro, os R$ 35.000 da isenção de bem de pequeno valor. Esses são constantes, com o artigo citado. O resultado dessa disciplina é a [calculadora de custo por km real](/calculadoras/custo-por-km-real/): R$ 2,021 por quilômetro e R$ 24.257,72 no ano, para um carro de R$ 60.000 rodando 12.000 km — cada parcela com procedência própria. ## O que foi conferido, um a um As alíquotas de IPVA foram lidas em fonte primária — lei estadual, diário oficial ou texto consolidado da secretaria de fazenda — em **18 das 27** unidades federativas. As outras 9 abrem em branco. As taxas de licenciamento foram conferidas em **21 das 27**; nas outras 6 o campo também abre vazio. Não é preguiça, é escolha. Nesses estados a lei só define alíquota por faixa — potência, cilindrada, valor venal — sem uma faixa que cubra a maior parte da frota, ou o texto vigente não foi localizado numa fonte primária legível. Preencher por estimativa daria uma tabela bonita e mentiria na média: alíquota de sub-faixa está certa na lei, passa em qualquer conferência pontual e é o número errado para a maioria dos carros. ## O que procuramos e não achamos A lista do que **não** foi encontrado é publicada com o mesmo destaque da lista do que foi: - **Percentual médio do seguro sobre o valor do veículo.** Procuramos na SUSEP, na CNseg, na Fenaseg, na Fenacor e no IBGE. A única base pública com metodologia aberta tem a série de prêmio médio congelada no segundo semestre de 2020. A calculadora de valor de seguro estimado não foi publicada. - **Curva de depreciação brasileira.** Procuramos na FIPE, em estudos acadêmicos, na Fenabrave, no Sindipeças e na Anfavea. A regra de bolso dos 20% no primeiro ano circula sem origem citável. O percentual é campo — e é a maior parcela do custo, R$ 9.000 no ano do exemplo, 37,1% do total, contra 28,4% do combustível. - **Quilometragem de vida útil de pneu.** Os fabricantes publicam profundidade mínima de sulco e idade, não quilometragem. - **Percentual retido pelas plataformas de aplicativo.** Nenhuma publica número estável e verificável. - **Situação e valor do seguro obrigatório no exercício vigente.** O campo abre em zero até que a fonte oficial confirme. ## Como ler os selos Campo marcado como **em revisão** é ponto de partida sem fonte firme: use-o para a conta não começar em branco e troque pelo seu. Campo com fonte datada traz a origem e o dia da consulta ao lado. E toda a auditoria — o que foi lido, onde, quando, e o que não foi — está aberta na página [fontes](/fontes/), com o trecho citado de cada documento. ## O que muda quando o carro é usado para trabalho remunerado URL: https://exemplo.pages.dev/blog/o-que-muda-quando-o-carro-e-usado-para-trabalho-remunerado/ Categoria: regras · Data: 2025-09-29 Calculadora relacionada: Calculadora de lucro líquido do motorista de aplicativo (https://exemplo.pages.dev/calculadoras/lucro-liquido-do-motorista-app/) Muda o limite de pontos da CNH, muda quem paga o desgaste e muda o que o faturamento significa. R$ 40 por hora de bruto podem ser R$ 9 por hora de líquido. Muda a regra de pontos da CNH, muda a escala do desgaste e muda o significado do número que o aplicativo mostra na tela. No exemplo do site, R$ 2.000 de faturamento bruto numa semana de 50 horas e 1.000 km rodados viram R$ 450 de lucro: R$ 9 por hora, contra os R$ 40 por hora de bruto que o motorista costuma repetir. ## A CNH tem outro limite, e é mais folgado Quem exerce atividade remunerada ao volante tem limite fixo de 40 pontos em 12 meses, pelo art. 261, §5º do Código de Trânsito Brasileiro, qualquer que seja o número de infrações gravíssimas no período. É a exceção à escada que vale para todo o resto: sem atividade remunerada, o limite cai para 30 pontos com uma gravíssima e para 20 pontos com duas ou mais. Um mesmo prontuário pode estar suspenso de um lado e folgado do outro. A [calculadora de pontos na CNH](/calculadoras/quando-a-cnh-suspende/) pergunta isso antes de responder porque a resposta muda inteira. ## O bruto não é seu, e nem quase Duas subtrações separam o que o app mostra do que sobra. Primeiro a taxa da plataforma: 25% sobre R$ 2.000 deixam R$ 1.500 na sua mão. Depois o custo de rodar: 1.000 km a R$ 1,05 por quilômetro consomem R$ 1.050. Sobram R$ 450, uma margem de 22,5% sobre o bruto. Dito de outro jeito: de cada R$ 100 faturados, R$ 25 vão para a plataforma e R$ 52,5 vão para o carro. ## O custo por km precisa ser o honesto Só de combustível, a 11 km/L e com a gasolina ao preço da pesquisa da ANP de 30/08 a 05/09/2026, o quilômetro sai por R$ 0,574. Usar esse número como custo de rodar é a origem da maior parte das contas otimistas que circulam. O custo honesto soma manutenção, pneus, seguro, IPVA, licenciamento e depreciação. No carro de referência deste site ele dá R$ 2,021 por quilômetro e R$ 24.257,72 no ano — e o campo da calculadora de motorista abre em R$ 1,05 justamente porque o valor do combustível sozinho não descreve nada. Quem roda muito mais que a média dilui melhor os fixos, e por isso deve rodar o [custo por km real](/calculadoras/custo-por-km-real/) com a própria quilometragem antes de preencher. ## Todos os quilômetros contam Os km indo buscar o passageiro e os de volta para casa desgastam o carro igual aos km pagos. No exemplo, 1.000 km custam R$ 1.050 independentemente de quantos foram remunerados. Informar só o trecho com passageiro a bordo infla o resultado duas vezes: por baixar o custo e por baixar as horas. O mesmo vale para o tempo. Hora logada inclui espera, e é ela que divide o líquido — 50 horas, e não só as horas com corrida ativa. ## A faixa entre prejuízo e lucro é estreita Mantendo os mesmos 1.000 km e as mesmas 50 horas, a semana muda de sinal rápido. A R$ 1.200 de bruto, a taxa leva R$ 300, o carro leva R$ 1.050 e o resultado é R$ -150, ou R$ -3 por hora. A R$ 1.600, sobram R$ 150, R$ 3 por hora. A R$ 2.000, sobram R$ 450, R$ 9 por hora. A R$ 3.000, sobram R$ 1.200, R$ 24 por hora. O custo de rodar não se mexe nessa tabela. Ele é o mesmo em todas as linhas, e é por isso que o bruto tem um piso abaixo do qual trabalhar é pagar para trabalhar. ## O percentual da plataforma este site não crava Procuramos nas páginas de ajuda e nos termos de uso da Uber, da 99 e da inDrive, em comunicados das próprias empresas, no IPEA, na PNAD do IBGE e em processos do CADE. Nenhuma publica um percentual estável e verificável: ele varia por cidade, por categoria, por promoção e por motorista. Os 25% que abrem no campo são ponto de partida marcado como em revisão. O seu percentual efetivo está no extrato, na divisão entre o que você recebeu e o que o passageiro pagou — e é ele que deve entrar na conta.